Juventudes

Chama na Solução 2022: juventudes enfrentando os efeitos da crise climática

O projeto do UNICEF implementado pela Viração visa potencializar a atuação de jovens na criação de ações inovadoras capazes de apontar soluções sustentáveis para o Brasil

Essa edição do Chama é um convite às juventudes para debater mudanças climáticas e um presente-futuro sustentável

Em diálogo com a Agenda ONU 2030, o projeto Chama na Solução abre inscrições para pessoas entre 14 e 24 anos da cidade de São Paulo, região metropolitana da capital e litoral do estado, a proporem ações criativas que fomentem o desenvolvimento sustentável, econômico, social e ambiental do país. O projeto encoraja que juventudes caiçaras, quilombolas e indígenas se inscrevam nesta edição.

As inscrições estão abertas entre os dias 18 e 29 de maio, via formulário online. Para ampliar a possibilidade de inscrição, essa edição também receberá inscrições por vídeo.

Clique aqui para acessar o formulário de inscrição!

Prefere vídeo? Clique aqui e acesse o formulário para se inscrever!

O projeto consiste em percurso formativo com duração total de 6 meses, organizado em duas etapas, com dinâmicas específicas em cada uma delas.

A primeira etapa compreende a seleção de 10 propostas de ações criativas e inovadoras para o enfrentamento das mudanças climáticas e seus desdobramentos político-sociais. Os projetos devem ser formados por quatro pessoas e com comprovada atuação sobre a agenda das mudanças climáticas, com atenção aos impactos gerados em seus territórios. 

A segunda etapa terá duração de 5 meses, e se dedicará a adensar o trabalho formativo-interventivo junto a 5 coletivos selecionados para participar do ciclo completo. Estes, por sua vez, serão os grupos escolhidos para a gestão e implementação de projetos por meio do capital-semente. Os coletivos também poderão submeter seus projetos ao chamamento global, no qual jovens de todo o mundo apresentam seus projetos. 

Ainda nesta etapa, cada Coletivo receberá um um recurso no valor de R $1.500 a R $4.000. Este recurso visa incentivar, apoiar e oportunizar melhores condições para que os adolescentes e jovens participantes possam iniciar a implementação de seus projetos de intervenção comunitária. 

Por ´coletivos´, entende-se a formação de um grupo organizado para atuarem em uma proposta comum, e que apresente ideias concretas de atuação em algum território pré-definido. Podem ser grupos que já existam previamente, ou não. A aposta é encontrar jovens engajados com experiências anteriores em intervenções e ativismo socioambientais, para refletirem e proporem ações interventoras para a construção do bem viver em seus territórios. 

Serviço

Inscrições: 18 a 29 de maio

Divulgação dos resultados: 3 de junho

Início das atividades: 6 de junho

Inscrição em texto: Preencha o formulário até 29 de maio

Link para inscrição em vídeo: Preencha o formulário e envie seu vídeo até 29 de maio

 

Sobre o Unicef

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) trabalha em alguns dos lugares mais difíceis do planeta, para alcançar as crianças mais desfavorecidas do mundo. Em 190 países e territórios, o UNICEF trabalha para cada criança, em todos os lugares, para construir um mundo melhor para todos.

Sobre a Viração

A Viração é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua com comunicação, educação e mobilização social para a promoção e defesa dos direitos juvenis. Criada em março de 2003, tem como missão conectar, inspirar e engajar adolescentes e jovens na construção de uma sociedade justa, participativa e plural. Como visão e expectativas de futuro, pretende contribuir para que meninas e meninos tenham direitos garantidos e participem ativamente de transformações socioambientais.

Jovens desenvolvem produtos educomunicativos sobre a preservação da biodiversidade do oceano e dos rios

Por meio de quatro oficinas educomunicativas, a Viração facilitou a construção de peças para o Instagram convocando jovens a participarem do LAB Jovens 2022

O LAB Jovens é um programa de formação e de apoio a projetos-ações desenvolvido pela Embaixada da França no Brasil e direcionado a jovens brasileiros de 18 a 26 anos. É inovador em seu formato, que inclui webinários, oficinas e mentorias, e na sua proposta de construção de uma rede nacional permanente de jovens defensores do meio ambiente. O tema da edição deste ano é Preservar a biodiversidade do oceano e dos rios.

A Viração Educomunicação foi contratada para facilitar quatro encontros, ao longo do mês de abril, com o intuito de definir coletivamente a estratégia de comunicação do projeto, além da criação de conteúdos para a conta Instagram do LAB Jovens 2022, voltados para a convocação de participantes na edição de 2022 do projeto. Cinco jovens mobilizadores, participantes da segunda fase do LAB Jovens 2021, foram selecionados por suas especializações e interesses em educomunicação ou jornalismo.

A participação da Viração teve como objetivo ajudar no trabalho coletivo entre eles, na mobilização e no incentivo total da liberdade criativa. Os encontros só reforçaram como a juventude representa um futuro diverso, pautado na luta pela preservação do meio ambiente e dos direitos humanos”, conta Pedro Neves Fonseca, coordenador de projetos da Viração e facilitador das oficinas.

Os encontros tiveram ênfase na construção de cinco peças, sendo dois carrosséis e três vídeos no formato reels, com temas e conteúdo definidos pelos mobilizadores já no primeiro encontro. Ao longo das oficinas, desenvolveram roteiros, passaram por formações sobre criação de vídeos e edição no software Canva, além de terem orientações sobre o pensamento crítico, o trabalho coletivo e o protagonismo nos processos de comunicação.

A divulgação desses conteúdos ocorre durante a fase de inscrições, que vão do dia 2 ao dia 8 de maio, no site www.labjovens.com.br e na conta oficial do projeto no Instagram. A primeira fase do programa oferece 500 vagas para jovens de todas as regiões do país e prevê uma série de eventos virtuais sobre a biodiversidade no meio aquático, com a participação de cientistas, ativistas e representantes da sociedade civil. Os jovens selecionados para a fase seguinte receberão mentoria e serão acompanhados para desenvolver um projeto, individual ou coletivo, de A a Z. Dez projetos serão apoiados com um “fundo-semente” e poderão sair do papel.

 

Finalistas de todo o país reunidos no Rio de Janeiro. Edição 2021. ©tai.awa

 

Parceiros do LAB Jovens 2022: 

  • Organização – FundoCasa Socioambiental, Instituto Ecologico Aqualung, IRD – Instituto francês de pesquisa e desenvolvimento, Rare Brasil, Viração educomunicação, WWF Brasil.
  • Apoio – Câmara de Comércio França-Brasil, Delegação da União Europeia, Engajamundo, Fondation Tara Ocean, L’Oreal

 

FrancEcoLab Brasil – O LAB Jovens faz parte de uma iniciativa mais ampla da Embaixada da França, o FrancEcoLab Brasil, que visa sensibilizar os jovens para as questões ambientais e dar a eles as ferramentas para agir. O eixo escolar do FrancEcoLab Brasil mobiliza professores e alunos de francês em mais de 50 escolas brasileiras, do ensino fundamental ao médio, com conteúdos educacionais, oficinas e concursos. O LAB Jovens e o eixo escolar do FrancEcoLab Brasil compartilham o mesmo tema a cada ano e realizam ações conjuntas com seus públicos e parceiros.

Inscrições e regulamento: www.labjovens.com.br

De 02 a 08 de maio

Contato imprensa Embaixada da França: 

Alice Gouzer – 61 99935-3638

Fernanda Isidoro – 61 99966-4771 (a partir de 08/05)

Nove em cada dez adolescentes acreditam que o voto tem poder para transformar a realidade, mostra enquete do UNICEF com a Viração

Levantamento online realizado com mais de 3 mil adolescentes entre 15 e 17 anos revela que 64% pretendem votar nas eleições deste ano.

 

Brasília, 18 de abril de 2022 Faltando poucas semanas para terminar o prazo para tirar o título de eleitor, uma enquete do UNICEF e da organização da sociedade civil Viração Educomunicação revela que a maioria dos adolescentes participantes quer exercer o direito ao voto em 2022.  Nove em cada dez afirmam que o voto tem poder para transformar a realidade. Além disso, 64% afirmam que vão votar este ano; 21% ainda não sabem se vão votar ou não; e 15% disseram que não vão votar. Mais de 3 mil adolescentes de 15 a 17 anos de todas as regiões do país participaram da consulta.

“Participar das decisões que impactam sua vida é um direito de crianças e adolescentes. Para meninas e meninos de 16 e 17 anos, o voto é facultativo, mas é um importante instrumento para adolescentes exercerem sua cidadania”, defende Mário Volpi, chefe do programa de Cidadania de Adolescentes do UNICEF no Brasil.

Entre os que disseram que “não vão votar neste ano”, apenas 10% afirmam que, de fato, não querem votar. Outros 17% disseram que não conseguirão tirar o título de eleitor a tempo e 69% afirmaram não ter idade suficiente. Entre quem disse não ter idade suficiente, havia adolescentes de 15 anos que não completarão 16 anos até outubro e não podem votar, mas também alguns de 15, 16 e 17 anos que poderiam votar, mas não tinham essa informação. 

Fica claro, por meio da enquete, que adolescentes querem saber mais sobre como exercer o direito ao voto. Entre os respondentes que “não sabem se vão votar ou não”, 72% disseram que o principal motivo é não ter conseguido tirar o título de eleitor ainda. Entre todos os participantes, 64% disseram querer receber informações sobre como tirar o título de eleitor online. 

“Democracia se faz com participação da sociedade civil. Em diversos países de todo o mundo, os jovens têm desempenhado um papel fundamental nas eleições e na construção de novos sonhos para o futuro do planeta. Quatrocentos e quarenta mil jovens tiraram o título de eleitor no último mês no Brasil, mas falta muita gente! Nosso convite é para que tirem o título e ajudem a construir espaços de formulação de propostas para as eleições que ocorrerão em 2022 no País”, defende Simone Nascimento, presidente da Viração Educomunicação.

“Essa enquete mostra que os adolescentes querem ser ouvidos, contribuir e exercer seu direito à participação. Neste momento, é importante que eles tenham informações sobre como tirar o título e, assim, possam estar aptos a votar em outubro”, complementa Mário Volpi.

Quando perguntados sobre o que pensam a respeito de outros adolescentes e jovens que não tiraram o título, os participantes colocam algumas hipóteses. Para 25% dos adolescentes que participaram da consulta pública, o desinteresse pela política institucional é o principal motivo pelo qual tantos jovens ainda não tiraram o título de eleitor. Para 20%, o principal motivo é o pouco conhecimento sobre política e outros 20% acreditam que é por não considerarem que votar seja algo importante. Além disso, 15% acreditam que a baixa porcentagem de adolescentes aptos a votar se deve ao fato de não se sentirem representados pelos possíveis candidatos e candidatas, 13% por não saberem que podem votar e como tirar título e outros 7% alegaram outros motivos.

Em fevereiro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou a menor porcentagem de adolescentes de 16 e 17 anos com título de eleitor desde a conquista do direito ao voto para essa faixa etária na Constituição de 1988. De acordo com o órgão, pouco mais de 13% estavam aptos para votar nas eleições de 2022 naquele momento. Desde então, campanhas de conscientização têm sido realizadas e os números vêm aumentando. Segundo o TSE, o número de novos títulos de adolescentes de 15 a 17 anos passou de 199.667 em fevereiro para a marca de 290.783 em março, crescimento superior a 45%. 

Sobre a enquete

As enquetes do U-Report Brasil são realizadas virtualmente pelo WhatsApp, Telegram e Facebook Messenger, por meio de um chatbot. O projeto é desenvolvido pelo UNICEF em parceria com a Viração Educomunicação e conta com mais de 140 mil adolescentes e jovens inscritos. Não se trata de pesquisas com rigor metodológico, mas de consultas rápidas por meio de redes sociais entre pessoas, principalmente adolescentes e jovens, que se cadastram na plataforma. Esta enquete apresenta a opinião de mais de 3,1 mil adolescentes de 15 a 17 anos e não pode ser generalizada para a população brasileira como um todo.

Participação política das juventudes é tema de série especial na Agência Jovem de Notícias

Série que trata da importância da participação política das juventudes nas eleições e fora delas vai ocupar as redes da AJN e da Viração ao longo do mês de abril, com participação de jovens comunicadores da rede Agência Jovem

A corrida eleitoral de 2022 começou muito antes do calendário do TSE. E junto com os primeiros movimentos das pré candidaturas, filiações e desfiliações partidárias, foram divulgados dados preocupantes que refletem a falta de interesse de jovens entre 16 e 18 anos por exercer seu direito ao voto. Segundo o Tribunal,  houve uma queda de 82% nas emissões de novos títulos de eleitor para jovens que têm voto facultativo.

Esse desinteresse vem acompanhado, quase sempre, de uma descrença nas possibilidades reais de atuação dos possíveis candidatos e da crescente falta de representatividade. Apesar da intensa campanha de mobilização nas redes sociais chamando a atenção da juventude para a importância de fazer o documento já apresentar resultados – o TSE divulgou que durante os dias 14 e 18 de março, cerca de 100 mil jovens tiraram o título pelo site –, muito pouco se falou sobre a importância da participação política, nas eleições e depois delas.

O que pode motivar as juventudes a participar mais ativamente das eleições?

Como fazer com que a participação política seja um assunto da juventude não apenas durante as eleições?

Para contribuir com esse debate, a Agência Jovem de Notícias Brasil, o U-Report Brasil e a Viração lançam, ao longo do mês de abril, uma série especial sobre juventudes e eleições. 

A série conta com um pouco do histórico do direito ao voto no Brasil e traz vídeos de jovens comunicadores da AJN e participantes de projetos da Viração Educomunicação falando, para outros jovens, sobre por que consideram importante participar das eleições – mesmo que de forma facultativa para quem ainda não tem 18 anos, e de regularizar a situação eleitoral para quem já é maior de idade – para continuar em luta pelos direitos à educação de qualidade, saúde, mobilidade, acesso ao lazer e à cultura, igualdade de raça e gênero, alimentação saudável, entre outros temas. A série também conta com artigos escritos por jovens comunicadores da AJN sobre o tema da participação política, com diferentes recortes.

O U-Report Brasil, iniciativa do Unicef Brasil implementada pela Viração que utiliza chatbots no WhatsApp e no Messenger para dialogar com adolescentes e jovens de todas as regiões do país lançou, no final de março, uma enquete perguntando, entre outras coisas, se pretendem votar e o que pensam que faz a juventude não demonstrar interesse pela política. Os resultados serão divulgados em breve.

Acompanhe a série completa em todos os canais da Agência Jovem e da Viração nas redes sociais!

Inscrições abertas para a primeira turma da Agência Educomunicativa Pra Brilhar

A Agência é um desdobramento do projeto É Pra Brilhar, iniciativa da Viração em parceria com a Coordenadoria de IST/Aids da cidade de São Paulo com foco na prevenção combinada ai HIV/Aids e no enfrentamento aos estigmas relacionados ao HIV; jovens com idades entre 16 e 29 anos podem se inscrever para participar do primeiro ciclo formativo até 27 de março

 

Estão abertas as inscrições para a primeira turma da Agência Educomunicativa PositHIVa Pra Brilhar – um desdobramento do projeto É pra brilhar: prevenção combinada, gênero e sexualidade que, desde 2017, atua junto a jovens LGBTQIA+ e HSH com foco na prevenção combinada e outros temas correlatos ao HIV/aids e as IST, de forma transversal a questões de gênero, raça e outros marcadores de diferença. Surge para consolidar as práticas de produção midiática educomunicativa como forma de ampliar e fortalecer a expressão de adolescentes e jovens no debate sobre HIV/aids.

A Agência Pra Brilhar pretende contribuir para fortalecer a expressão juvenil e sua participação no debate público sobre HIV/aids  e outras ISTs, no enfrentamento do estigma, preconceito e discriminação, que é um dos principais entraves para a prevenção, diagnóstico, tratamento e qualidade de vida das pessoas que vivem com o HIV, bem como contribuir para a promoção da saúde integral e demais direitos da população juvenil, em especial adolescentes e jovens vivendo com HIV, LGBTQIA+ e HSH, por meio de ações, processos e produtos de comunicação, mobilização social e advocacy que visem ao enfrentamento do estigma e preconceito relacionados ao HIV.

Através de trilhas de aprendizado focadas em prevenção combinada, enfrentamento aos estigmas e produção midiática, jovens de 16 a 29 anos serão convidados a pensar e produzir comunicação sobre os macrotemas do projeto, utilizando-se de técnicas da Educomunicação para fomentar a educação entre pares.

Neste semestre, serão selecionades 10 jovens LGBTQIAP+ da cidade de São Paulo, com idades entre 16 e 29 anos para participar da nossa jornada de formação com trilhas de aprendizado interseccionais com foco em:

✨Saúde sexual e Prevenção Combinada ao HIV/Aids e outras ISTs 

✨Enfrentamento aos estigmas associados ao HIV/Aids

✨Direitos Humanos

✨Produção midiática

Ao longo de todo o ciclo formativo, a turma da Agência Educomunicativa Pra Brilhar vai participar de oficinas temáticas, reuniões de pauta, cine-debates, visitas guiadas a parceiros técnicos e equipamentos culturais, tudo para colocar a mão na massa e criar produtos de comunicação – artes gráficas, artigos, reportagens e fotorreportagens, vídeos, entrevistas, podcasts e coberturas de eventos sobre os temas que vamos discutir ao longo da formação.

O percurso de Formação e Criação acontece de forma presencial, na sede da Viração, no centro de São Paulo, e cada participante vai receber uma bolsa-auxílio de R$250,00 por mês, durante os 4 meses do percurso de Formação e Criação, além de auxílio transporte de R$ 10,00 / dia e lanche durante as atividades na sede da Viração.

A seleção vai levar em consideração os critérios de raça/cor (preferencialmente pretes e pardes), gênero e vulnerabilidade social (renda familiar de até 2 salários mínimos) para formar a turma.

Período da formação: 2 encontros semanais com 3 horas de duração – terças e quintas, de 09h às 12h – entre abril e julho de 2022. Para participar, basta preencher o formulário online até o dia 27 de março:

https://bit.ly/AgenciaPraBrilharCiclo1 

Acompanhe as atividades do projeto nas redes sociais:

Site: prabrilhar.org 

Facebook: /agenciaprabrilhar 

Instagram: @agenciaprabrilhar

Devido à pandemia da Covid-19, adotamos como protocolo o uso de máscara durante todas as atividades na sede da Viração e na rede parceira. Todes deverão apresentar comprovante de vacinação para a covid-19 para participar das atividades.

Para informações sobre o projeto, fale com

Monise Berno | coordenação: monise@viracao.org

Audre Verneck | Educomunicadora: audre@viracao.org

A proposta da Viração aos parlamentares da comissão de meio ambiente: Jornadas juvenis sobre clima em todas as regiões da Itália

Com a Agência Jovem de Notícias (Agenzia di Stampa Giovanile) encontramos o Ministro Cingolani e alguns parlamentares que chegaram a Glasgow para a semana “política” da COP26. Seguindo nossas reflexões sobre o papel que os jovens devem ter na transição ecológica, nos propusemos a criar um caminho de participação juvenil na área, em linha com o compromisso da Itália manifestado no PreCop. 

Por Irene Trombini, Enrico Chiogna, Emiliano Campisi

Tradução: Monise Berno

No dia 10 de novembro, tivemos a oportunidade de participar de um momento de diálogo com alguns parlamentares italianos das Comissões de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados e do Senado italiano. Apresentamos a eles o projeto Visto Climatico e o trabalho de reportagem da COP26 que estamos realizando como Agência Jovem de Notícias Internacional, em 4 idiomas. Também aproveitamos para descrever a experiência da Conferência Juvenil sobre o Clima em Trento – Alto Adige, organizada por Viração & Jangada (a Viração Educomunicação em solo italiano) em colaboração com a Província Autônoma de Trento e outros temas do Fórum Provincial de Mudanças Climáticas.

Esta última iniciativa, em nossa opinião, foi uma excelente experiência de co-formação para as instituições e para nós, jovens. O projeto proporcionou de fato encontros com realidades específicas do território, que tratam da proteção ambiental, mitigação e adaptação às alterações climáticas, mas foi também uma oportunidade para expressar nossos pedidos: depois da tomada de consciência dos problemas existentes e das possíveis soluções em nível local, a Conferência criou um espaço para coletar nossas solicitações em um documento de recomendações de políticas. 

Ao entregar este documento aos parlamentares, com alguma emoção pretendemos trazer um exemplo concreto de boas práticas, com a sugestão de replicar este método de trabalho em todo o país. A nossa proposta, reafirmada no dia seguinte também ao Ministro Cingolani, era portanto a de criar um processo de participação juvenil que se iniciasse no associativismo a nível local, com a possibilidade de aderir finalmente à iniciativa Youth4ClimateFOREVER. Esta última, encomendada pelo Ministério de Transição Ecológica (MiTE) para garantir a continuidade da participação dos jovens no processo de Conferência das Partes, na sequência do evento de Milão, “Youth4Climate: Driving Ambition”.

Por parte de alguns parlamentares houve um retorno positivo, acompanhado de um manifesto interesse em apoiar a nossa proposta. Por outro lado, também tem havido críticas a alguns movimentos, como o Fridays For Future, que, para alguns, se coloca em posição de confronto com as instituições, como parecem emergir de alguns slogans que desacreditam o trabalho dos mecanismos institucionais.

Apesar da dificuldade de relacionamento com a política, enfatizamos a necessidade de construir um caminho inclusivo sem traçar uma linha entre os vários grupos. Como jovens ativistas, cientes do privilégio que temos de estar aqui na COP26, estamos firmemente convictos da necessidade de dar mais espaço e representação às vozes de todas as realidades juvenis que têm entre seus objetivos o combate às mudanças climáticas. São muitos os movimentos que também se empenham na elaboração de propostas concretas e, como demonstramos ao entregar o manifesto e sugerir que se repita a Conferência da Juventude, desejam fazer-se ouvir. Diferentes estilos de comunicação e diferentes modos de ação são uma característica fisiológica das associações e da democracia em geral, e garantem a inclusão de questões sociais inovadoras na dialética política. 

Neste sentido, foi interessante conhecer as diferentes sensibilidades das associações em relação à política, dadas tanto pelas diferentes experiências de participação neste tipo de reuniões, como pela direção das próprias associações. Mesmo dentro da nossa própria associação, comparando-nos após o encontro, partilhamos diferentes impressões sobre o que para nós da Agência Jovem foi um primeiro contacto com atores políticos a nível nacional.

No entanto, apesar das diferenças, acreditamos que todos os movimentos juvenis estão unidos por um único objetivo comum e que só a escuta, a troca e a colaboração entre os diferentes sujeitos, com atenção às necessidades e solicitações de cada um, podem criar pressões suficientes para induzir mudanças.

A nossa proposta de criar conferências regionais no modelo da iniciativa de Trento visa precisamente alargar ao máximo a participação dos jovens, em consonância com o modelo horizontal que caracteriza a maioria dos movimentos de baixo, sejam movimentos de protesto, associações territoriais,  ou grupos como a AJN Internacional.

É graças à mobilização de Greta Thunberg, Fridays For Future e de todos nós, crianças, adolescentes e jovens que todas as sextas-feiras, as praças das nossas cidades são animadas por manifestações coloridas e pacíficas. É precisamente graças a estes movimentos que milhões de jovens voltaram a acreditar na oportunidade e, dada a dimensão do problema, também na necessidade de uma ação comum, para além da retórica do “para que nada mude”. Sob a bandeira do ambientalismo e da luta contra as alterações climáticas, foi indiscutivelmente redescoberta uma dimensão política que muitos pareciam ter perdido, esmagada pela complexidade dos fenômenos, pela desconfiança e pelo cinismo. Esta nova chama de vitalidade dos movimentos juvenis é uma resposta clara à inércia da ação política nacional e internacional nas questões ambientais que, embora parcialmente causada pela complexidade do tema, está causando e causará danos incalculáveis ​​e uma ameaça concreta às nossas comunidades.

Aqueles que nos representam politicamente reconhecem essa chama recém-descoberta e se comprometem a não trair as responsabilidades das quais estão investidos. Só há uma maneira de evitar o risco de alienar novamente as gerações mais jovens da política: arregaçar as mangas e tomar medidas concretas para combater as alterações climáticas, garantindo um futuro para todos nós.

Jovens negras levam a pauta antirracista no combate às mudanças climáticas à COP26

Jovens brasileiras já estão em Glasgow para acompanhar a COP26; a ativista Amanda Costa está credenciada pela Viração Educomunicação para fazer a cobertura das atividades pela Agência Jovem de Notícias e canais de coletivos e organizações parceiras.

Amanda Costa, Mahryan Sampaio, Ellen Monielle e Vitória Pinheiro são as jovens mulheres negras brasileiras que estão em Glasgow, na Escócia, para participar da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, a COP26, que acontece de 31 de outubro a 12 de novembro. Unidas pelo mesmo propósito, as jovens apresentarão suas visões sobre como a luta antirracista e contra a opressão aos povos subalternizados do mundo pode ajudar a combater às mudanças climáticas, democratizar o conhecimento sobre clima, meio ambiente e igualdade de direitos.  

O ativismo climático é a bandeira da Amanda Costa, jovem negra da periferia da Zona Norte de São Paulo, que fundou o Instituto Perifa Sustentável, empenhada na luta pela democratização das pautas socioambientais para as juventudes brasileiras, principalmente para jovens pretas(os), periféricas(os) e de comunidades tradicionais. Através de uma chamada em redes sociais, Amanda conseguiu viabilizar sua ida e de mais 3 jovens para participarem da COP26. 

O resultado da atuação de Amanda pelo Perifa Sustentável é a ida da comitiva de jovens mulheres pretas em um dos mais importantes eventos para discutir as mudanças climáticas do planeta. “É incrível esse feito de irmos em uma comitiva para a COP. Vamos juntas contribuir para que as soluções para o combate às mudanças climáticas no mundo passem pelo nosso ponto de vista descolonizado e trazendo questões importantes como o racismo ambiental e a proteção dos direitos dos povos tradicionais”, diz Costa.  

Durante a COP26, Amanda e as demais jovens representantes do Perifa Sustentável ampliarão as parcerias para cooperação Sul-Sul, participarão de debates sobre a importância de traduzir as grandes discussões mundiais sobre o clima para as populações mais vulneráveis. “Além de termos uma das maiores reservas de floresta do mundo e, por isso, uma posição estratégica nos diálogos globais, nós também temos conhecimentos ancestrais trazido pelo povo da diáspora africana e dos nossos povos originários que podem contribuir muito nas soluções para a crise climática”, ressalta a ativista.

Parceiros – O financiamento para a participação das jovens  veio através do Projeto “JuventudesNegrasnaCop26” e tem como apoiadores o Clube de Criação, Côrtes e Companhia, Escritório Daniel, Fundação Tide Setubal e Zentys Medical. Todas as organizações apoiadoras possuem mulheres como dirigentes, líderes, CEO’s e presidentes.

A Viração Educomunicação articulou as credenciais de acesso de Amanda Costa para a cobertura das atividades pela Agência Jovem de Notícias e canais de coletivos e organizações parceiras. Durante o evento, o Coletivo Atlântica, grupo de comunicação da periferia, dará suporte às ativistas para que elas contem tudo o que está rolando de mais interessante na conferência a partir de uma visão jovem, periférica e descolonizada. 

Quem são as jovens ativistas:    

Amanda Costa    

Ativista climática, jovem embaixadora da ONU, delegada do Brasil no G20 Youth Summit e em 2021 entrou para a lista #Under30 da revista Forbes. Formada em Relações Internacionais, Amanda empreende no PerifaSustentavel, atua como vice-curadora da comunidade Global Shapers (WEF), é colunista da Agência Jovem de Notícias e do Um só Planeta. Entusiasta pela Agenda 2030, tem o objetivo de mobilizar jovens para construírem um mundo inclusivo, colaborativo e sustentável. Amanda também é ativista pelo movimento negro, justiça climática e desenvolvimento sustentável, através das redes Engajamundo, Muvuca (Nossas), Embaixadores da Juventude da UNODC, Climate Reality Project, Global Shapers Community e United People Global.   

  Ellen Monielle   

Graduada em Relações internacionais pela Universidade Potiguar, graduanda em Gestão Ambiental pelo Instituto Federal da Paraíba e mestranda em Gestão Pública e Cooperação Internacional pela Universidade Federal da Paraíba. Desde cedo, focou seus estudos em pautas ecológicas, alimentares e amazônicas, sendo seu tema do mestrado relacionado à diplomacia indígena, mudanças climáticas e COPs. Foi diretora geral do projeto Ambientalize e atualmente é voluntária de comunicação do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), é redatora independente do La Proleta e é criadora de conteúdo digital no Instagram @eco.fada.   

  Vitória Pinheiro   

Jovem trans afroindigena, nascida e crescida no Bairro Zumbi dos Palmares, uma periferia da Cidade de Manaus, onde descobriu no ativismo e na organização comunitária formas de construir justiça social, atua na intersecção dos direitos humanos, inovação social e tecnologias e hoje é uma ativista climática no Muvuca, programa de ativismo climático do Nossas e se dedica à construção de iniciativas como a Palmares, uma think and DO tank jovem, foi Ponto Focal para América Latina e Caribe da Habitat III no UN MGCY, sendo uma Land Champion reconhecida pela USAID. Estudou Políticas Públicas e Desenvolvimento Rural na UFRGS e compõe redes de ativismo e liderança como o Global Shapers e Women Deliver.   

  Mahryan Sampaio  

Embaixadora da ONU, ativista e feminista negra, trabalha promovendo os direitos humanos de minorias sociais. Graduanda em Relações Internacionais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo (FEBASP), atua na área de Direitos Humanos, com foco em Migração e Refúgio, Juventude, Gênero, Raça e Meio Ambiente.   

É membro da diretoria da ONG I Know My Rights (IKMR), ajudando a transformar a realidade de crianças refugiadas no Brasil, através de projetos de educação, arte e cultura. É Coordenadora do Projeto #RefuTeen, financiado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), iniciativa que capacita jovens migrantes e refugiados para atuarem como mobilizadores pelos direitos humanos.  

Integrou a delegação brasileira no 10º ECOSOC Youth Forum – Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, trazendo perspectivas sobre como combater a violência estrutural direcionada às mulheres e meninas a partir de parcerias multissetoriais. É uma das Vozes Que Inspiram da multinacional americana Procter & Gamble (P&G) e Vital Voices Global Partnership, evidenciada como uma jovem mulher latino-americana que exerce o papel de líder social, impactando positivamente o mundo.  

Trabalhou na Coordenação de Assuntos Internacionais Multilaterais da Secretaria Municipal de Relações Internacionais (SMRI) de São Paulo, com os temas de migração e refúgio, gênero, educação, meio ambiente, economia circular, tecnologia e inovação, desenvolvimento estratégico urbano e smart cities.  

Reconhecida como uma liderança jovem, foi nomeada Embaixadora da Juventude da ONU pelo United Nations Office of Drugs and Crime (UNODC), passando a atuar como multiplicadora dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 em espaços sociais e políticos.

Conheça 5 direitos fundamentais garantidos pelo Estatuto da Juventude

Os direitos das juventudes no Brasil são uma pauta que nem sempre é tratada com a importância que merece. A criação de um regramento brasileiro que estabelecesse os direitos e garantias fundamentais para cidadãos com idade entre 15 e 29 anos teve marco inicial em 2005, com a Lei 11.129, que institui  mecanismos que compreendem a Política Nacional da Juventude – o Programa Nacional de Inclusão de Jovens, o Conselho Nacional da Juventude (Conjuve) e a Secretaria Nacional de Juventude.

Em 2013, 8 anos depois, foi promulgada a Lei Nº 12.852 que estabelece os direitos de jovens, além dos princípios e diretrizes das políticas públicas de juventude e o Sistema Nacional de Juventude – SINAJUVE

Segundo pesquisa recente da Fundação Getúlio Vargas, o Brasil tem 49,95 milhões de pessoas com idade entre 15 e 29 anos. Conhecer essa legislação é essencial para fazer valer sua identidade, diversidade e participação social.

  1. Direito à Saúde

a juventude tem direito à qualidade de vida, com ações e políticas públicas de prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde de forma integral.

  1. Cultura, Esporte e Lazer

a juventude tem direito de acesso aos bens e serviços culturais e a participação nas decisões de política cultural, à identidade e diversidade cultural, bem como direito de acesso a prática esportiva e ao lazer.

  1. Comunicação e Liberdade de Expressão

a juventude tem direito de se comunicar e de se expressar livremente, e tem direito de acesso às tecnologias de informação e comunicação.

  1. Território e Mobilidade

a juventude tem direito de conhecer seu território e de ter mobilidade, moradia, circulação e equipamentos públicos, no campo e na cidade.

  1. Meio ambiente e Segurança 

a juventude tem direito de viver em um mundo ecologicamente equilibrado e defender uma cidade, um país e um planeta sustentável, com garantia de integridade física e mental.

Também são direitos das juventudes

  • Cidadania, a Participação Social e Política
  • Representação juvenil
  • Educação
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Adolescentes apontam violências cotidianas na Grande São Paulo

O Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios na Adolescência, em parceria técnica com a Rede Conhecimento Social, ouviu mais de 700 adolescentes sobre o tema e aponta urgência por políticas de proteção. Lançamento da pesquisa acontece em live no canal do Unicef Brasil no YouTube

Múltiplas violências, em múltiplos ambientes, fazem parte da vida cotidiana de adolescentes e jovens da Grande São Paulo. A grave situação é apontada por 747 adolescentes e jovens, entre 12 e 19 anos, moradores da Região Metropolitana de São Paulo, ouvidos no período de janeiro a fevereiro de 2021. Lançada nesta semana, a escuta “Violências no cotidiano de adolescentes na Grande São Paulo” foi realizada por iniciativa do Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios na Adolescência (CPPHA) em parceria técnica com a Rede Conhecimento Social. O material completo pode ser acessado abaixo:

A escuta revela que as violências contra as(os) adolescentes se repetem nos mais diversos ambientes da vida diária – incluindo aqueles que deveriam ser espaços de proteção. Oito em cada dez adolescentes consultados indicam ter visto pelo menos uma situação de violência contra adolescentes na escola; três em cada dez, nos serviços de saúde; e um em cada dez, nos serviços de assistência social. A própria casa foi indicada por três de cada dez adolescentes ouvidos. Já viram violência contra adolescentes na internet e nas ruas cerca de nove entre cada dez entrevistados.

São várias as experiências de violência marcando o cotidiano dos adolescentes. De forma extrema, um em cada cinco entrevistados indica ter perdido alguém próximo, de até 19 anos, vítima de homicídio. Abuso sexual, agressão física, bullying, racismo e LGBTfobia são violações conhecidas por muitos das(os) adolescentes.

“O homicídio é muitas vezes o desfecho extremo de uma série de violências e violações de direitos. Não podemos deixar as múltiplas violências paralisarem os jovens, fazendo com que eles deixem de se desenvolver e de aproveitar oportunidades. Estar na escola ou acessar um serviço de saúde ou assistência deveria ser sempre sinônimo de proteção. Se não é, precisamos urgentemente mudar isso”, afirma a deputada estadual Marina Helou (Rede), que preside o CPPHA.

Racismo e violência de gênero

O estudo confirma também as desigualdades: ser adolescente negro, mulher ou LGBTQIA+ intensifica ainda mais a vivência de violências na Grande São Paulo. Ao todo 25% das mulheres e 37% dos entrevistados que se identificam como LGBTQIA+ reportam já ter sofrido violência sexual (entre homens, são 8%). Ao mesmo tempo, 40% dos respondentes LGBTQIA+ apontam ter sido vítimas de agressão verbal de alguém da família.

O recorte racial, por sua vez, deixa claro o quanto a vida pública é mais violenta para adolescentes negros: 36% dos jovens respondentes que se declaram pretos dizem já ter sido seguidos ou abordados no supermercado, algo que só 11% dos respondentes brancos relata. Ao todo, 57% dos respondentes que se declaram pretos reportam já ter sofrido racismo. O racismo também marca a relação com os agentes de segurança pública. Nos primeiros dois meses de 2021, 10% dos respondentes negros foram abordados pela polícia, duas vezes e meia mais do que entre os respondentes brancos.

“É essencial reconhecer que adolescentes negros, mulheres, LGBTQIA+ são sistematicamente mais afetados pelas violências cotidianas. Precisamos ouvir com atenção os próprios adolescentes e avançar em políticas concretas para superar o racismo estrutural e a violência baseada em gênero. Precisamos construir cidades que protegem e dão oportunidades a cada adolescente”, alerta Adriana Alvarenga, chefe do escritório do UNICEF em São Paulo.

A escuta foi realizada de forma inovadora para subsidiar o trabalho do Comitê e de seus parceiros na prevenção da violência letal contra adolescentes, amplificando a voz dos jovens sobre sua própria situação. Foi usada a metodologia PerguntAção, que promove a construção participativa de todas as etapas de uma pesquisa, por meio de oficinas práticas, trazendo o próprio público pesquisado como coautor dessa produção de conhecimento.

“É muito potente ter os adolescentes não só como consultados, mas também como pesquisadores dessa temática, trabalhando conosco desde o planejamento até a análise dos resultados. É um processo que dialoga diretamente com um dos dados mais marcantes dessa escuta: 91% dos adolescentes concordam que, apesar de ser um assunto chato, é preciso falar sobre a violência que os afeta duramente; ou seja, adolescentes têm necessidade de falar sobre o tema, querem e precisam se ouvir uns aos outros e ser mais ouvidos”, afirma Marisa Villi, diretora executiva da Rede Conhecimento Social.

O relatório final com os resultados da perguntAção será lançado em transmissão ao vivo programada para o dia 08 de julho, a partir de 15h30, no canal do Unicef Brasil no YouTube, com a participação de Adriana Alvarenga (Unicef), Marina Helou (Deputada Estadual e presidente do CPPHA), Marisa Villi (Rede Conhecimento Social) e jovens pesquisadores da consulta.

Busca de soluções

Para além de reportar as violências, os adolescentes e jovens ouvidos pela consulta apontam soluções. Para 43%, é necessário investir mais em campanhas contra o racismo e 37% defendem campanhas pela igualdade de gênero, questões que se refletem nas diversas formas de violência. O acesso a oportunidades também é essencial para os jovens para a prevenção das violências. Dezenove por cento afirmam ser importante a oferta de vagas de emprego para áreas periféricas e não somente nas regiões centrais e 34% defendem a criação de espaços para que os adolescentes possam se reconhecer e apresentar suas ideias.

A partir dessas soluções apontadas, torna-se possível um cotidiano com menos violências e mais propício para a construção de um futuro, pois 49% dos respondentes sonham em trabalhar com o que gostam. E, apesar do medo de não se inserir no mercado de trabalho (33%) ou não ter qualificação suficiente (21%), 92% dos adolescentes e jovens acreditam que vão realizar seus sonhos relativos à educação e ao trabalho.

Perfil Marina Helou

Deputada Estadual de primeiro mandato em São Paulo pela Rede Sustentabilidade. Administradora Pública, formada pela EAESP-FGV (Fundação Getúlio Vargas) e especialista em negócios e sustentabilidade pela Fundação Dom Cabral/Cambridge University. Trabalhou na Natura, onde foi responsável pela criação da área de diversidade. Fundadora da Rede Empresarial de Inclusão Social e do movimento Vote Nelas.

Fez parte dos movimentos RenovaBR e RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade). Tem 32 anos, é mãe do Martin e da Lara. Suas principais pautas são: Primeira Infância, Meio Ambiente,
desenvolvimento sustentável, Prevenção de Homicídios na Adolescência e mais mulheres na política.

Sobre o Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios na Adolescência

O Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios na Adolescência (CPPHA) é uma iniciativa tripartite e suprapartidária que tem como partícipes a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Governo do Estado de São Paulo, representado pela Secretaria de Justiça e Cidadania, e que visa à prevenção da violência fatal de crianças e adolescentes de 10 a 19 anos no estado de São Paulo.

Sobre a Rede Conhecimento Social

A Rede Conhecimento Socialé uma organização sem fins lucrativos que concebe, planeja e implementa diferentes abordagens de construção de conhecimento por meio de colaboração, cocriação e compartilhamento de saberes, utilizando estratégias participativas e metodologias desenvolvidas pela multiplicidade de pessoas que compõem a rede. Atendimento à imprensa: Jéssica Costa: (11) 99158 4482 – jessica.costa@conhecimentosocial.org.

Sobre o UNICEF

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) trabalha em alguns dos lugares mais difíceis do planeta, para alcançar as crianças mais desfavorecidas do mundo. Em 190 países e territórios, o UNICEF trabalha para cada criança, em todos os lugares, para construir um mundo melhor para todos.

Atendimento à imprensa:

  • Gabriela Clemente – Gabinete Deputada Marina Helou (11 9 9541 3452 –
    imprensa@marinahelou.com.br)
  • Jéssica Costa – Rede Conhecimento Social (11 9 9158-4482 –
    jessica.costa@conhecimentosocial.org)
  • Mayara Barbosa – UNICEF (12 98825 7385 – mdealmeida@unicef.org)