Geral

Jovens Investigadores: um olhar geracional sobre a saúde

Revista marca a divulgação dos resultados das pesquisas do grupo de jovens participantes do projeto da Fiocruz; produção teve coordenação editorial da equipe da Viração Educomunicação e o resultado final está disponível no formato digital no site da Fiocruz e no ISSUU da Viração

Já pensou como seria divulgar pesquisas científicas de um jeito diferente?

Foi essa a proposta da revista ‘Jovens Investigadores: um olhar geracional sobre a saúde’, produzida pela Fiocruz com coordenação editorial da Viração. A partir de técnicas da educomunicação, os jovens pesquisadores foram convidados a lançar um olhar diferente do usual sobre a divulgação das conclusões de seus trabalhos científicos.
 
A edição reúne a produção de jovens pesquisadores daquela instituição em forma de textos que apresentam os resultados dos trabalhos acadêmicos produzidos pelo grupo, que teve suas atividades diretamente impactadas pela chegada da pandemia no Brasil.

“Das pesquisas científicas aos serviços públicos, a relação entre saúde e juventude pode ser vista por múltiplos olhares. No atendimento aos agravos que mais acometem essa população em suas demandas por cuidado, profissionais da atenção em saúde posicionados em diferentes instituições, operam distintas formas de ver, abordar e classificar os comportamentos juvenis.

A percepção de jovens também é diversa: se no senso comum certa visão limitada ainda compreende saúde como ausência de doenças e, sendo a juventude representada socialmente como uma fase de vitalidade (logo pouco adoece), o envolvimento de jovens com a área é permeado por distanciamentos e aproximações. Até o ponto em que os registros epidemiológicos e socioantropológicos demonstram quais são as principais causas, fatores socioeconômicos e culturais determinantes que os fazem recorrer aos equipamentos de saúde. 

Na esteira da ampliação do acesso ao ensino superior de uma geração que chegou à universidade nas duas últimas décadas, estão aqueles que também se movem por causas distintas. Por meio de organizações, grupos, coletivos e movimentos sociais, estes jovens criam seus repertórios de ação; e a despeito dos conflitos inerentes à convivência de modos distintos de pensamento no espaço público, oferecem novas lentes para a produção de conhecimento ao refletirem analiticamente seus engajamentos e suas trajetórias.

Não se trata de supervalorizar o “lugar de fala”; antes disso, se posicionar na arena de disputa de sentidos com outros atores, ou seja, falar, escutar, divergir e/ou construir consensos sobre qual sociedade vivemos e a que queremos seguir construindo.

E nela, como se deve tratar a relação entre jovens e saúde. Por isso, outra premissa desta iniciativa é a importância da intergeracionalidade: ao colocar em contato pesquisadores da Fiocruz e os jovens ativistas investigadores, verificamos importantes aprendizados para ambos, o que fortalece a percepção de que criado um ambiente propício ao compartilhamento, atores posicionados de maneiras distintas no tempo social e histórico apuram suas formas de ver.”

Podemos apreciar o resultado desse rico processo nesta publicação, disponível para download no Portal da Fiocruz e para leitura no canal da Viração no ISSUU.

Saúde mental além do setembro amarelo

Setembro é o mês da saúde mental e o mês de prevenção ao suicídio. Aqui nesse texto a gente te dá algumas dicas de como lidar com questões como essas, para além do mês de setembro. Aqui tem indicações de espaços que oferecem acolhida e atendimento psicossocial gratuitamente ou com tarifa social em São Paulo e ABC

 

Por Pra Brilhar e Combinado Coletivo

De acordo com o Ministério da Saúde, são registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 1 milhão no mundo. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais.

O suicídio encontra-se entre as três principais causas de morte em indivíduos com idade entre 15 e 29 anos no mundo.

O Brasil é um país com taxas crescentes, apesar da escassez de indicadores epidemiológicos, corresponde a mais de 5% das mortes por causas externas.

Os impactos da pandemia e do isolamento social necessário para o controle sanitário, mas muitas vezes impossível para muites de nós, estão deixando feridas profundas em nossa saúde emocional.

A saúde mental e a prevenção ao suicídio não são apenas questões de saúde. É necessária uma atuação em rede para garantir que, além da atenção e acompanhamento psicossocial, nossa juventude tenha acesso a emprego, educação, moradia digna e outros direitos básicos que contribuem grandemente para o bem-estar e o desenvolvimento pleno de todas as pessoas.

O suicídio é um fenômeno complexo que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero. Mas o suicídio pode ser prevenido com atenção psicossocial e tratamento. Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo.

Diante de uma pessoa com risco de suicídio, o que você pode fazer:

• Encontre um momento apropriado e um lugar calmo para falar sobre suicídio com essa pessoa. Deixe-a saber que você está lá para ouvir, ouça-a com a mente aberta e ofereça seu apoio.
• Incentive a pessoa a procurar ajuda de um profissional, como um médico, profissional de saúde mental, conselheiro ou assistente social. Ofereça-se para acompanhá-la a uma consulta.
• Se você acha que essa pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha. Procure ajuda
de profissionais de serviços de emergência, um serviço telefônico de atendimentos a crises, um profissional de saúde, ou consulte algum familiar dessa pessoa.
• Se a pessoa que com quem você está preocupado (a) vive com você, assegure-se de que ela (a) não tenha acesso a meios para provocar a própria morte (por exemplo, pesticidas, armas
de fogo ou medicamentos) em casa.
• Fique em contato para acompanhar como a pessoa está passando e o que está fazendo.

Diante de uma pessoa com risco de suicídio, o que você não deve fazer:

• Condenar/ julgar:
“Isso é covardia ”.
“É loucura”.
“É fraqueza”.

• Banalizar:
“É por isso que quer morrer?
Já passei por coisas bem piores
e não me matei”.

• Opinar:
“Você quer chamar a atenção”.
“Te falta Deus”.
“Isso é falta de vergonha
na cara”.

• Dar sermão:
“Tantas pessoas com problemas
mais sérios que o seu, siga em
frente”.

• Frases de incentivo:
“Levanta a cabeça, deixa disso”.
“Pense positivo”.
“A vida é boa”.

Onde buscar ajuda

• Serviços de saúde | CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde).
• Centro de Valorização da Vida – CVV | Telefone: 141 (ligação paga) ou www.cvv.org.br para chat, Skype, e-mail e mais informações sobre ligação gratuita.
• Emergência | SAMU 192, UPA, Pronto Socorro e Hospitais.

🟡 A saúde mental precisa ser vista de forma integral e entendida como um direito fundamental, para além das – importantes – discussões que vemos no setembro amarelo. A gente sabe que às vezes as coisas ficam difíceis. Mas é importante saber que você não precisa segurar essa pressão sem apoio!

🟡 A galera do Combinado Coletivo selecionou alguns grupos e projetos de São Paulo e no ABC que promovem acolhida e acompanhamento psicossocial para pessoas LGBTQIA+ com faixas gratuitas ou com tarifa social.

Salva esse post pra consultar quando precisar, e encaminhe para a sua rede!
💛 Busque ajuda profissional 💛
 
Clínica escola de psicologia da Universidade Paulista: https://bit.ly/PsicoUnipLGBT
Canto Baobá Psicologia: https://www.cantobaoba.com.br/
Vale conhecer também o Projeto Sobreviver: https://bit.ly/SobreviverABC

CENTENÁRIO DE PAULO FREIRE É TEMA DE PROGRAMA DO CANAL FUTURA

Episódio do programa Debate celebrou os 100 anos do patrono da educação brasileira, com participação do diretor internacional da Viração. Assista

O programa Debate, da grade do Canal Futura, celebrou o centenário de Paulo Freire em um episódio especial que reuniu Ângela Antunes, diretora pedagógica do Instituto Paulo Freire, Mariana Rosa, ativista pelos direitos PcD’s e o diretor internacional e fundador da Vira, Paulo Lima.

No episódio foram discutidos o legado de Paulo Freire para a educação, a experiência de Angicos e a importância de uma pedagogia que seja coerente com a concepção de mundo e a vida prática das pessoas, para garantirmos uma sociedade cada vez mais democrática e emancipadora. O diretor da Viração apresentou o trabalho da organização e suas interseções com as teorias freireanas presentes na educomunicação.

E como saber se as ideias de Paulo Freire estão presentes na escola? 

Para ser significativa, é preciso que a escola conheça a vida dos educandos. Isso se faz através de uma gestão democrática da escola, da criação de espaços de escuta e participação política dentro da escola e que atendam também toda a comunidade escolar, da valorização da diversidade e da comunicação sem autoritarismos e muitos outros pontos presentes nas ideias de Paulo Freire frequentemente presentes na escola.

O episódio especial foi ao ar por ocasião do aniversário de Freire e está disponível gratuitamente.

Assista aqui e compartilhe:

https://canaisglobo.globo.com/assistir/futura/debate/t/7qDDbrqg8h/

Acompanhe o XII Encontro Internacional do Fórum Paulo Freire

As atividades acontecem entre 16 e 19 de setembro, em Paris, com transmissão ao vivo; diretor internacional da Viração participa de uma das conferências falando sobre ‘A Educomunicação e os direitos dos jovens e adolescentes’. Saiba como se inscrever;

Entre 16 e 19 de setembro acontece o XII Encontro Internacional do Fórum Paulo Freire, na cidade de Paris, com diversas discussões relacionadas ao tema “Educação, Gênero e Migração: ameaças e oportunidades em um contexto de crescentes discursos de ódio on-line”.

O evento, que seria realizado em 2020 mas foi adiado por conta do agravamento da pandemia, terá as atividades transmitidas ao vivo e é dividido em duas etapas:

  • Uma sessão acadêmica, entre os dias 16 e 17 de setembro (quinta e sexta feira), com o tema “Educação, gênero e migração no contexto do discurso de ódio on-line”, com o objetivo de discutir problemas relacionados à propagação do discurso de ódio na internet, particularmente com os recortes de gênero e relacionados às migrações em diferentes países do mundo.

Seu objetivo é mostrar como a educação crítica na mídia, inspirada em Paulo Freire, pode ajudar a combater o discurso de ódio online. 

  • Um Fórum de Educação Social, agendado para os dias 18 e 19 de setembro (sábado e domingo), que reunirá associações de educação popular, sindicatos e outros grupos da sociedade civil de todo o mundo que se identifiquem com o legado de Paulo Freire e suas vertentes feministas (notadamente os vistos na obra de bell hooks) e seu engajamento com os chamados ‘oprimidos’.

Paulo Lima, fundador e atual diretor internacional da Viração participa do Fórum na conferência “Educação à Distância e a pedagogia Freiriana – abordagens e práticas”, juntamente com outros convidados, falando sobre educomunicação e os direitos de adolescentes e jovens. 

Marque na agenda:

Educação à Distância e pedagogia freiriana – abordagens e práticas – XII Fórum Internacional Paulo Freire – Conferência do XII Encontro Internacional do Fórum Paulo Freire.

DATA – 16/09 – de 16h às 17h30 – horário de Paris | 21h no Brasil

 Conferencistas : 

  • Prof. Dr. Paulo Roberto Padilha – EaD frerirana – experiências e práticas do IPF – Brasil.
  • Prof. Dr. Pier Cesare Rivoltella-  Università Cattolica del S. Cuore di Milano – Italia – Media Education e pedagogia crítica de Freire.
  • Prof. Dra. Angela Antunes – Projeto digital de Alfabetização Cidadã.
  • Prof. Paulo Lima –Diretor da ONG – Viração Educomunicação – A Educomunicação e os direitos dos jovens e adolescentes.

Faça sua inscrição para acompanhar o evento! As instruções de acesso serão enviadas pelos organizadores por e-mail:

Clique aqui para se inscrever no XII Encontro Internacional do Fórum Paulo Freire

 

O evento está repleto de atividades em português. Para conhecer a programação completa do evento, acesse o site oficial: https://forumfreire2020.sciencesconf.org/ 

Mais de 60% de adolescentes e jovens que menstruam já deixaram de ir à escola ou a outro lugar que gostam por causa da menstruação, alertam UNICEF e UNFPA

Enquete realizada via plataforma U-Report Brasil com 1,7 mil pessoas revela  experiências, impressões e desafios de adolescentes e jovens no Brasil sobre a menstruação

 

A menstruação, por mais que seja um processo natural, ainda é um tabu que afasta adolescentes e jovens da escola e causa constrangimento. É o que mostra uma enquete sobre saúde e dignidade menstrual, realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), por meio da plataforma U-Report, em todo o Brasil. Embora não seja uma pesquisa com rigor metodológico, a enquete traz a visão de mais de 1.730 pessoas, a maioria entre 13 e 24 anos, que responderam voluntariamente. Entre elas, 82% menstruam e 18% não.

 

A experiência de menstruar é vista como algo muito difícil por 2 em cada 10 participantes da enquete que menstruam. Para 45%, é uma experiência mais ou menos difícil e 34% afirmam que “levam de boa”.

 

Entre quem menstrua, 62% afirmam que já deixaram de ir à escola, ou outros lugares por causa da menstruação. Além disso, 73% dizem que  já se sentiram constrangidas na escola ou em outro lugar público por conta menstruação. 

 

O constrangimento é também notado por quem não menstrua: 58% disseram que já presenciaram essas situações de constrangimento.

 

“A dignidade menstrual é um direito de cada adolescente e jovem que menstrua. É essencial retirar o tabu em relação ao tema. As escolas têm um papel fundamental nesse processo. Cabe a elas acolher todas as pessoas que menstruam, e contribuir para transformar o ambiente escolar em um espaço acolhedor, sem bullying, e que respeite a todas e todos”, defende Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil.

 

Dignidade menstrual

 

Entre adolescentes e jovens que menstruam, 35% afirmaram que já passaram por alguma dificuldade por não ter acesso a absorventes, copinhos, água ou outra forma de cuidar da higiene menstrual. 

 

“A experiência de menstruar tem sido algo difícil para muitas pessoas que menstruam, seja pela falta de insumos, como absorventes, seja pelas condições estruturais, como água e banheiro. Na enquete, ouvimos pessoas que, na falta de recursos mínimos, relataram uso de fralda, pano e até sabugo de milho no período menstrual. Isso tem um impacto profundo no direito de ir e vir, na construção de autoestima e confiança corporal, e na dignidade de pessoas que menstruam”, afirma Astrid Bant, representante do UNFPA no Brasil.

 

Educação sobre o tema

As informações sobre menstruação ainda não fazem parte da vida escolar. Entre as pessoas que menstruam, 71% disseram que nunca tiveram aulas, palestras ou rodas de conversa sobre cuidados na menstruação na escola. Entre quem não menstrua, 58% nunca tiveram. 

 

As mães aparecem como as principais responsáveis por introduzir o assunto às pessoas que menstruam; em 55% dos casos, foram elas as primeiras a trazer informações sobre o tema. Entre as pessoas que não menstruam, as mães também possuem posição de destaque (27%), ficando atrás somente de começar a aprender por conta própria (30%).

 

A enquete é um recado que adolescentes e jovens estão dando à sociedade, por meio do U-Report. É essencial garantir espaços seguros de diálogo nas escolas e nas famílias para garantir que os direitos menstruais sejam respeitados. 

Sobre a enquete

As enquetes do U-Report são realizadas via internet, utilizando WhatsApp, SMS e Messenger do Facebook, em parceria com a Viração Educomunicação, com mais de 95 mil adolescentes e jovens inscritos. Não se trata de pesquisas com rigor metodológico, mas de consultas rápidas por meio de redes sociais entre pessoas, principalmente de 13 a 24 anos, cadastradas na plataforma. Esta enquete apresenta a opinião de 1,7 mil adolescentes e jovens e não pode ser generalizada para a população brasileira como um todo. Os resultados da enquete completa estão disponíveis em: https://www.ureportbrasil.org.br/opinion/2351/

Sobre o UNICEF

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) trabalha em alguns dos lugares mais difíceis do planeta, para alcançar as crianças mais desfavorecidas do mundo. Em 190 países e territórios, o UNICEF trabalha para cada criança, em todos os lugares, para construir um mundo melhor para todos. Saiba mais em www.unicef.org.br

Acompanhe nossas ações no Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e LinkedIn.

Você também pode ajudar o UNICEF em suas ações. Faça uma doação agora.

Sobre o UNFPA

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) é a agência de desenvolvimento internacional da ONU que trata de questões populacionais. Desde sua criação, em 1969, tem sido um ator-chave nos programas de desenvolvimento populacional relacionados com os temas de saúde sexual, reprodutiva e igualdade de gênero. Saiba mais em https://brazil.unfpa.org/.

Acompanhe do UNFPA em Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e Linkedin

Informações para imprensa 

UNICEF

Elisa Meirelles Reis – ereis@unicef.org – (61) 98166 1649

Luiza Maia – luiza.maia@loures.com.br – (21) 97220-8325 

João Suckow – joao.suckow@loures.com.br

UNFPA

Fabiane Guimarães – imprensa.brasil@unfpa.org – (61) 99998 3100

LAB Jovens – Defensoras e Defensores do Oceano e dos Rios

Prêmios, oficinas e mentorias para jovens brasileiros

Já estão abertas as inscrições para o Lab Jovens, um projeto inovador que prepara a construção de uma rede nacional permanente de jovens ativistas do meio ambiente. O combate à poluição das águas e a luta contra os microplásticos é o tema do programa deste ano, organizado por um grupo de entidades brasileiras e internacionais.

O Lab Jovens é gratuito e aberto a jovens de 18 a 26 anos que participarão de webinários, oficinas e encontros orientados para o desenvolvimento de projetos que poderão sair do papel e ganhar mares e rios, Brasil afora. A L’Oréal, a Delegação da União Europeia e a Embaixada da França irão financiar iniciativas desenvolvidas durante o Lab Jovens com um fundo semente de até 5 mil reais para cada uma.

Inscreva-se aqui

 

Inscrições abertas até o dia 10 de junho

O LAB Jovens acolherá até 200 participantes na primeira etapa, que prevê uma série de eventos sobre a poluição e a proteção dos rios e oceanos.

Nas etapas seguintes, que se estendem até o fim do ano, os novos ativistas aprenderão como planejar e colocar em prática um projeto, como buscar financiamento e defender sua ideia em público. O LAB Jovens capacitará os participantes, fornecendo as ferramentas e o acompanhamento necessários, com apoio de mentores, troca de experiências e criação de uma comunidade de jovens ativistas.

Essa comunidade já começa a se reunir no perfil @labjovens no Instagram. As inscrições podem ser feitas pelo site: debatesideias.com.br/labjovens

 

Campos de atuação

O LAB Jovens celebrará a diversidade de atuação, e apoiará e premiará projetos e iniciativas que abordam o ativismo sob diferentes perspectivas – comunitária, científica, artística, jornalística, e internacional.

Inovador no formato e ambicioso quanto aos resultados, esse projeto vem atender a uma urgência que se impõe atualmente. 70% da superfície de nosso planeta é coberta pelos oceanos que são responsáveis por, pelo menos, 50% de nosso oxigênio produzido na Terra. Entretanto, 40% dos oceanos são considerados fortemente afetados pela atividade humana. O Lab Jovens acredita que a criação de uma rede permanente de jovens ativistas pode mudar isso por meio da conscientização e da ação.

 

Coletivo de organizadores:

  • Embaixada da França;
  • Câmara de Comércio França Brasil;
  • Delegação da União Europeia no Brasil;
  • Fondation Tara Océan;
  • Fundo Casa;
  • Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento – IRD;
  • Instituto Serrapilheira;
  • Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente;
  • UNESCO Brasil.

O LAB Jovens faz parte do projeto mais amplo, o FrancEcoLab Brasil, que visa sensibilizar escolas e jovens ativistas sobre o meio ambiente. Este ano, mais de 3.500 alunos de 50 escolas de todo o Brasil – do ensino fundamental ao médio – estão trabalhando conteúdos sobre a preservação do planeta e seus ecossistemas. A eles, se juntam agora os 200 jovens do LAB Jovens.

A Viração Educom e a Agência Jovem de Notícias são parceiras desse projeto.

Conanda Vive e Luta: Ato virtual marca mobilização pelo funcionamento do Conselho

Atividade será transmitida ao vivo, dia 12 de fevereiro, nas redes sociais do Conselho Federal de Psicologia, com entidades parceiras

Organizações da sociedade civil comprometidas com a defesa incondicional dos direitos de crianças e adolescentes promovem, na próxima sexta-feira (12), a partir das 14h30, o ato virtual “CONANDA Vive e Luta”. O ato manifesto visa a denunciar o desmonte e o não funcionamento do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e Adolescente (Conanda), instância máxima de formulação, deliberação e controle das políticas públicas para a infância e a adolescência na esfera federal. O ato virtual será realizado pelo Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (FNDCA) com apoio do Conselho Federal de Psicologia (CFP), entidade que esteve na presidência do CONANDA no biênio 2019/2020. 

Durante o ato será lançada a “Carta Manifesto em Defesa do CONANDA e da Eleição no Biênio 2021/2022”, porque a gestão do CFP se encerrou em dezembro e ainda não houve publicação no Diário Oficial da União da resolução sobre as eleições, mesmo com edital aprovado em plenária do Conanda. Sem gestão eleita não há funcionamento do Conselho.

Além da falta de eleição, o CONANDA tem sofrido fortes ataques na tentativa de extinguir os colegiados de participação e controle social, visando esvaziar seu sentido e modo de funcionamento. Para as entidades que organizam o ato, deixar o Conanda inativo viola a Constituição Federal com riscos à proteção dos mais de 65 milhões de crianças e adolescentes.

Serviço:

Ato virtual: Conanda Vive e Luta
Sexta-feira, 12 de fevereiro, às 14h30
Ao vivo, nas redes sociais do CFP e entidades parceiras
Confirme presença no evento do Facebook

➡️ Saiba mais aqui: http://bit.ly/2MOca1q

📺 Assista aqui: https://www.youtube.com/watch?v=UbRKshtRQH8

📲 Compartilhe nas redes: http://bit.ly/3oZ6iiU

🗓️ Confirme presença no evento do Facebook: http://bit.ly/371QA0d

Enquetes mapeiam o uso da internet entre adolescentes e jovens

Entre os meses de abril e junho, a Viração, por meio dos projetos Consulta Brasil e U-Report Brasil, realizou quatro enquetes com adolescentes e jovens sobre o uso da internet; do acesso à rede e à educação remota diante da pandemia, às relações por meio das redes sociais e segurança de dados pessoais. 

 

As enquetes fazem parte do projeto Consulta Brasil, que consiste na realização de pesquisa participativa com o público infanto-juvenil a respeito do uso das TICs como estratégia para formação, mobilização e sensibilização sobre o tema; prevê também a criação de produtos de comunicação e materiais didáticos com diretrizes e metodologias para trabalhar o uso seguro e cidadão das TICs, voltados aos operadores do Sistema de Garantia de Direitos e às crianças e adolescentes.

 

A Viração em parceria com a Rede Conhecimento Social co-criou um questionário com as crianças e adolescentes participantes das oficinas – o qual foi aplicado presencialmente e por meio de plataforma online no ano passado e, agora, foi adaptado para U-Report, de acordo com as demandas específicas deste momento de distanciamento social onde o uso de Tecnologias da Comunicação e Informação (TICs) assumiram um espaço maior no cotidiano. 

 

O questionário mapeou dados e opiniões de adolescentes e jovens de todo o país. Ao todo, foram mais de 2.000 respostas. Os resultados serão utilizados para a criação de dois guias a respeito do uso consciente e cidadão das TICs por crianças e adolescentes, sendo um volume para familiares, educadores e demais operadores do Sistema de Garantia de Direitos (SGD) e um para crianças e adolescentes.

Confira os detalhes da pesquisa nos links:

Estudar em casa: Quais são os desafios para estudantes de escolas públicas das favelas e periferias?

Adolescentes e jovens que vivem em favelas e periferias responderam à enquete do U-Report Brasil sobre estudar em casa na quarentena.

Estudar em casa é um desafio para todo mundo, posto que exige maior autonomia para organização e a necessidade de criar um ambiente onde se possa ter concentração. Vários fatores que circundam o espaço, como ruídos, qualidade da conexão ao meio pelo qual se estuda, entre outros, também interferem. Quando se fala em estudar em casa morando em uma favela ou periferia, de que forma esses fatores se combinam? Geram quais desafios?

Ao todo, 735 adolescentes e jovens de favelas e periferias responderam à enquete pelo chatbot da plataforma U-Report em redes sociais como o Facebook Messenger e o WhatsApp sobre estudar em casa. As respostas vieram de todas as regiões do país. E os estados mais ativos na enquete foram São Paulo, Maranhão e Bahia. 

Entre a galera que respondeu, 54% está matriculada em uma escola, sendo 81,41% em escolas públicas. E é sobre elas que falaremos por aqui.

Condições para estudar

Em relação à estrutura para acessar a educação remota, quando questionados/as se têm um espaço adequado para estudar em casa – onde possam ficar a sós ou, ao menos, longe de barulhos que os/as desconcentram, 62,69% dos/as adolescentes e jovens responderam que não. Ao responderem se possuem um computador (desktop, notebook, tablet etc.) para estudar, 57% afirma não ter, apesar de 81% ter wi-fi em casa.

Eu tenho recursos básicos para o ensino em casa, mas meus vizinhos não, alguns amigos de escola e parentes também não. E isso acontece muito nas periferias e favelas. A desigualdade social é o nosso maior problema.

Menina, 14 anos, branca, de Maranhão

Ao responderem se sentem que possuem mais condições de estudar neste momento, 62,10% afirma que não. Entre as pessoas que afirmam que sim, a maioria (34,82%) aponta que é porque consegue se concentrar melhor estudando em casa, tem mais tempo pra ler e gosta de estudar pela internet. Entre quem diz que sente que têm menos condições de estudar, a maioria (31,43%) afirma que não está conseguindo se concentrar, não está se sentindo bem emocionalmente para conseguir estudar, tem que cuidar da casa e/ou família e que é difícil acompanhar os conteúdos em aulas online.

Os maiores desafios para adolescentes e jovens de periferias estudarem em casa

Acesso a conexão de internet e acredito que o psicológico de ninguém está totalmente bem neste momento, todos estão aflitos com tudo que vem acontecendo. Aqui em minha cidade está uma situação bem crítica. Vejo adolescentes do meu bairro que nem tem um celular ou tablet, que não tem condições de comprar. E. infelizmente, as aulas não param, os conteúdos avançam. E eles, infelizmente, ficaram para trás. Como sempre.

Menina, Ceará, 15 anos, negra

A enquete finalizou com uma pergunta aberta aos respondentes sobre qual seria, para eles/as, o maior desafio para crianças, adolescentes e jovens das periferias e favelas estudarem em casa. Entre as respostas, se destacam: (i) questões de infraestrutura, como a falta de ambiente próprio para estudo, carência de aparelhos eletrônicos e acesso à internet, além das escolas que não estão disponibilizando meios de ensino a distância; (ii) questões emocionais, como a preocupação com a própria saúde e a de familiares, ansiedade diante deste momento e implicações na saúde mental; e (iii) questões relacionadas à qualidade do ensino, do afastamento da escola e falta de orientação de professores às dificuldades de se adaptar a estudar online.

Confira outras respostas sobre os desafios:

Ter que escolher entre estudar ou trabalhar. Estudar fica difícil porque não tem estrutura e, ao trabalhar, pelo menos tem uma renda pra ajudar a família nesse momento tão difícil

Menina, 15 anos, raça não-declarada, Mato Grosso

“Se concentrar nos estudos e ‘esquecer’ o caos: falta de dinheiro, conhecidos doentes, ministros que não tem a juventude periférica como pauta, desespero pela incerteza de até quando isso irá durar…

Menina, 17 anos, branca, de São Paulo

Muitos tem que trabalhar para arrumar um alimento, porque antes comiam na escola e agora não tem mais esse alimento.

Menina, 14 anos, branca, Ceará

U-Oquê?

O U-Report é um projeto do escritório de inovação global do Unicef implementado pela Viração Educomunicação no Brasil. Funciona como uma ferramenta de participação social no meio digital, que tem como objetivo mobilizar e envolver a juventude em discussões sobre seus próprios direitos.

Basicamente, o projeto atua por meio de um chatbot social (um robô) que troca ideia com adolescentes e jovens.  Os conteúdos são distribuídos na forma de enquetes, infocentros, materiais educativos, desafios temáticos, transmissões ao vivo, entre outros, e chegam aos jovens por meio de aplicativos que fazem parte do cotidiano.

Você pode fazer parte do U-Report através do Facebook ou do WhatsApp.

Imagem destacada: ‘Mesa de estudos de Luciano Alves que investe nos livros, já que não tem acesso à internet | Foto: arquivo pessoal’ / Reprodução Ponte Jornalismo

Jovens em distanciamento: ansiedade, tédio e saudades de crushs

Ao todo, 3.933 pessoas de todo o Brasil responderam à enquete da plataforma U-Report Brasil sobre a pandemia de covid-19

Por Silvana Salles, para a Agência Jovem de Notícias

A ansiedade com o coronavírus, o tédio, as saudades de amigues e crush, o interesse em conhecer formas de organizar os estudos. Tudo isso faz parte do cotidiano da maioria de adolescentes e jovens que responderam à enquete do U-Report Brasil sobre a pandemia de covid-19. Ao todo, 3.933 pessoas responderam à enquete pelo chatbot da plataforma em redes sociais como o Facebook Messenger e o WhatsApp. As respostas vieram de todos os estados do Brasil, 79% delas de fora das capitais. O estado mais ativo na enquete foi o Ceará – justamente um dos mais afetados pela epidemia de coronavírus.

As pessoas que participaram da enquete tiveram de responder a quatro perguntas sobre distanciamento social e como se sentem em meio à pandemia. Jovens de até 19 anos representam a vasta maioria das que responderam. Juntos e juntas, somam 78% da amostra da pesquisa, segundo a tabulação da equipe do U-Report.

A diferença de percepção entre quem mora ou não em uma capital

Na opinião dos/as participantes, o maior desafio em meio à pandemia tem sido lidar com a preocupação e a ansiedade em relação ao coronavírus. Essa preocupação foi um pouco mais frequente entre moradores de capitais do que entre aqueles/as que moram em outras cidades, mas foi a mais citada em ambos os grupos.

No primeiro, representa 29% das respostas. No segundo, 23%. Os outros desafios variam um pouco conforme a faixa etária. Entre as crianças e adolescentes de até 14 anos que moram em capitais, o maior desafio é ficar longe de amigues e crush. Nas outras cidades, o tédio foi o mais citado.

A enquete foi realizada no dia 14 de abril. Naquela data, a grande maioria dos/as participantes declarou que estava cumprindo o distanciamento social: o índice passou de 80% tanto nas capitais quanto nas outras cidades brasileiras.

Quando questionadas sobre como estão se sentindo, mais pessoas marcaram as respostas “estou bem, mas varia”, “me sinto confiante” e “tenho bastante ansiedade”. A resposta menos frequente foi “estou feliz, tenho aprendido muito”.

Essas respostas sobre sentimentos variaram levemente dependendo do local de moradia dos/as participantes. Nas capitais, “estou bem, mas varia” liderou com 30%. Fora delas, “me sinto confiante” passou na frente, também com 30% das respostas.

A diferença de percepção entre gêneros

Além das diferenças entre localidades, há também algumas entre gêneros. Entre os meninos e homens que não moram em capitais, o tédio foi mais frequente do que nas respostas das meninas e mulheres.

A enquete também perguntou aos jovens o que eles gostariam de acessar para ajudar a passar o tempo. As meninas e mulheres, tanto das capitais quanto fora delas, querem principalmente acesso a conteúdos sobre cuidados com saúde mental e aprender a organizar os estudos.Os meninos e homens das capitais também querem informações confiáveis sobre a Covid-19.

Já os que vivem em outras cidades têm interesse em saber como organizar estudos, em formas de interagir com outros jovens e em ferramentas para construir projetos. No índice geral, jovens das capitais estão mais interessados em cuidados com saúde mental e os/as do interior, em saber como organizar os estudos.

Aliás, falando em gênero, as meninas e mulheres foram as mais engajadas na enquete. Entre as pessoas que declararam gênero na enquete, 38% se identificam com o gênero masculino e 62% com o feminino. Elas também aderiram mais ao distanciamento social. Nas capitais, 84% disseram estar cumprindo o distanciamento, enquanto 77% dos homens e meninos declararam o mesmo. Fora das capitais, as respostas foram 84% e 76%, respectivamente.

U-Oquê?

O U-Report é um projeto do escritório de inovação global do Unicef implementado pela Viração Educomunicação no Brasil. Funciona como uma ferramenta de participação social no meio digital, que tem como objetivo mobilizar e envolver a juventude em discussões sobre seus próprios direitos.

Basicamente, o projeto atua por meio de um chatbot social (um robô) que troca ideia com adolescentes e jovens.  Os conteúdos são distribuídos na forma de enquetes, infocentros, materiais educativos, desafios temáticos, transmissões ao vivo, entre outros, e chegam aos jovens por meio de aplicativos que fazem parte do cotidiano.

Você pode juntar-se ao U-Report através do Facebook ou do WhatsApp.

Texto publicado originalmente no site da Agência Jovem de Notícias, em 03 de junho de 2020.