A Cúpula dos Povos Rumo à COP30 é um espaço autônomo e coletivo, fundado em março de 2023, que conta hoje com mais de 760 organizações, redes, movimentos populares e coletivos, atuando na defesa dos biomas, dos direitos humanos e da justiça socioambiental. Sua proposta é fortalecer a incidência social em torno da agenda climática e construir um espaço de resistência, diálogo e proposição política que antecederá e acompanhará a realização da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), marcada para novembro de 2025, em Belém (PA), no coração da Amazônia brasileira.
A realização da COP30 na Amazônia é um importante marco simbólico e político para o Brasil. A região, que concentra a maior floresta tropical do mundo e é um dos principais reguladores climáticos do Planeta, se posiciona agora como o centro estratégico global no enfrentamento à crise climática.
Ao lado de organizações indígenas, quilombolas, feministas, de juventudes, de agroecologia, cultura, comunicação, entre outras, a Viração passa a integrar o Grupo de Trabalho de Comunicação (GT Comunicação) da Cúpula. Nosso papel será de multiplicação, contribuindo na estratégia de mobilização e distribuição dos conteúdos e narrativas essenciais para o fortalecimento da agenda.
Para a Viração, essa participação é estratégica e coerente com sua missão de democratizar a comunicação, fortalecer o protagonismo juvenil e atuar na promoção dos direitos humanos e da justiça climática. Desde 2012, a Viração promove a cobertura educomunicativa e compartilhada das COPs com os conteúdos sendo produzidos, traduzidos e publicados nos sites da Agência Jovem de Notícias em 4 línguas: português, inglês, espanhol e italiano.
A Cúpula dos Povos se organiza como uma resposta crítica ao modelo hegemônico de negociações sobre o clima, muitas vezes dominado por interesses econômicos e distanciado das realidades das populações mais impactadas pela crise climática. O Manifesto da Cúpula denuncia a financeirização da natureza, a omissão dos Estados e a violência nos territórios, ao mesmo tempo em que propõe uma agenda comum, que articula lutas antipatriarcais, antirracistas, anticolonialistas e pela soberania dos povos.
Entre as bandeiras defendidas estão: a transição energética justa, a demarcação dos territórios indígenas e tradicionais, a soberania alimentar, a proteção da biodiversidade e a democratização da comunicação.
Confira aqui o Manifesto da Cúpula dos Povos e a Carta Política que orienta essa mobilização histórica.
Por uma comunicação popular e transformadora, seguimos juntos rumo à Cúpula dos Povos e à COP30!