Durante o evento, os jovens conversaram com Allan da Costa e Huná, artistas que se apresentaram no festival, e com Lili Buarque, produtora do Carambola, sobre a importância da retomada de eventos culturais para a cultura e para a juventude de Maceió.
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Com um line up plural e diverso que valorizou a cena alagoana, a sétima edição do Festival Carambola aconteceu nos dias 17 e 18 de março de 2023, no Summer Club Jacarecica, em Maceió (AL), e a galera do programa Digaê – Juventudes Comunicação e Cidade acompanhou as atividades em uma cobertura educomunicativa em vídeo.
Como característica, uma cobertura educomunicativa é feita a muitas mãos e a partir de muitas ideias. No caso do Festival Carambola, a galera do Digaê se dividiu para registrar o evento em fotos e vídeos, fazer entrevistas com artistas e pessoas responsáveis pela organização do evento, e para curtir de perto a energia das apresentações, que estão no segundo ano presencial pós-pandemia.








Maria Victória, conhecida como Mavi, moradora da Grota do Cigano e jovem mobilizadora do Programa Digaê, falou sobre como foi a experiência de participar da cobertura educomunicativa do festival:
Ao chegarmos no local do Festival Carambola, uma representante da organização nos recebeu e fez uma tour no local, apresentando os palcos, suas atrações e mostrando às áreas instagramáveis lindas que faziam parte da composição do evento. O festival esse ano fez homenagem a Nelson da Rabeca, e o palco estava todo detalhado em sua homenagem. Outro destaque importante foi que os shows contaram com acessibilidade com intérprete de libras. O primeiro show foi do Alan Costa, artista local de Maceió, do Jacintinho, uma vibração incrível, inclusive Allan é um dos nossos entrevistados que nos concedeu nos bastidores uma entrevista muito emocionante e inspiradora. Outro show que podemos acompanhar e realizar entrevista na sequência foi da cantora de rap Huná, também artista de Maceió, do Vergel do Lago. Huná também fez uma apresentação cheia de vibração e colocou todo mundo para dançar. Nossa cobertura contou ainda com uma entrevista com a produtora geral do Festival Carambola Lili Buarque que falou um pouco mais sobre a história do festival e suas expectativas.
Durante o evento, os jovens conversaram com artistas e com a produtora do Carambola, sobre a importância da retomada de eventos culturais para a cultura e para a juventude de Maceió. O trabalho resultou em um vídeo, disponível no canal da Viração no YouTube:
Para Tarcísio Camelo, analista de projetos da Viração que atua no Digaê, a atividade representou uma experiência muito significativa para a equipe de jovens mobilizadores: “eles puderam experimentar na prática como realizar uma cobertura educomunicativa, desenvolvendo conteúdos para as linguagens de vídeo, fotografia e texto, além de praticar também as técnicas de entrevista e reportagens a partir de seus olhares. A equipe pôde vivenciar uma cobertura jornalística de um evento cultural importante para a cidade de Maceió e aplicar nas dimensões técnicas, políticas e humanas os conteúdos trabalhados no Digaê por meio do aprender fazendo, sem dissociar a teoria da prática.”
Sobre o Digaê
O Digaê — Juventudes, Comunicação e Cidade é um projeto de educomunicação e mobilização social que busca engajar adolescentes e jovens das grotas de Maceió na transformação de seus territórios a partir de processos e produtos de comunicação multimídia.
O projeto acontece no âmbito do Visão Alagoas, uma iniciativa do Governo do Estado de Alagoas em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat). A execução técnica é realizada pela Viração em parceria com o Instituto Pólis.
Os ciclos de formação são compostos por encontros que combinam conteúdos relacionados à realidade dos territórios — na perspectiva do direito à cidade — com a experimentação das técnicas de produção midiática e mobilização social.
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