Nota institucional da Viração Educomunicação sobre crimes trágicos no Brasil: Feminicídio, Transfobia e Lesbofobia

A presente nota aborda casos alarmantes de violência enfrentada diariamente por mulheres, revelando a urgência de medidas concretas para enfrentar esse cenário perturbador.

O primeiro caso reporta o assassinato de uma mulher trans em Mato Grosso, vítima de perseguição, ameaças e tiros. O segundo relata o trágico destino de Ana Caroline, encontrada morta com sinais de tortura no Maranhão, sem a identificação de suspeitos até o momento. O terceiro destaca a história da artista venezuelana brutalmente assassinada enquanto viajava de bicicleta pelo Brasil, apresentando evidências de violência.

A Viração Educomunicação, organização dedicada à promoção dos direitos humanos e à educação midiática, expressa profundo pesar diante dos recentes e chocantes casos de violência envolvendo feminicídio, transfobia e lesbofobia no Brasil. Repudiamos veementemente tais atos de crueldade que atentam contra a vida e a dignidade de mulheres, artistas e pessoas LGBTQIA+.

Caso 1 | Assassinato de Mayla Rafaela Martins:

O feminicídio de Mayla Rafaela Martins, mulher trans, é um trágico exemplo da vulnerabilidade que as pessoas trans enfrentam diariamente. A Viração Educomunicação espera uma investigação rigorosa e célere, assegurando que o criminoso seja responsabilizado pelos seus atos. É incontestável que a sociedade e as autoridades estejam unidas na luta contra a transfobia, promovendo inclusão e respeito.

Caso 2 | Assassinato de Ana Caroline:

A morte brutal de Ana Caroline Sousa Campêlo levanta preocupações sobre a segurança das mulheres lésbicas no Brasil. As autoridades devem intensificar esforços para identificar os responsáveis por esse crime hediondo e garantir que a justiça seja feita. A Viração Educomunicação reforça seu compromisso com a luta contra a lesbofobia e destaca a importância de ações educativas para combater o preconceito e a discriminação.

Caso 3 |  Assassinato da artista Julieta Hernández:

O brutal assassinato da artista venezuelana Julieta Ines Hernández Martinez é um reflexo de uma sociedade que ainda enfrenta sérios desafios no combate à violência contra mulheres migrantes, evidenciando a necessidade de atenção e políticas de proteção a esse grupo. A Viração Educomunicação exige justiça e medidas efetivas para prevenir futuros casos semelhantes.

Toda a equipe da Viração se solidariza com família e amigos de Mayla, Ana Caroline e Julieta.

Esses casos são exemplificações de uma realidade cruel que as mulheres enfrentam diariamente. A violência de gênero é um problema multifacetado, entrelaçado com questões de poder e desigualdade social. Infelizmente, o Brasil é um dos países onde esse tipo de violência é mais prevalente. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), uma em cada três mulheres no Brasil sofreu algum tipo de violência no ano de 2021.

Diante desses acontecimentos, a Viração Educomunicação reforça seu compromisso em ampliar a conscientização sobre os direitos humanos, promovendo uma cultura de respeito, igualdade e diversidade. A educomunicação desempenha um papel fundamental na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva, e é urgente a necessidade de ações concretas para eliminar a violência de gênero e a discriminação em todas as suas formas.

Encerrar essa reflexão sem reconhecer a urgência imperativa de transformação seria negligenciar a gravidade e a extensão da violência de gênero em nossa sociedade. É crucial persistir no desafio às normas patriarcais, fomentando uma compreensão mais inclusiva e abrangente de gênero e sexualidade. Essa jornada requer não apenas alterações legislativas e políticas, mas também uma metamorfose cultural que se inicia com educação, diálogo e a desconstrução de estereótipos prejudiciais.

A batalha contra a misoginia, o lesbocídio e a transfobia é uma busca pela justiça, igualdade e pelo direito fundamental de cada indivíduo viver livre de temores e discriminação. Somente por meio da solidariedade, compreensão e do comprometimento ativo com a mudança, poderemos aspirar à construção de uma sociedade que respeite e valorize todas as pessoas, independentemente de seu gênero ou sexualidade.

Viração Educomunicação, 29 de janeiro de 2024.

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