Institucional

Chama na Solução 2022: juventudes enfrentando os efeitos da crise climática

O projeto do UNICEF implementado pela Viração visa potencializar a atuação de jovens na criação de ações inovadoras capazes de apontar soluções sustentáveis para o Brasil

Essa edição do Chama é um convite às juventudes para debater mudanças climáticas e um presente-futuro sustentável

Em diálogo com a Agenda ONU 2030, o projeto Chama na Solução abre inscrições para pessoas entre 14 e 24 anos da cidade de São Paulo, região metropolitana da capital e litoral do estado, a proporem ações criativas que fomentem o desenvolvimento sustentável, econômico, social e ambiental do país. O projeto encoraja que juventudes caiçaras, quilombolas e indígenas se inscrevam nesta edição.

As inscrições estão abertas entre os dias 18 e 29 de maio, via formulário online. Para ampliar a possibilidade de inscrição, essa edição também receberá inscrições por vídeo.

Clique aqui para acessar o formulário de inscrição!

Prefere vídeo? Clique aqui e acesse o formulário para se inscrever!

O projeto consiste em percurso formativo com duração total de 6 meses, organizado em duas etapas, com dinâmicas específicas em cada uma delas.

A primeira etapa compreende a seleção de 10 propostas de ações criativas e inovadoras para o enfrentamento das mudanças climáticas e seus desdobramentos político-sociais. Os projetos devem ser formados por quatro pessoas e com comprovada atuação sobre a agenda das mudanças climáticas, com atenção aos impactos gerados em seus territórios. 

A segunda etapa terá duração de 5 meses, e se dedicará a adensar o trabalho formativo-interventivo junto a 5 coletivos selecionados para participar do ciclo completo. Estes, por sua vez, serão os grupos escolhidos para a gestão e implementação de projetos por meio do capital-semente. Os coletivos também poderão submeter seus projetos ao chamamento global, no qual jovens de todo o mundo apresentam seus projetos. 

Ainda nesta etapa, cada Coletivo receberá um um recurso no valor de R $1.500 a R $4.000. Este recurso visa incentivar, apoiar e oportunizar melhores condições para que os adolescentes e jovens participantes possam iniciar a implementação de seus projetos de intervenção comunitária. 

Por ´coletivos´, entende-se a formação de um grupo organizado para atuarem em uma proposta comum, e que apresente ideias concretas de atuação em algum território pré-definido. Podem ser grupos que já existam previamente, ou não. A aposta é encontrar jovens engajados com experiências anteriores em intervenções e ativismo socioambientais, para refletirem e proporem ações interventoras para a construção do bem viver em seus territórios. 

Serviço

Inscrições: 18 a 29 de maio

Divulgação dos resultados: 3 de junho

Início das atividades: 6 de junho

Inscrição em texto: Preencha o formulário até 29 de maio

Link para inscrição em vídeo: Preencha o formulário e envie seu vídeo até 29 de maio

 

Sobre o Unicef

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) trabalha em alguns dos lugares mais difíceis do planeta, para alcançar as crianças mais desfavorecidas do mundo. Em 190 países e territórios, o UNICEF trabalha para cada criança, em todos os lugares, para construir um mundo melhor para todos.

Sobre a Viração

A Viração é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua com comunicação, educação e mobilização social para a promoção e defesa dos direitos juvenis. Criada em março de 2003, tem como missão conectar, inspirar e engajar adolescentes e jovens na construção de uma sociedade justa, participativa e plural. Como visão e expectativas de futuro, pretende contribuir para que meninas e meninos tenham direitos garantidos e participem ativamente de transformações socioambientais.

Participação política das juventudes é tema de série especial na Agência Jovem de Notícias

Série que trata da importância da participação política das juventudes nas eleições e fora delas vai ocupar as redes da AJN e da Viração ao longo do mês de abril, com participação de jovens comunicadores da rede Agência Jovem

A corrida eleitoral de 2022 começou muito antes do calendário do TSE. E junto com os primeiros movimentos das pré candidaturas, filiações e desfiliações partidárias, foram divulgados dados preocupantes que refletem a falta de interesse de jovens entre 16 e 18 anos por exercer seu direito ao voto. Segundo o Tribunal,  houve uma queda de 82% nas emissões de novos títulos de eleitor para jovens que têm voto facultativo.

Esse desinteresse vem acompanhado, quase sempre, de uma descrença nas possibilidades reais de atuação dos possíveis candidatos e da crescente falta de representatividade. Apesar da intensa campanha de mobilização nas redes sociais chamando a atenção da juventude para a importância de fazer o documento já apresentar resultados – o TSE divulgou que durante os dias 14 e 18 de março, cerca de 100 mil jovens tiraram o título pelo site –, muito pouco se falou sobre a importância da participação política, nas eleições e depois delas.

O que pode motivar as juventudes a participar mais ativamente das eleições?

Como fazer com que a participação política seja um assunto da juventude não apenas durante as eleições?

Para contribuir com esse debate, a Agência Jovem de Notícias Brasil, o U-Report Brasil e a Viração lançam, ao longo do mês de abril, uma série especial sobre juventudes e eleições. 

A série conta com um pouco do histórico do direito ao voto no Brasil e traz vídeos de jovens comunicadores da AJN e participantes de projetos da Viração Educomunicação falando, para outros jovens, sobre por que consideram importante participar das eleições – mesmo que de forma facultativa para quem ainda não tem 18 anos, e de regularizar a situação eleitoral para quem já é maior de idade – para continuar em luta pelos direitos à educação de qualidade, saúde, mobilidade, acesso ao lazer e à cultura, igualdade de raça e gênero, alimentação saudável, entre outros temas. A série também conta com artigos escritos por jovens comunicadores da AJN sobre o tema da participação política, com diferentes recortes.

O U-Report Brasil, iniciativa do Unicef Brasil implementada pela Viração que utiliza chatbots no WhatsApp e no Messenger para dialogar com adolescentes e jovens de todas as regiões do país lançou, no final de março, uma enquete perguntando, entre outras coisas, se pretendem votar e o que pensam que faz a juventude não demonstrar interesse pela política. Os resultados serão divulgados em breve.

Acompanhe a série completa em todos os canais da Agência Jovem e da Viração nas redes sociais!

Conheça os nomes de quem vai fazer parte da primeira turma da Agência Pra Brilhar

Saiu a lista de selecionades para a primeira turma da Agência Educomunicativa PositHIVa Pra Brilhar!

Confere se seu nome tá na lista, bb!

  1. Demetria Lima Santos
  2. Dianna Sena Lima
  3. Ewerton Vicente de Melo Souza 
  4. Gustavo Mesquita Ribeiro
  5. Reneson Santana de oliveira
  6. Tawan Coelho Santos
  7. Thata Lopes
  8. Vinícius José Albano Gonçalves
  9. Vitor Alerrandro Sena Ranieri 
  10. Yan Rafael de Campos Cesar Pinheiro 

Se você foi selecionade, preencha o formulário de confirmação que foi enviado pro seu e-mail até 31/03 para confirmar sua participação no ciclo.

A turma vai participar da nossa jornada de formação com trilhas de aprendizado interseccionais com foco em:

✨Saúde sexual e Prevenção Combinada ao HIV/Aids e outras ISTs 

✨Enfrentamento aos estigmas associados ao HIV/Aids

✨Direitos Humanos

✨Produção midiática

Serão oficinas temáticas, reuniões de pauta, cine-debates, visitas guiadas a parceiros técnicos e equipamentos culturais, tudo para colocar a mão na massa e criar produtos de comunicação – artes gráficas, artigos, reportagens e fotorreportagens, vídeos, entrevistas, podcasts e coberturas de eventos sobre os temas que vamos discutir ao longo da formação.

O percurso de Formação e Criação acontece de forma presencial, na sede da Viração, no centro de São Paulo, e cada participante vai receber uma bolsa-auxílio durante os 4 meses do percurso de Formação e Criação, além de auxílio transporte e lanche durante as atividades na sede da Viração.

Período da formação: 2 encontros semanais com 3 horas de duração – terças e quintas, de 09h às 12h – entre abril e julho de 2022. Início em 05 de abril.

Acompanhe as atividades do projeto nas redes sociais:

Site: prabrilhar.org 

Facebook: /agenciaprabrilhar 

Instagram: @agenciaprabrilhar

Para informações sobre o projeto, fale com

Monise Berno | coordenação: monise@viracao.org

Audre Verneck | Educomunicadora: audre@viracao.org

Inscrições abertas para a primeira turma da Agência Educomunicativa Pra Brilhar

A Agência é um desdobramento do projeto É Pra Brilhar, iniciativa da Viração em parceria com a Coordenadoria de IST/Aids da cidade de São Paulo com foco na prevenção combinada ai HIV/Aids e no enfrentamento aos estigmas relacionados ao HIV; jovens com idades entre 16 e 29 anos podem se inscrever para participar do primeiro ciclo formativo até 27 de março

 

Estão abertas as inscrições para a primeira turma da Agência Educomunicativa PositHIVa Pra Brilhar – um desdobramento do projeto É pra brilhar: prevenção combinada, gênero e sexualidade que, desde 2017, atua junto a jovens LGBTQIA+ e HSH com foco na prevenção combinada e outros temas correlatos ao HIV/aids e as IST, de forma transversal a questões de gênero, raça e outros marcadores de diferença. Surge para consolidar as práticas de produção midiática educomunicativa como forma de ampliar e fortalecer a expressão de adolescentes e jovens no debate sobre HIV/aids.

A Agência Pra Brilhar pretende contribuir para fortalecer a expressão juvenil e sua participação no debate público sobre HIV/aids  e outras ISTs, no enfrentamento do estigma, preconceito e discriminação, que é um dos principais entraves para a prevenção, diagnóstico, tratamento e qualidade de vida das pessoas que vivem com o HIV, bem como contribuir para a promoção da saúde integral e demais direitos da população juvenil, em especial adolescentes e jovens vivendo com HIV, LGBTQIA+ e HSH, por meio de ações, processos e produtos de comunicação, mobilização social e advocacy que visem ao enfrentamento do estigma e preconceito relacionados ao HIV.

Através de trilhas de aprendizado focadas em prevenção combinada, enfrentamento aos estigmas e produção midiática, jovens de 16 a 29 anos serão convidados a pensar e produzir comunicação sobre os macrotemas do projeto, utilizando-se de técnicas da Educomunicação para fomentar a educação entre pares.

Neste semestre, serão selecionades 10 jovens LGBTQIAP+ da cidade de São Paulo, com idades entre 16 e 29 anos para participar da nossa jornada de formação com trilhas de aprendizado interseccionais com foco em:

✨Saúde sexual e Prevenção Combinada ao HIV/Aids e outras ISTs 

✨Enfrentamento aos estigmas associados ao HIV/Aids

✨Direitos Humanos

✨Produção midiática

Ao longo de todo o ciclo formativo, a turma da Agência Educomunicativa Pra Brilhar vai participar de oficinas temáticas, reuniões de pauta, cine-debates, visitas guiadas a parceiros técnicos e equipamentos culturais, tudo para colocar a mão na massa e criar produtos de comunicação – artes gráficas, artigos, reportagens e fotorreportagens, vídeos, entrevistas, podcasts e coberturas de eventos sobre os temas que vamos discutir ao longo da formação.

O percurso de Formação e Criação acontece de forma presencial, na sede da Viração, no centro de São Paulo, e cada participante vai receber uma bolsa-auxílio de R$250,00 por mês, durante os 4 meses do percurso de Formação e Criação, além de auxílio transporte de R$ 10,00 / dia e lanche durante as atividades na sede da Viração.

A seleção vai levar em consideração os critérios de raça/cor (preferencialmente pretes e pardes), gênero e vulnerabilidade social (renda familiar de até 2 salários mínimos) para formar a turma.

Período da formação: 2 encontros semanais com 3 horas de duração – terças e quintas, de 09h às 12h – entre abril e julho de 2022. Para participar, basta preencher o formulário online até o dia 27 de março:

https://bit.ly/AgenciaPraBrilharCiclo1 

Acompanhe as atividades do projeto nas redes sociais:

Site: prabrilhar.org 

Facebook: /agenciaprabrilhar 

Instagram: @agenciaprabrilhar

Devido à pandemia da Covid-19, adotamos como protocolo o uso de máscara durante todas as atividades na sede da Viração e na rede parceira. Todes deverão apresentar comprovante de vacinação para a covid-19 para participar das atividades.

Para informações sobre o projeto, fale com

Monise Berno | coordenação: monise@viracao.org

Audre Verneck | Educomunicadora: audre@viracao.org

Conheça o #PAS – programa de aprendizagem socioemocional

Iniciativa da Secretaria de Educação do Município de Niterói faz parte do Escola da Paz, que integra a política pública de segurança Pacto Niterói Contra a Violência; Formação gratuita para profissionais da rede municipal de ensino de Niterói recebe inscrições para o segundo ciclo em breve

O #PAS é uma iniciativa da Secretaria de Educação do Município de Niterói que tem como objetivo reduzir e prevenir as violências no contexto escolar através do desenvolvimento de competências socioemocionais.

É implementado pela Viração Educomunicação em parceria com a Flacso-Brasil, como parte do Escola da Paz, que integra a política pública de segurança Pacto Niterói Contra a Violência.

O #PAS busca contribuir com o Pacto Niterói Contra a Violência e também com o Projeto Político Pedagógico de cada unidade escolar municipal da cidade de Niterói que, como parte do sistema educacional, deve oferecer um espaço seguro onde os alunos possam finalizar sua educação básica, desenvolver habilidades cognitivas e socioemocionais e competências relevantes para suas vidas.

O ciclo de formação e acompanhamento do trabalho de campo, aberto para profissionais da Rede Municipal de Educação de Niterói, propõe atividades que desenvolvam as competências socioemocionais a partir da arte, da cultura e da corporeidade, em diálogo com a educomunicação. Na prática, professores, estudantes, família e comunidade escolar serão convidados a conhecer e utilizar saberes, linguagens e recursos da comunicação (fotografia, vídeo, jornal, podcast, zine, lambe) para fortalecer o protagonismo de todos os sujeitos na prevenção e enfrentamento das violências no ambiente escolar, e promover a conscientização sobre direitos universais à comunicação e expressão, à educação e à participação cidadã.

O projeto também busca contribuir para aumentar os níveis de resiliência do corpo discente, para que estudantes desenvolvam formas de superar as adversidades que enfrentam diariamente e assim melhorar seus resultados acadêmicos.

Sendo a escola a principal instituição social frequentada por crianças, adolescentes e jovens, onde a aprendizagem e a sociabilidade têm papel primordial. Através da educação, os sujeitos podem aprender e desenvolver inúmeras experiências significativas capazes de subverter as situações de risco e vulnerabilidades sociais que vivenciam.

A escola deve ser o lugar da construção do saber e não da reprodução de violências e desigualdades. Um local que permita a manifestação do estudante em suas dimensões política, social, afetiva, educacional, em seu sentido pleno, tendo em vista o desenvolvimento de uma moral baseada no senso de justiça, no respeito ao grupo e nos princípios básicos dos direitos humanos.

Na busca de soluções para a complexidade do fenômeno da convivência e das violências, os programas socioemocionais vêm sendo cada vez mais utilizados em nível mundial como intervenções de enfrentamento e prevenção da violência. Nesse sentido, o #PAS oferece alternativas pedagógicas para fomentar nas comunidades escolares uma perspectiva educacional que ultrapasse o tradicional foco em transmissão de conteúdos, passando a incluir o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, a educomunicação, a melhoria do clima escolar e a redução das violências mobilizando, ainda, os aspectos cognitivos em associação os aspectos emocionais e relacionais dos educandos.

A partir desse processo formativo, os profissionais da educação deverão reunir instrumentos sociais/pedagógicos para lidar com o cotidiano das escolas por meio do desenvolvimento da autonomia socioemocional dos estudantes, do seu autoconhecimento, manejo das emoções, sociabilidade, respeito às diferenças, violências sofridas, valorização da diversidade e tomada de decisão responsável, em consonância com os Referenciais Curriculares para o Ensino Fundamental do Município de Niterói.

O ciclo formativo conta com 8 encontros temáticos facilitados por profissionais da Viração, da Flacso Brasil e professores convidados, com os seguintes temas:

  1. A função social da escola e a escola possível
  2. Desenvolvimento cognitivo e competências socioemocionais
  3. Escola e família
  4. Violência nas escolas e convivência escolar
  5. Infâncias, adolescências e juventudes na perspectiva dos direitos humanos e da inclusão social
  6. Infâncias, adolescências, juventudes e violências
  7. Violências interseccionais de gênero, raça e sexualidade
  8. Diagnóstico participativo

A primeira fase do programa, implementada em 2021, foi composta pela realização de um estudo sobre a realidade escolar da Rede Municipal de Educação da cidade de Niterói, um ciclo de formação de professores de parte das escolas municipais e acompanhamento do trabalho de campo de cada uma destas unidades escolares .

Em 2022, a nova fase do projeto passará pela realização de um segundo percurso formativo para professores das escolas municipais de 1º e 2º ciclos, criação e implementação de planos de ação nas escolas, encontros de sensibilização e culminância, um ciclo formativo sobre educomunicação com estudantes e educadores, além da produção de um Guia de Boas Práticas, Protocolos de Convivência Escolar e uma edição da Revista Viração especial sobre os temas do #PAS, além de artigos e relatórios técnicos.

Profissionais da rede municipal de ensino de Niterói das escolas selecionadas poderão se inscrever online e gratuitamente no mês de março, através de formulário que será divulgado em breve.

Haverá plantão tira-dúvidas nas escolas selecionadas para o segundo ciclo durante o período de inscrições.

 

Parceiros da Viração no #PAS

Flacso – Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais

Organismo internacional, autônomo e de natureza intergovernamental, fundado em 1957 pelos Estados Latino-Americanos. Com sede na cidade de Brasília e duas unidades, uma no Rio de Janeiro e outra em São Paulo, a Flacso Brasil desenvolve atividades de pesquisa e de formação nas áreas de educação, direitos humanos, saúde, juventude, violência. http://flacso.org.br 

Sobre o Pacto Niterói contra a Violência

Um conjunto de ações intersetoriais integradas para proteção e à redução dos fatores de risco à violência que atingem crianças, adolescentes, jovens e famílias residentes em Niterói, policiamento e justiça, urbanismo, acesso a serviços sociais e de prevenção para redução de comportamentos contrários ao bem viver e pela difusão da cultura de paz e da cidadania. http://pactocontraaviolencia.niteroi.rj.gov.br/

Mais Informações:

Comunicação: Monise Berno – monise@viracao.org

Coordenação: Ellen de Paula – ellen@viracao.org

 

Visibilidade Trans – pelo direito de existir com dignidade

Desde 2004, o dia 29 de janeiro é marcado, no Brasil, como o Dia Nacional da Visibilidade Trans e Travesti. Naquele ano, o Ministério da Saúde lançou a campanha “Travesti e Respeito”, com a atuação de ativistas da causa LGBTQIA+ ligadas à área da saúde. A campanha pretendia uma conscientização pelo fim do preconceito enfrentado pela população trans.

Durante o lançamento da campanha, um grupo de ativistas se reuniu em frente ao Congresso Nacional para acompanhar as discussões e dali teria surgido a ideia de consolidar a data  como o dia de mobilização nacional contra a transfobia.

Uma pessoa trans (trans é abreviação da palavra transgênero), não se identifica com o gênero que lhe foi atribuído ao nascer. Pessoas trans são cidadãs e têm acesso (pelo menos em teoria), a todos os direitos fundamentais, como qualquer outro cidadão.

Nosso país naturalizou um processo de marginalização e precarização das pessoas trans. Apesar de termos avançado muito na conquista de direitos e representatividade, ainda somos um dos lugares mais perigosos para pessoas trans e travestis no mundo. Seres humanos que continuam sendo excluídos do convívio social, de suas famílias e do mercado formal de trabalho.

Segundo a Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), só em 2018, ocorreram 163 assassinatos de pessoas trans, em todas as regiões do país. Entre janeiro e abril de 2020, esse número aumentou em 48% comparado a 2019, mesmo com a pandemia. Segundo o IBGE, a expectativa de vida de uma pessoa trans no Brasil é de 35 anos. Esse quadro de violência e violações de direitos se agrava ainda mais quando consideramos os recortes de raça e classe.

Na Viração, temos o privilégio de conviver e trabalhar com pessoas trans, o que nos proporciona aprendizado constante para atuar na desconstrução da lógica binária, heteronormativa e excludente da sociedade em que vivemos. Para escrever esse texto, perguntamos a elas o que consideram essencial para que pessoas trans possam existir com dignidade.

Para Audre Verneck, travesti que faz parte da equipe de educomunicação, Kawan Freitas, homem trans estagiário em educomunicação, e Fernanda Távora, mulher trans estagiária na área administrativa da Vira, ainda estão no centro das discussões a garantia de direitos básicos, que são:

 

1 – Acesso à saúde integral – emocional e física, atendimento especializado e terapêutico feito em espaços gratuitos, seguros, humanizados e livres de transfobia;

2 – O  acesso à moradia digna;

3- portunidades de profissionalização e de trabalho seguro;

4 – Garantia de acesso à educação formal;

5 – Acesso à informação sobre seus direitos enquanto pessoas trans;

6- Acesso ao sistema de justiça.

 

Fernanda destacou ainda que essa necessidade de atendimento humanizado e integral se estende ao acesso à polícia e outros órgãos de segurança pública. Audre considerou como direito fundamental o direito de amar, que é negado às pessoas trans e travestis pela heteronormatividade cristã. Já Kawan salientou a importância do atendimento de saúde humanizado no acolhimento psicossocial, na interrupção de ciclos de violência transfóbica e na prevenção de suicídios.

É preciso ampliar cada vez mais o alcance de ações afirmativas,  mobilizando a sociedade para a criação e implementação de políticas públicas que de fato rompam com a lógica de repressão e violência que atinge a população LGBTQIA +. É na celebração de datas como essa que marcamos posição como aliadas das pessoas trans e travestis nas lutas por igualdade, dignidade e respeito, que continuam vivas. As lutas por liberdade e pelo direito de existir resistem!