Juventudes

Adolescentes apontam violências cotidianas na Grande São Paulo

O Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios na Adolescência, em parceria técnica com a Rede Conhecimento Social, ouviu mais de 700 adolescentes sobre o tema e aponta urgência por políticas de proteção. Lançamento da pesquisa acontece em live no canal do Unicef Brasil no YouTube

Múltiplas violências, em múltiplos ambientes, fazem parte da vida cotidiana de adolescentes e jovens da Grande São Paulo. A grave situação é apontada por 747 adolescentes e jovens, entre 12 e 19 anos, moradores da Região Metropolitana de São Paulo, ouvidos no período de janeiro a fevereiro de 2021. Lançada nesta semana, a escuta “Violências no cotidiano de adolescentes na Grande São Paulo” foi realizada por iniciativa do Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios na Adolescência (CPPHA) em parceria técnica com a Rede Conhecimento Social. O material completo pode ser acessado abaixo:

A escuta revela que as violências contra as(os) adolescentes se repetem nos mais diversos ambientes da vida diária – incluindo aqueles que deveriam ser espaços de proteção. Oito em cada dez adolescentes consultados indicam ter visto pelo menos uma situação de violência contra adolescentes na escola; três em cada dez, nos serviços de saúde; e um em cada dez, nos serviços de assistência social. A própria casa foi indicada por três de cada dez adolescentes ouvidos. Já viram violência contra adolescentes na internet e nas ruas cerca de nove entre cada dez entrevistados.

São várias as experiências de violência marcando o cotidiano dos adolescentes. De forma extrema, um em cada cinco entrevistados indica ter perdido alguém próximo, de até 19 anos, vítima de homicídio. Abuso sexual, agressão física, bullying, racismo e LGBTfobia são violações conhecidas por muitos das(os) adolescentes.

“O homicídio é muitas vezes o desfecho extremo de uma série de violências e violações de direitos. Não podemos deixar as múltiplas violências paralisarem os jovens, fazendo com que eles deixem de se desenvolver e de aproveitar oportunidades. Estar na escola ou acessar um serviço de saúde ou assistência deveria ser sempre sinônimo de proteção. Se não é, precisamos urgentemente mudar isso”, afirma a deputada estadual Marina Helou (Rede), que preside o CPPHA.

Racismo e violência de gênero

O estudo confirma também as desigualdades: ser adolescente negro, mulher ou LGBTQIA+ intensifica ainda mais a vivência de violências na Grande São Paulo. Ao todo 25% das mulheres e 37% dos entrevistados que se identificam como LGBTQIA+ reportam já ter sofrido violência sexual (entre homens, são 8%). Ao mesmo tempo, 40% dos respondentes LGBTQIA+ apontam ter sido vítimas de agressão verbal de alguém da família.

O recorte racial, por sua vez, deixa claro o quanto a vida pública é mais violenta para adolescentes negros: 36% dos jovens respondentes que se declaram pretos dizem já ter sido seguidos ou abordados no supermercado, algo que só 11% dos respondentes brancos relata. Ao todo, 57% dos respondentes que se declaram pretos reportam já ter sofrido racismo. O racismo também marca a relação com os agentes de segurança pública. Nos primeiros dois meses de 2021, 10% dos respondentes negros foram abordados pela polícia, duas vezes e meia mais do que entre os respondentes brancos.

“É essencial reconhecer que adolescentes negros, mulheres, LGBTQIA+ são sistematicamente mais afetados pelas violências cotidianas. Precisamos ouvir com atenção os próprios adolescentes e avançar em políticas concretas para superar o racismo estrutural e a violência baseada em gênero. Precisamos construir cidades que protegem e dão oportunidades a cada adolescente”, alerta Adriana Alvarenga, chefe do escritório do UNICEF em São Paulo.

A escuta foi realizada de forma inovadora para subsidiar o trabalho do Comitê e de seus parceiros na prevenção da violência letal contra adolescentes, amplificando a voz dos jovens sobre sua própria situação. Foi usada a metodologia PerguntAção, que promove a construção participativa de todas as etapas de uma pesquisa, por meio de oficinas práticas, trazendo o próprio público pesquisado como coautor dessa produção de conhecimento.

“É muito potente ter os adolescentes não só como consultados, mas também como pesquisadores dessa temática, trabalhando conosco desde o planejamento até a análise dos resultados. É um processo que dialoga diretamente com um dos dados mais marcantes dessa escuta: 91% dos adolescentes concordam que, apesar de ser um assunto chato, é preciso falar sobre a violência que os afeta duramente; ou seja, adolescentes têm necessidade de falar sobre o tema, querem e precisam se ouvir uns aos outros e ser mais ouvidos”, afirma Marisa Villi, diretora executiva da Rede Conhecimento Social.

O relatório final com os resultados da perguntAção será lançado em transmissão ao vivo programada para o dia 08 de julho, a partir de 15h30, no canal do Unicef Brasil no YouTube, com a participação de Adriana Alvarenga (Unicef), Marina Helou (Deputada Estadual e presidente do CPPHA), Marisa Villi (Rede Conhecimento Social) e jovens pesquisadores da consulta.

Busca de soluções

Para além de reportar as violências, os adolescentes e jovens ouvidos pela consulta apontam soluções. Para 43%, é necessário investir mais em campanhas contra o racismo e 37% defendem campanhas pela igualdade de gênero, questões que se refletem nas diversas formas de violência. O acesso a oportunidades também é essencial para os jovens para a prevenção das violências. Dezenove por cento afirmam ser importante a oferta de vagas de emprego para áreas periféricas e não somente nas regiões centrais e 34% defendem a criação de espaços para que os adolescentes possam se reconhecer e apresentar suas ideias.

A partir dessas soluções apontadas, torna-se possível um cotidiano com menos violências e mais propício para a construção de um futuro, pois 49% dos respondentes sonham em trabalhar com o que gostam. E, apesar do medo de não se inserir no mercado de trabalho (33%) ou não ter qualificação suficiente (21%), 92% dos adolescentes e jovens acreditam que vão realizar seus sonhos relativos à educação e ao trabalho.

Perfil Marina Helou

Deputada Estadual de primeiro mandato em São Paulo pela Rede Sustentabilidade. Administradora Pública, formada pela EAESP-FGV (Fundação Getúlio Vargas) e especialista em negócios e sustentabilidade pela Fundação Dom Cabral/Cambridge University. Trabalhou na Natura, onde foi responsável pela criação da área de diversidade. Fundadora da Rede Empresarial de Inclusão Social e do movimento Vote Nelas.

Fez parte dos movimentos RenovaBR e RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade). Tem 32 anos, é mãe do Martin e da Lara. Suas principais pautas são: Primeira Infância, Meio Ambiente,
desenvolvimento sustentável, Prevenção de Homicídios na Adolescência e mais mulheres na política.

Sobre o Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios na Adolescência

O Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios na Adolescência (CPPHA) é uma iniciativa tripartite e suprapartidária que tem como partícipes a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Governo do Estado de São Paulo, representado pela Secretaria de Justiça e Cidadania, e que visa à prevenção da violência fatal de crianças e adolescentes de 10 a 19 anos no estado de São Paulo.

Sobre a Rede Conhecimento Social

A Rede Conhecimento Socialé uma organização sem fins lucrativos que concebe, planeja e implementa diferentes abordagens de construção de conhecimento por meio de colaboração, cocriação e compartilhamento de saberes, utilizando estratégias participativas e metodologias desenvolvidas pela multiplicidade de pessoas que compõem a rede. Atendimento à imprensa: Jéssica Costa: (11) 99158 4482 – jessica.costa@conhecimentosocial.org.

Sobre o UNICEF

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) trabalha em alguns dos lugares mais difíceis do planeta, para alcançar as crianças mais desfavorecidas do mundo. Em 190 países e territórios, o UNICEF trabalha para cada criança, em todos os lugares, para construir um mundo melhor para todos.

Atendimento à imprensa:

  • Gabriela Clemente – Gabinete Deputada Marina Helou (11 9 9541 3452 –
    imprensa@marinahelou.com.br)
  • Jéssica Costa – Rede Conhecimento Social (11 9 9158-4482 –
    jessica.costa@conhecimentosocial.org)
  • Mayara Barbosa – UNICEF (12 98825 7385 – mdealmeida@unicef.org)

Série educomunicativa aborda autocuidado e saúde emocional

Jovens reunidos pela Asec Brasil participaram de oficinas sobre produção de conteúdo educomunicativo e criaram materiais para redes sociais abordando os temas da Caixa de Ferramentas do projeto Promover para Prevenir. Navegue pelos conteúdos

Um grupo de jovens participantes do projeto Promover para Prevenir, iniciativa da Asec Brasil – Movimento Saber Lidar, em parceria com o Unicef Brasil produziram uma série educomunicativa para redes sociais abordando temas do autocuidado e saúde emocional.

Após o encerramento do ciclo formativo temático com profissionais da Asec Brasil, a Viração Educom foi convidada para mediar oficinas de produção de conteúdo educomunicativo com jovens líderes do projeto. Após a primeira oficina, que abordou os conceitos de educomunicação e educação entre pares, a turma foi convidada a participar de encontros temáticos e desenvolver, com a mediação dos profissionais da Viração, uma série de conteúdos pautados nas reflexões que fizeram do material da Caixa de Ferramentas do projeto Promover para Prevenir.

Nestes encontros, a turma trouxe mensagens importantes sobre autocuidado e saúde mental. Nas oficinas, as e os jovens foram convidados a desenvolver coletivamente os produtos educomunicativos, desde o roteiro até a finalização. O resultado pode ser visto em vídeos depoimentos, entrevista, carrossel com dicas de autocuidado, uma roda de conversa em podcast e um vídeo poesia.

  • A Yasmim, participante da Caixa de Ferramentas, comenta no vídeo o que é Saúde Mental
    para ela e quais são os desafios para falar sobre o tema com outros jovens. Assista aqui.
  • Em um carrossel para redes sociais, a turma selecionou 6 práticas que fazem a diferença em dias difíceis. Acesse aqui.
  • A Maria Eduarda, participante da Caixa de Ferramentas, conversou com Sheila Querido, monitora da Asec Brasil, sobre o trabalho com os jovens durante o ciclo formativo do projeto. Assista aqui.
  • A Juliana, de 16 anos, participou dos encontros da Caixa de Ferramentas no projeto Promover para Prevenir e falou sobre saúde mental em um vídeo para Instagram. Assista aqui.
  • No podcast, a turma foi convidada a promover uma roda de conversa sobre autocuidado como fator de proteção para nossa Saúde Mental. Ouça aqui.
  • Encerrando a série, a jovem Luddymilla Fernandes escreveu uma poesia a partir das reflexões provocadas pelas discussões do ciclo formativo, que também foi transformada em vídeo. Assista aqui.

Todos os materiais contaram com supervisão e revisão da equipe da Asec Brasil e curadoria da Viração Educom, e podem ser vistos e compartilhados a partir dos canais das duas organizações nas redes sociais.

Resultado da Seleção | Combinado Coletivo

Inhaí, bunite! Tá sabendo do babado? Saiu o resultado da seleção da turma do Combinado Coletivo, queride!

E, como vocês deram o nome nas inscrições e a procura foi babado, ampliamos o número de vagas para 40 – tá bom pra você, queride? Então, se liga se o seu nominho tá na lista de selecionades e fica de olho no seu e-mail cadastrado na inscrição que vamos te enviar um Formulário de Confirmação de Participação pra você responder até 17 de maio e colar com a gente na construção do nosso Combinado Coletivo!

Ah, lembramos que dentre as pessoas selecionadas, 20 jovens serão selecionades para receber a ajuda de custo, levando em consideração os critérios de raça/cor (preferencialmente pretes e pardes), gênero (priorizando meninos gays cis, meninas trans e travestis) e vulnerabilidade social (renda familiar de até 2 salários mínimos).

A divulgação da Seleção de Bolsas será feita no dia 20 de maio de 2021 (quinta-feira). O Módulo I do nosso ciclo formativo inicia no dia 26 de maio, às 14h. 

 

Lista de Selecionades

  • Amanda de Lima Vieira
  • Angel Alves Aguiar de Souza
  • Brenno Carneiro da Silva
  • Celso Natan Gil Ribeiro dos Santos
  • Daniela Santos Silva
  • Davi Manoel De Oliveira
  • Diego Fernando Batista de Lima
  • Erick Max Santos Souza’
  • Everton Kennedy Gomes Leite
  • Flow Kountouriotis
  • Gabriel de Souza Barros (Isabela de Souza Barros
  • Gilson da Silva Fernandes Filho
  • Giovany Eugênio De Alencar
  • Jean Almeida de Souza
  • Jennifer Rabelo de Almeida
  • João Victor Félix Gomes
  • Jonata Eduardo Barbosa Nascimento
  • Karoline Aparecida da Silva de Oliveira
  • Kaue Nascimento da silva
  • Kleo lordelo costa
  • Leandro de Souza Lira
  • Liu nunes guilherme
  • Lucas Adriel
  • Mayara Chagas
  • Maycon Lima dos Santos Guimarães
  • Melicia Gabrielly da Silva Farias
  • Miguel Augusto Bueno Barbosa
  • Nicole domingos de oliveira
  • Rafael Barros Silva
  • Rafael Siqueira Brasileiro
  • Renyvaldo Magalhães frança
  • Rodrigo da Silva Gama
  • Sandra Miranda
  • Stefania da Silva Oliveira
  • Thabhatha Freire
  • Thales Goes Gouveia de Souza
  • Tiago Nascimento da Silva
  • Victor Pantozzi
  • Victória Satiro de Sousa Martins
  • Weyla Yue Mazarin Lazulli Lopes
Esta publicação tem a cooperação da UNESCO no âmbito do Projeto 914BRZ1138, o qual tem o objetivo de contribuir para eficiência da gestão por resultado, aprimoramento da governança, da resposta nacional às IST, aids, hepatites virais, com foco na prevenção e educação em saúde, bem como na ampliação do acesso e qualidade dos serviços prestados às populações vulneráveis. As indicações de nomes e a apresentação do material não implicam a manifestação de qualquer opinião por parte da UNESCO a respeito da condição jurídica de qualquer país, território, cidade, região ou de suas autoridades, tampouco da delimitação de suas fronteiras ou limites. As ideias e opiniões expressas nesta publicação são as dos autores e não refletem obrigatoriamente as da UNESCO nem comprometem a Organização.

Novo projeto da Viração vai dialogar sobre saúde sexual com adolescentes e jovens de São Paulo

O Combinado Coletivo tem foco na Prevenção Combinada ao HIV/Aids e outras ISTs e é voltado, prioritariamente, para adolescentes e jovens LGBTQIA+ entre 15 e 24 anos moradores das periferias de São Paulo. As inscrições estão abertas até 9 de maio

A construção de redes de apoio coletivas é essencial para ampliar as respostas comunitárias relacionadas à Prevenção Combinada ao HIV/Aids e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) junto às juventudes. O Combinado Coletivo surge como mais um ciclo educomunicativo de diálogos e formação em saúde, visando a ampliação do acesso e qualidade dos serviços prestados às populações-chave no contexto da epidemia de HIV/Aids e outras ISTs. O projeto é voltado, prioritariamente, ao diálogo entre adolescentes e jovens LGBTQIA+, entre 15 e 24 anos, meninos cis gays, HSH e meninas trans e travestis, residentes na Zona Leste, Sul e Centro, sobre as questões do HIV/AIDs e outras ISTs e suas fissuras. As inscrições estão abertas até 09 de maio, e quem tiver interesse pode se inscrever preenchendo o formulário: https://bit.ly/combinadocoletivo2021

Serão selecionadas/es/os 30 adolescentes e jovens para compor a turma que inicia suas atividades em 26 de maio de 2021. Destas/es, 20 selecionadas/es/os poderão contar com uma bolsa de ajuda de custo de R$ 200,00 reais mensais + vale alimentação + recarga de dados móveis, durante todo o ciclo formativo. A divulgação da seleção será em 13 de maio, nas redes sociais do Combinado Coletivo e da Viração Educomunicação e, após confirmação de participação, serão selecionadas/es/os 20 adolescentes e jovens para receber a ajuda de custo, seguindo os critérios de prioridade.

A seleção para a bolsa levará em consideração os critérios de raça/cor (prioritariamente pretas/es/os e pardas/es/os), gênero (priorizando meninos cis gays, HSH e meninas trans e travestis) e vulnerabilidade social (renda familiar de até 2 salários mínimos).

O ciclo formativo vai oferecer uma Formação Continuada em Prevenção Combinada entre Pares, com duração de 7 meses (oficinas temáticas + multiplicação entre pares + intervenção coletiva), na qual será subdividida em dois módulos: 

 

  • Módulo I – Prevenção Combinada
  • Módulo II – Linguagens: Núcleo Comunicação e Saúde e Núcleo Artes e Saúde

 

O Combinado Coletivo é executado pela Viração em parceria com a UNESCO e Departamento  de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde (DCCI/SVS).

Devido à pandemia da Covid-19, os primeiros encontros estão programados para acontecer de forma on-line, garantindo a proteção de todes. Quando for seguro, encontros presenciais serão combinados com a turma.

Período da formação: encontros semanais de maio a novembro de 2021

Serviço: 

Período de inscrição: 16/04/2021 a 09/05/2021 

Período de seleção: 10 a 12/05/2021

Divulgação da seleção: 13/05/2021

Confirmação de Participação: 13 a 17/05/2021

Seleção de Bolsas de Ajuda de Custo: 18 a 20/05/2021

Divulgação Bolsistas Selecionades: 20/05/2021

Início das atividades

Módulo I – Todas às quartas-feiras, à partir do dia 26/05/2021 das 14h às 17h 

Módulo II – Núcleo Comunicação: Todas às quartas-feiras, à partir do dia 28/07/2021, das 14h às 17h 

Módulo II – Núcleo Artes: Todas às quintas-feiras, à partir do dia 29/07/2021, das 14h às 17h 

Término das atividades: 30/11/2021

 

Acompanhe nas redes sociais

Facebook: fb.com/combinadocoletivo 

Instagram: instagram.com/combinadocoletivo 

 

Informações para imprensa

Jéssica Rezende – Comunicação 

E-mail: comunicacao@viracao.org | Telefone: (11) 3237-4091

 André Araújo – Corrd. Combinado Coletivo

E-mail: andre@viracao.org | Telefone: (11) 3237-4091

Audre Verneck – Educomunicadora Combinado Coletivo

E-mail: educombinadocoletivo@viracao.org | Telefone: (11) 3237-4091

“Esta publicação tem a cooperação da UNESCO no âmbito do Projeto 914BRZ1138, o qual tem o objetivo de contribuir para eficiência da gestão por resultado, aprimoramento da governança, da resposta nacional às IST, aids, hepatites virais, com foco na prevenção e educação em saúde, bem como na ampliação do acesso e qualidade dos serviços prestados às populações vulneráveis. As indicações de nomes e a apresentação do material ao longo deste livro não implicam a manifestação de qualquer opinião por parte da UNESCO a respeito da condição jurídica de qualquer país,território, cidade, região ou de suas autoridades, tampouco da delimitação de suas fronteiras ou limites. As ideias e opiniões expressas nesta publicação são as dos autores e não refletem obrigatoriamente as da UNESCO nem comprometem a Organização.”

Baixe os dois volumes do Guia tá na rede: o que vira é navegar com segurança

A versão digital do Guia Tá na Rede: o que vira é navegar com segurança está disponível para download, em dois volumes

A Viração Educom reuniu um grupo de pessoas que usam e pensam as tecnologias digitais para debater em torno dessa grande questão no Webinário ‘Crianças e adolescentes na internet: oportunidades, desafios e aprendizados’, aconteceu no último dia 23 de fevereiro, com transmissão ao vivo pelo canal da Viração no YouTube.

O evento marcou o encerramento das atividades do projeto Consulta Brasil, uma iniciativa da Viração que promoveu ações de mobilização, formação e pesquisa participativa com o público infanto-juvenil a respeito do uso da internet e das tecnologias digitais, em dez cidades, nas cinco regiões do país.

Durante a transmissão, foi lançada a publicação do Guia Tá na Rede – o que vira é navegar em segurança, em dois volumes – um material de consulta para pais, educadores, comunidade, crianças e jovens.

Volume 1 – Para pais, comunidade e educadores

  • A relação de crianças e adolescentes com as TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação).
  • Desafios e ferramentas para uma mediação responsável, dialógica e criativa.
  • Acesso à Internet e segurança de dados como direitos fundamentais.
  • Dicas para o enfrentamento ao discurso de ódio, à exposição de dados, à crimes virtuais e fake news.

 

Clique aqui para baixar o volume 1

 

Volume 2 – Para crianças e adolescentes

  • Glossário com os principais termos para entender a Internet.
  • Testes para ajudar a refletir como é a sua relação com o uso das TICs.
  • Dicas para proteger sua privacidade e navegar com segurança.
  • Boas práticas na Internet, cuidados com a saúde mental, exemplos de ações de participação cidadã online – além de uma lista com canais de apoio integral no combate ao ciberbullying, discursos de ódio e intolerância.
  • Caixa de ferramentas: dicas de materiais de apoio e jogos educomunicativos para se aprofundar nos temas trabalhados no guia.
  • 8 roteiros com propostas de atividades práticas para apoiar meninas e meninos no uso seguro, criativo e cidadão da Internet e de outras tecnologias digitais.

 

Clique aqui para baixar o volume 2

 

O Guia Tá na Rede foi produzido no âmbito do projeto Consulta Brasil – projeto implementado pela Viração Educomunicação em parceria com a Diretoria de Promoção e Fortalecimento dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos e apoio da Rede Conhecimento Social, do NCE – Núcleo de Comunicação e Educação da USP e de algumas instituições educacionais públicas e privadas de dez municípios brasileiros.

O Consulta Brasil promoveu ações de mobilização, formação e diagnóstico participativo junto a crianças e adolescentes para criar metodologias e materiais capazes de apoiar famílias, educadores e meninas e meninos no uso da internet e das tecnologias digitais.

Jovens discutem desigualdades e direitos humanos em webinário

O Webinário Juventudes, gênero, raça e o direito à cidade acontece de forma virtual no dia 09 de dezembro, a partir das 15h, com a participação de ativistas convidados

A Viração convida todes para o Webinário Juventudes, Gênero, Raça e o Direito à Cidade, que será realizado no dia 09 de dezembro de 2020, a partir das 15h, ao vivo no canal da Viração no Youtube.

No evento, jovens que participam do projeto Geração que Move SP vão conversar com convidades incríveis sobre alguns dos temas que atravessaram o percurso formativo do projeto durante o ano.

Ativistas participantes

Edijane Alves: mãe, mulher periférica, moradora do Capão Redondo, Educadora Social. Gerente de Serviços – SASF Capão Redondo III pelo Movimento Comunitário de Vila Remo. Graduada em Serviço Social, Integrante da Organização Baobá Fortificando as Raízes/SP, Ativista de Direitos Humanos.

Erica Malunguinho: educadora e agitadora cultural. Mestra em Estética e História da Arte. Tornou-se a primeira deputada estadual trans eleita no Brasil, em 2018, com mais de 55 mil votos no estado de São Paulo pelo PSOL. É titular da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais da Assembleia Legislativa do estado. Nascida no Estado de Pernambuco, vive em São Paulo há 17 anos. Antes de entrar na política institucional, trabalhou na educação de crianças e adolescentes, com ampla atuação na formação de professores. Erica é conhecida por ter parido, na região central da cidade de São Paulo, um quilombo urbano de nome Aparelha Luzia, território de circulação de artes, culturas e políticas pretas, visível também como instalação estético-política, zona de afetividade e bioma das inteligências negras.

Pedro Pankararé: ativista do povo PANKARARÉ, dos movimentos indígenas e atualmente Agente Indígena de Saúde AIS Guarulhos.

Jovens mediadores

Gabriel Gonçalves – Jardim Ângela, Thamires Jabbur – Jardim Ângela, Kaique Menezes – Parelheiros, Victor Teixeira – Parelheiros, Samara Garcia – Parelheiros, Matheus Aragão – Grajaú, Júlia Cavalcante – Grajaú, Rafael Ramon – Parelheiros

Confirme presença no evento no Facebook 

O projeto Geração que Move é uma parceria do UNICEF com Fundação Abertis, Arteris e a Viração Educom em São Paulo.

Nota des jovens sobre a violência praticada contra Patrícia Borges

Nota elaborada por jovens participantes do projeto Pra Brilhar! sobre a violência sofrida por Patrícia Borges:

No dia 10 de novembro, Patrícia Borges sofreu um ataque extremamente agressivo e transfóbico enquanto distribuía panfletos na avenida paulista.


Patrícia Borges da Silva é produtora cultural, poetisa e ativista trans, integra a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, coordena o Cursinho Popular Transformação e o Bazar das Poderosas, é apresentadora e produtora do Transarau e integra a turma do Pra brilhar. 


Nós jovens LGBTQIA+ participantes do projeto, repudiamos veementemente a essa agressão através desta nota publicada no site da Viração Educom, e exigimos que os culpados sejam responsabilizados e que haja justiça! 


Num País que lidera há três anos o ranking de país que mais mata pessoas trans no mundo (e 82% delas são negras), a luta contra a transfobia e o racismo tem que ser de todes.


Todo apoio e solidariedade a Patrícia. Transfobia é crime!

“Não aceitaremos ser interrompidas, não aceitaremos ser intimidadas, não iremos nos calar diante dessa barbárie, dessa onda de violência” – Erika Hilton sobre o caso.

Participe da votação popular no Processo de Seleção Global do Chama na Solução

 

O Chama é um projeto do UNICEF implementado no Brasil pela ONG Viração Educomunicação, criado para apoiar o desenvolvimento de iniciativas criadas por jovens, para jovens, em torno de três temas: educação, empregabilidade e engajamento cidadão.

Depois de passarem por uma formação sobre empreendedorismo social em fevereiro, 9 equipes dos estados de SP, RJ e MG deram continuidade à implementação de seus projetos, acompanhados pela equipe da Viração e por mentores.

Agora, duas delas serão escolhidas para o Processo de Seleção Global, onde, além de representar o Brasil junto com adolescentes e jovens de mais 40 países, vão concorrer a um capital-semente de até 20 mil dólares. Conheça os projetos de cada equipe e vote na sua preferida!

A votação começou no dia 17, à meia-noite, e será encerrada no dia 23 de agosto, às 23h59. Acesse agora: http://bit.ly/chamapopular 

Estudar em casa: Quais são os desafios para estudantes de escolas públicas das favelas e periferias?

Adolescentes e jovens que vivem em favelas e periferias responderam à enquete do U-Report Brasil sobre estudar em casa na quarentena.

Estudar em casa é um desafio para todo mundo, posto que exige maior autonomia para organização e a necessidade de criar um ambiente onde se possa ter concentração. Vários fatores que circundam o espaço, como ruídos, qualidade da conexão ao meio pelo qual se estuda, entre outros, também interferem. Quando se fala em estudar em casa morando em uma favela ou periferia, de que forma esses fatores se combinam? Geram quais desafios?

Ao todo, 735 adolescentes e jovens de favelas e periferias responderam à enquete pelo chatbot da plataforma U-Report em redes sociais como o Facebook Messenger e o WhatsApp sobre estudar em casa. As respostas vieram de todas as regiões do país. E os estados mais ativos na enquete foram São Paulo, Maranhão e Bahia. 

Entre a galera que respondeu, 54% está matriculada em uma escola, sendo 81,41% em escolas públicas. E é sobre elas que falaremos por aqui.

Condições para estudar

Em relação à estrutura para acessar a educação remota, quando questionados/as se têm um espaço adequado para estudar em casa – onde possam ficar a sós ou, ao menos, longe de barulhos que os/as desconcentram, 62,69% dos/as adolescentes e jovens responderam que não. Ao responderem se possuem um computador (desktop, notebook, tablet etc.) para estudar, 57% afirma não ter, apesar de 81% ter wi-fi em casa.

Eu tenho recursos básicos para o ensino em casa, mas meus vizinhos não, alguns amigos de escola e parentes também não. E isso acontece muito nas periferias e favelas. A desigualdade social é o nosso maior problema.

Menina, 14 anos, branca, de Maranhão

Ao responderem se sentem que possuem mais condições de estudar neste momento, 62,10% afirma que não. Entre as pessoas que afirmam que sim, a maioria (34,82%) aponta que é porque consegue se concentrar melhor estudando em casa, tem mais tempo pra ler e gosta de estudar pela internet. Entre quem diz que sente que têm menos condições de estudar, a maioria (31,43%) afirma que não está conseguindo se concentrar, não está se sentindo bem emocionalmente para conseguir estudar, tem que cuidar da casa e/ou família e que é difícil acompanhar os conteúdos em aulas online.

Os maiores desafios para adolescentes e jovens de periferias estudarem em casa

Acesso a conexão de internet e acredito que o psicológico de ninguém está totalmente bem neste momento, todos estão aflitos com tudo que vem acontecendo. Aqui em minha cidade está uma situação bem crítica. Vejo adolescentes do meu bairro que nem tem um celular ou tablet, que não tem condições de comprar. E. infelizmente, as aulas não param, os conteúdos avançam. E eles, infelizmente, ficaram para trás. Como sempre.

Menina, Ceará, 15 anos, negra

A enquete finalizou com uma pergunta aberta aos respondentes sobre qual seria, para eles/as, o maior desafio para crianças, adolescentes e jovens das periferias e favelas estudarem em casa. Entre as respostas, se destacam: (i) questões de infraestrutura, como a falta de ambiente próprio para estudo, carência de aparelhos eletrônicos e acesso à internet, além das escolas que não estão disponibilizando meios de ensino a distância; (ii) questões emocionais, como a preocupação com a própria saúde e a de familiares, ansiedade diante deste momento e implicações na saúde mental; e (iii) questões relacionadas à qualidade do ensino, do afastamento da escola e falta de orientação de professores às dificuldades de se adaptar a estudar online.

Confira outras respostas sobre os desafios:

Ter que escolher entre estudar ou trabalhar. Estudar fica difícil porque não tem estrutura e, ao trabalhar, pelo menos tem uma renda pra ajudar a família nesse momento tão difícil

Menina, 15 anos, raça não-declarada, Mato Grosso

“Se concentrar nos estudos e ‘esquecer’ o caos: falta de dinheiro, conhecidos doentes, ministros que não tem a juventude periférica como pauta, desespero pela incerteza de até quando isso irá durar…

Menina, 17 anos, branca, de São Paulo

Muitos tem que trabalhar para arrumar um alimento, porque antes comiam na escola e agora não tem mais esse alimento.

Menina, 14 anos, branca, Ceará

U-Oquê?

O U-Report é um projeto do escritório de inovação global do Unicef implementado pela Viração Educomunicação no Brasil. Funciona como uma ferramenta de participação social no meio digital, que tem como objetivo mobilizar e envolver a juventude em discussões sobre seus próprios direitos.

Basicamente, o projeto atua por meio de um chatbot social (um robô) que troca ideia com adolescentes e jovens.  Os conteúdos são distribuídos na forma de enquetes, infocentros, materiais educativos, desafios temáticos, transmissões ao vivo, entre outros, e chegam aos jovens por meio de aplicativos que fazem parte do cotidiano.

Você pode fazer parte do U-Report através do Facebook ou do WhatsApp.

Imagem destacada: ‘Mesa de estudos de Luciano Alves que investe nos livros, já que não tem acesso à internet | Foto: arquivo pessoal’ / Reprodução Ponte Jornalismo

Estudo, trabalho e renda: O que mudou com a pandemia?

Enquetes mapeiam mudanças e desafios enfrentados por adolescentes e jovens.

Na metade do mês de junho, o Unicef e a Viração realizaram enquetes através do U-Report sob o objetivo de mapear os desafios que estão sendo enfrentados e as mudanças que aconteceram nas vidas de adolescentes e jovens diante da pandemia quando os assuntos são estudo, trabalho e renda. 

Ao todo, 3.831 pessoas de todos os estados do país toparam responder – 64% das respostas vieram de meninas e 36% de meninos. As regiões mais ativas foram Ceará e Bahia, estados da região nordeste.

O questionário mapeou dados importantes para entender a atual realidade de adolescentes e jovens, como:

 

1) Em relação aos estudos

 

Entre quem está no ensino básico e superior:

64% está estudando em casa;

24% parou de estudar. Deste número, 5% afirmou que desistiu deste ano letivo.

 

Entre quem estudava por conta própria antes da quarentena:

55% parou de estudar. Deste número, 44% afirma que voltará quando as coisas melhorarem.

 

Entre quem não estudava:

24% voltou a estudar neste momento; 18% decidiu que voltará.

 

Em relação ao ENEM e outros vestibulares:

65% está achando mais difícil para se preparar;

– Entre as pessoas que desistiram de tentar neste ano, 87% não está conseguindo estudar, talvez não conseguirá pagar a taxa de inscrição e/ou perdeu o ânimo para tentar.

 

2) Em relação ao trabalho

40% ficou sem trabalho, mudou ou decidiu parar por conta da pandemia;

27% começou a trabalhar em casa;

44% teve o salário reduzido.

 

3) Em relação à renda

44% afirma que a renda de sua família diminuiu;

14% deixou de fazer alguma refeição porque faltou dinheiro;

24% chegou a um momento onde os alimentos em casa acabaram, mas não tinha grana pra comprar mais;

19% não recebe, mas está precisando de um programa de distribuição de alimentos.

 

Alguns desses resultados foram discutidos na Live “Juventude, trabalho e renda”, que ocorreu no dia 18 de junho e está gravada no canal do Youtube do Unicef Brasil. Você também pode conferir os dados completos nos seguintes links: Estudos, Trabalho e Grana.