Geral

AMAZÔNIA DE PÉ – um projeto de lei para frear o desmatamento da floresta

Campanha convida sociedade civil para se unir em prol da floresta, que pode virar savana até 2050; Viração e Agência Jovem de Notícias se somam à mobilização

Uma série de pesquisas mostra que a Amazônia nunca esteve tão ameaçada.

A prova é o crescimento desenfreado do desmatamento nos últimos três anos em comparação ao triênio anterior, segundo relatório do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia). Como forma de combater a destruição na Amazônia legal brasileira, a ONG de mobilização e solidariedade NOSSAS ouviu diversos especialistas e organizações para propor o projeto de lei de iniciativa popular (PLIP) “Amazônia de Pé”, que cobra do governo federal a proteção dos territórios mais atacados na região: as florestas públicas não destinadas. Além de mostrar que a preservação da Amazônia é tema urgente para a política nacional e internacional, a campanha busca reunir 1,5 milhões de assinaturas de brasileiros para apresentar o projeto no congresso nacional em 2023. O lançamento, que acontece no dia 11 de maio, contará com ações de rua nas cidades de Belém, Manaus, Recife, Rio de Janeiro, São Luís e São Paulo.

De acordo com o último relatório publicado pela revista britânica Nature, 75% do desmatamento da Amazônia é irreversível: ou seja, são territórios onde a floresta não cresce mais. Nesse ritmo, diz a revista, a Amazônia vai virar savana ainda no século XXI. Já a revista One Earth prevê que a mudança de bioma pode acontecer em 30 anos. O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) aponta que os territórios mais afetados são as terras públicas não destinadas, que são terras federais sem uso, sem proteção, que estão à mercê da grilagem. Segundo a Lei nº 9.985 de 2000, essas terras já deveriam ser entregues a entidades que podem preservar a vegetação existente nesse espaço. O Estado segue ignorando sua obrigação por 22 anos.

A Lei “Amazônia de Pé”, proposta pela ONG NOSSAS em parceria com mais de 60 organizações – entre elas a Viração Educomunicação e o projeto Agência Jovem de Notícias, obriga que o governo transforme essas terras sem proteção em Unidades de Conservação da Natureza, territórios indígenas e quilombolas para, dessa forma, serem preservadas de fato.

A ideia é que essas terras fiquem sob proteção de quem cuida da floresta, transformando territórios desprotegidos em áreas ocupadas. “Estamos vivendo uma emergência climática e não temos tempo a perder, é preciso resguardar nossas florestas públicas e deixá-las com quem sabe cuidar e conservar. Manter a Amazônia de Pé é sobre equilibrar a temperatura média do nosso planeta, proteger o maior reservatório de água do mundo, fortalecer a economia dos povos da floresta e evitar que o Brasil enfrente, em um nível catastrófico, uma série desenfreada de eventos climáticos extremos”, argumenta Karina Penha, coordenadora de mobilização da campanha Amazônia de Pé.

Atualmente, são mais de 50 milhões de hectares de terras públicas não destinadas na Amazônia Legal brasileira, área que corresponde a duas vezes o estado de São Paulo. Estas áreas podem até ser entendidas como “sem dono”, pois historicamente não tiveram uso destinado, mas hoje estão sendo invadidas e devastadas, o que tem contribuído para destruição da Amazônia. O IPAM, em relatório publicado em 2022 sugere que a destinação dessas terras é uma das medidas necessárias para frear o avanço do desmatamento e preservar a floresta.

 

INICIATIVA POPULAR

Um projeto de lei de iniciativa popular é uma ferramenta democrática em que o povo cria leis que julga urgentes para suas realidades e as apresenta para discussão e votação no Congresso Nacional. Na história brasileira, quatro leis foram aprovadas a partir da ferramenta: a mais notável delas é a Lei da Ficha Limpa de 2010, que proíbe que políticos condenados em segunda instância possam se candidatar novamente. Essa vitória da democracia inspirou a ONG NOSSAS a escrever uma proposta que visa proteger a floresta amazônica em seu momento mais crítico de destruição.

“A emergência climática é uma realidade e, para mitigá-la, nós brasileiros temos um enorme desafio em 2022 que é eleger governantes radicalmente comprometidos com o bem estar da nossa gente e com a conservação das nossas riquezas naturais. Em contraponto, o NOSSAS estará reunindo essas assinaturas para que o povo não espere somente pelos representantes e utilize essa poderosa ferramenta que é o projeto de lei de iniciativa popular para fazer política com as próprias mãos. A floresta Amazônica é o maior patrimônio natural do nosso planeta e lutar pela sua manutenção é construir um futuro no presente” defende Cledisson Junior, gestor de advocacia do NOSSAS.

Para que a lei seja aprovada, a “Amazônia de Pé” precisa coletar 1,5 milhões de assinaturas físicas de brasileiros de todo o país e entregá-las no congresso nacional em 2023. Para isso, estão sendo mobilizadas diversas entidades que já trabalham com a pauta climática e com a proteção da biodiversidade, além da sociedade civil como um todo para que o povo esteja engajado e veja a proteção da Amazônia uma prioridade do presente. 

 

COMO ASSINAR

Qualquer brasileiro com título de eleitor pode se tornar um co-autor da lei.

O processo começa no site amazoniadepe.org.br que, além de apresentar a minuta do projeto de lei na íntegra, também ensina como baixar a ficha, assinar e coletar assinaturas de outras pessoas. Por fim, a ficha poderá ser entregue em um dos pontos de coleta espalhados pelo Brasil ou enviada pelos Correios para a caixa postal da campanha. Todas as 1,5 milhões de assinaturas serão reunidas e entregues fisicamente em Brasília no Congresso Nacional em 2023. Além do site, a campanha segue nas redes sociais e nas ruas com um calendário de mobilizações e ações de coleta de assinaturas em diálogo com o povo brasileiro.

“A gente não pode mais perder tempo assistindo a Amazônia ser destruída diante dos nossos olhos… Precisamos conversar com nossas famílias, nossos amigos, nossos vizinhos. Sabemos que eles se importam com a floresta, agora é a hora de pedir que eles não só se importem, mas ajam. Todos nós, juntos, precisamos construir a maior mobilização em defesa da Amazônia que esse país já viu, para que não reste dúvida ao novo Congresso: proteger a Amazônia é uma prioridade dos brasileiros. E qualquer pessoa pode fazer isso, conversando com quem está ao seu redor e pedindo uma assinatura em defesa da Amazônia de Pé”, explica a diretora da campanha, Daniela Orofino, convidando a sociedade para a mobilização.

Para Leila Borari, indígena do povo Borari de Alter do Chão (Pará), aprovar o “Amazônia de Pé” é decisivo para garantir a vida das próximas gerações. O projeto “é a esperança de que a nossa geração possa deixar uma Amazônia viva para as futuras, onde podemos barrar o desequilíbrio ambiental que estamos causando e acima de tudo, um lugar seguro para os povos tradicionais viverem”, conclui Leila, mobilizadora da campanha na Amazônia.

 

SOBRE NOSSAS:

A Nossas é uma organização sem fins lucrativos comprometida com o fortalecimento da democracia, da justiça social e da igualdade. Há mais de dez anos desenvolvendo projetos, táticas e estratégias de mobilização e solidariedade, ela está presente em todo o território nacional. Foram dezenas de campanhas realizadas na última década, mobilizando e formando redes de ativismo em torno de pautas como a violência de gênero e cor, justiça climática, defesa da democracia, entre outras.

SERVIÇO

Amazônia de Pé – ONG NOSSAS lança projeto de lei de iniciativa popular pela preservação da Amazônia

Dia: 11 de maio

Local: redes sociais e ações nas ruas de Belém, Manaus, Rio de Janeiro, São Luís, Recife e São Paulo

Mais informações: http://amazoniadepe.org.br 

 

ASSESSORIA AMAZÔNIA DE PÉ

Gustavo Aguiar

gustavo@nossas.org

+55 91 9 8109 9565 (WhatsApp)

 

RPM Comunicação

Monica Hing

monica@rpmcom.com.br

(21) 99551-8536

Nove em cada dez adolescentes acreditam que o voto tem poder para transformar a realidade, mostra enquete do UNICEF com a Viração

Levantamento online realizado com mais de 3 mil adolescentes entre 15 e 17 anos revela que 64% pretendem votar nas eleições deste ano.

 

Brasília, 18 de abril de 2022 Faltando poucas semanas para terminar o prazo para tirar o título de eleitor, uma enquete do UNICEF e da organização da sociedade civil Viração Educomunicação revela que a maioria dos adolescentes participantes quer exercer o direito ao voto em 2022.  Nove em cada dez afirmam que o voto tem poder para transformar a realidade. Além disso, 64% afirmam que vão votar este ano; 21% ainda não sabem se vão votar ou não; e 15% disseram que não vão votar. Mais de 3 mil adolescentes de 15 a 17 anos de todas as regiões do país participaram da consulta.

“Participar das decisões que impactam sua vida é um direito de crianças e adolescentes. Para meninas e meninos de 16 e 17 anos, o voto é facultativo, mas é um importante instrumento para adolescentes exercerem sua cidadania”, defende Mário Volpi, chefe do programa de Cidadania de Adolescentes do UNICEF no Brasil.

Entre os que disseram que “não vão votar neste ano”, apenas 10% afirmam que, de fato, não querem votar. Outros 17% disseram que não conseguirão tirar o título de eleitor a tempo e 69% afirmaram não ter idade suficiente. Entre quem disse não ter idade suficiente, havia adolescentes de 15 anos que não completarão 16 anos até outubro e não podem votar, mas também alguns de 15, 16 e 17 anos que poderiam votar, mas não tinham essa informação. 

Fica claro, por meio da enquete, que adolescentes querem saber mais sobre como exercer o direito ao voto. Entre os respondentes que “não sabem se vão votar ou não”, 72% disseram que o principal motivo é não ter conseguido tirar o título de eleitor ainda. Entre todos os participantes, 64% disseram querer receber informações sobre como tirar o título de eleitor online. 

“Democracia se faz com participação da sociedade civil. Em diversos países de todo o mundo, os jovens têm desempenhado um papel fundamental nas eleições e na construção de novos sonhos para o futuro do planeta. Quatrocentos e quarenta mil jovens tiraram o título de eleitor no último mês no Brasil, mas falta muita gente! Nosso convite é para que tirem o título e ajudem a construir espaços de formulação de propostas para as eleições que ocorrerão em 2022 no País”, defende Simone Nascimento, presidente da Viração Educomunicação.

“Essa enquete mostra que os adolescentes querem ser ouvidos, contribuir e exercer seu direito à participação. Neste momento, é importante que eles tenham informações sobre como tirar o título e, assim, possam estar aptos a votar em outubro”, complementa Mário Volpi.

Quando perguntados sobre o que pensam a respeito de outros adolescentes e jovens que não tiraram o título, os participantes colocam algumas hipóteses. Para 25% dos adolescentes que participaram da consulta pública, o desinteresse pela política institucional é o principal motivo pelo qual tantos jovens ainda não tiraram o título de eleitor. Para 20%, o principal motivo é o pouco conhecimento sobre política e outros 20% acreditam que é por não considerarem que votar seja algo importante. Além disso, 15% acreditam que a baixa porcentagem de adolescentes aptos a votar se deve ao fato de não se sentirem representados pelos possíveis candidatos e candidatas, 13% por não saberem que podem votar e como tirar título e outros 7% alegaram outros motivos.

Em fevereiro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou a menor porcentagem de adolescentes de 16 e 17 anos com título de eleitor desde a conquista do direito ao voto para essa faixa etária na Constituição de 1988. De acordo com o órgão, pouco mais de 13% estavam aptos para votar nas eleições de 2022 naquele momento. Desde então, campanhas de conscientização têm sido realizadas e os números vêm aumentando. Segundo o TSE, o número de novos títulos de adolescentes de 15 a 17 anos passou de 199.667 em fevereiro para a marca de 290.783 em março, crescimento superior a 45%. 

Sobre a enquete

As enquetes do U-Report Brasil são realizadas virtualmente pelo WhatsApp, Telegram e Facebook Messenger, por meio de um chatbot. O projeto é desenvolvido pelo UNICEF em parceria com a Viração Educomunicação e conta com mais de 140 mil adolescentes e jovens inscritos. Não se trata de pesquisas com rigor metodológico, mas de consultas rápidas por meio de redes sociais entre pessoas, principalmente adolescentes e jovens, que se cadastram na plataforma. Esta enquete apresenta a opinião de mais de 3,1 mil adolescentes de 15 a 17 anos e não pode ser generalizada para a população brasileira como um todo.

Temos vagas! Confira os detalhes e participe dos processos seletivos de março / 2022

São vagas para analista de projetos (PJ) e estágio em comunicação, recebendo candidaturas até 20/03/2022. Confira os editais e participe da seleção enviando currículo + carta de apresentação por e-mail

A Viração é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua nas áreas de educomunicação, juventudes e mobilização social. O objetivo é, através da educomunicação, mobilizar adolescentes e jovens para a promoção e defesa de seus direitos, possibilitando a construção de uma sociedade justa, participativa e plural.

Estamos em busca de profissionais para ocupar as funções de analista de projetos (PJ) e estágio em comunicação.

Os processos seletivos estão abertos até 20 de março de 2022, e interessades podem se candidatar enviando currículo + carta de apresentação para o e-mail selecao@viracao.org, destacando para qual vaga está se inscrevendo no campo “Assunto”.

Os processos seletivos acontecerão por análise de currículo + carta de apresentação, entrevista e teste prático, para todas as funções. A Viração prioriza a contratação de pessoas negras, indígenas, imigrantes, mulheres, mães-solo e LGBTQIAP+, com especial atenção para a população trans. Se você se identifica com alguma dessas condições, indique na carta de apresentação. Saiba mais detalhes abaixo:

  1. Analista de Projetos – prestador de serviço | ” Desafio global Chama na Solução”

Profissional prestador de serviço em projeto global de mobilização e fomento a iniciativas de adolescentes e jovens com foco no enfrentamento das mudanças climáticas e na criação de um presente-futuro sustentável e assentado nos potenciais da natureza e da criatividade cultural.

Objetivos do trabalho

Profissional será responsável pela organização das atividades do projeto, cuidando do fluxo interno de comunicação de atividades das equipes implicadas em campo e nos escritórios envolvidos, a preparação e a conferência das atividades e o apoio para a correta realização das ações previstas.

Informações da vaga

  • Carga horária: 30 horas semanais
  • Local de trabalho: Sede da Viração com possibilidade de viagens. (Híbrido durante o momento de distanciamento social em função da COVID-19)
  • Ajuda de custo para transporte em caso de trabalho presencial e deslocamento
  • Remuneração compatível com o setor, função e experiência
  • Forma de contratação: Prestação de serviços com emissão de nota fiscal (PJ)

Inscrições até 20/03/22

Forma de candidatura: Envio de currículo e carta de apresentação para o e-mail selecao@viracao.org com o assunto ‘’Vaga projeto Chama na Solução’’.

Fases do processo: Análise de currículo; Entrevista; Atividade prática.

Pessoas aprovadas para cada fase do processo receberão contato no e-mail e no telefone informado.

Acesse o edital completo aqui

2. Analista de Projetos – prestador de serviço | #PAS – Programa de Aprendizagem Socioemocional

profissional para prestar serviço nas atividades desenvolvidas no âmbito do Programa de Aprendizagem Socioemocional, em parceria com a Fundação Municipal de Educação de Niterói, RJ, sob o Termo de Parceria de nº 022/2020. 

 Objetivos

Profissional será responsável pela organização das atividades do projeto, cuidando do fluxo interno de comunicação de atividades das equipes implicadas em campo e nos escritórios envolvidos, a preparação e a conferência das atividades e o apoio para a correta realização das ações previstas.

 Informações da vaga

  • Carga horária: 36 horas semanais.
  • Local de trabalho: Sede da Viração com disponibilidade para viagens. (Híbrido durante o momento de distanciamento social em função da COVID-19).
  • Ajuda de custo para transporte em caso de trabalho presencial e deslocamento.
  • Remuneração compatível com o setor, função e experiência.

Forma de contratação: Prestação de serviços com emissão de nota fiscal (PJ)

Inscrições até 20/03/2022

Forma de candidatura: Envio de currículo e carta de apresentação para o e-mail selecao@viracao.org com o assunto ‘’Vaga projeto PAS’’.

Fases do processo: Análise de currículo; Entrevista; Atividade prática. Pessoas aprovadas para cada fase do processo receberão contato no e-mail e no telefone informado.

Acesse o edital completo aqui

3. Estágio em Comunicação | Institucional e projetos

Para compor a equipe técnica na comunicação institucional e apoiar as demandas dos diversos projetos implementados atualmente, com disponibilidade para início imediato.

Pessoa regularmente matriculada em curso de graduação da área de comunicação (Educomunicação, Jornalismo, Publicidade, Audiovisual e afins) a partir do 3° semestre, com margem de pelo menos um ano até concluir a graduação. Identificação com temas de direitos humanos, liberdade de expressão, educação popular e juventudes.

Informações da vaga

  • Regime de contratação: Estágio
  • Carga horária: de 20 a 30h semanais
  • Bolsa de estágio compatível com experiência e carga horária
    Local de trabalho: Sede da Viração – República, São Paulo -SP. (Híbrido durante o momento de distanciamento social em função da COVID-19 – pagamento de VT para trabalho presencial)

Inscrições até 20/03/2022

Forma de candidatura: Envio de currículo e carta de apresentação para o e-mail selecao@viracao.org com o assunto ‘’Estágio comunicação’’.

Fases do processo: análise de currículo, entrevista e teste prático. Pessoas aprovadas para cada fase do processo receberão contato no e-mail e no telefone informado.

Vaga para início imediato. 

Acesse o edital completo aqui

 

Inscrições abertas para o curso “Aperfeiçoamento em Juventudes, espaço escolar e violências”, da Flacso Brasil

A Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais (Flacso Brasil) apresenta a chamada para o curso de Aperfeiçoamento “Juventudes, espaço escolar e violências: uma proposta de intervenção social” para o ano de 2022.

Realização: Flacso Brasil
Coordenação Acadêmica: Miriam Abramovay
Curso de Aperfeiçoamento, 150 horas, a distância
Duração: 6 meses
Início: 30 de março de 2022
Inscrições: 10 de fevereiro a 25 de março de 2022
Certificação: Aperfeiçoamento em Educação e Juventudes
Trabalho de conclusão de curso: artigo sobre um ou mais temas abordados no curso, segundo as normas da ABNT ou elaboração de uma proposta de intervenção social em uma escola.

O curso “Juventudes, Espaço Escolar e Violências: uma proposta de Intervenção Social” busca atender as demandas de formação continuada de profissionais da educação, da saúde, da segurança, da assistência social, entre outros; pesquisadores; gestores em políticas públicas; profissionais vinculados à área social e/ou da sociedade civil organizada; ativistas e militantes de organizações, movimentos sociais e partidos políticos, de modo integrado e intersetorial. Pretende-se convidar os participantes a conhecer o panorama conceitual e empírico sobre juventudes no Brasil e na América Latina, escola e seus desafios, as violências nas escolas, diagnóstico participativo e plano de ação, a fim de aprofundar leituras, análises, debates para uma melhor compreensão de temas contemporâneos importantes em época de retrocessos e de reconfiguração das relações humanas.

A modalidade do curso será a distância, via internet, através da Plataforma de Educação Virtual da Flacso Brasil. A abertura e o fechamento do curso serão síncronos e as aulas e as atividades assíncronas, de modo que os estudantes possam acessar aulas, tarefas, vídeos, textos e demais materiais nas datas e horários de acordo com a sua disponibilidade, dentro do cronograma previsto. Serão realizados dois encontros online, um de apresentação e um de encerramento. Os cursistas serão acompanhados pelo tutor e pela coordenação acadêmica.

Acesse a chamada completa

Requisitos para ingresso no curso

A inscrição para o curso de Aperfeiçoamento “Juventudes, espaço escolar e violências: uma proposta de intervenção social” solicitará de cada candidato/a:

  • Formulário de inscrição disponível no site;
  • Pagamento dos valores descritos na ficha de inscrição;
  • Documento nacional de identificação ou passaporte (para estrangeiros);
  • Comprovante de escolaridade (diploma e histórico escolar do ensino médio completo ou da graduação ou de pós-graduação);
  • Mini Currículo/Currículo Lattes.

Objetivos

O curso de Aperfeiçoamento “Juventudes, Espaço Escolar e Violências: uma proposta de Intervenção Social” tem como objetivo realizar formação destinada a promover a reflexão e novas práticas, a partir de abordagens interdisciplinares buscando fundamentos teóricos, éticos e práticos quanto aos direitos e à construção da cidadania para uma melhor compreensão do universo juvenil e da escola. Pretende-se fornecer instrumentos e ferramentas conceituais, teóricas e práticas que permitam discutir as juventudes e as violências, a participação dos jovens no contexto atual, as violências e convivência escolar, analisando efeitos e sua vinculação com a participação e a formação cidadã.

O curso em pauta faz parte de ações voltadas à formação continuada de graduandos, graduados, profissionais, e demais interessados no tema, sendo um convite para pensar, propor e executar novos modelos de escola. Trata-se de um aporte teórico-prático fundamental no sentido de aperfeiçoar conhecimentos, habilidades e atitudes, na perspectiva da construção de uma melhor compreensão sobre as juventudes, seu papel na sociedade e de ambientes escolares mais propícios ao pleno desenvolvimento dos sujeitos envolvidos.

Lidar com adolescentes e jovens exige uma revisão permanente de conceitos, categorias e formulações, na perspectiva de potencializar os processos educativos a fim de mudar o clima escolar e as relações sociais nas escolas.

O curso de Aperfeiçoamento “Juventudes, Espaço Escolar e Violências: uma proposta de Intervenção Social” é composto por três módulos de 50 horas cada, com carga horária total de 150 horas.

Público envolvido

Graduandos e graduados; profissionais da educação, da área social e/ou da sociedade civil organizada; pesquisadores; gestores em políticas públicas; ativistas e militantes de organizações, movimentos sociais, partidos políticos, dentre outros.

Período

As aulas terão início em março de 2022 e encerramento previsto para setembro de 2022, prazo final para entrega do trabalho de conclusão do curso.

Estrutura curricular

O Curso de Aperfeiçoamento “Juventudes, Espaço Escolar e Violências: uma proposta de Intervenção Social” terá duração de 6 meses, carga-horária de 150h, com início em março de 2022 e finalização em setembro de 2022, e está dividido em três módulos.

Apresentação do curso (síncrona)

Abertura com vídeo-aula: Antonio Gois – “Panorama sobre Educação no Brasil a partir da cobertura jornalística”

1. Contextualizando as juventudes e violências (50 horas)
1.1. Metodologia de pesquisa 1
1.2. Juventudes, direitos e perspectivas de inclusão social
1.3. Juventudes e Violências
1.4. Juventudes, Escola, novas tecnologias e Educomunicação

ATIVIDADE DE FIXAÇÃO

2. Violências nas escolas (50 horas)
2.1. Violências nas Escolas
2.2. Bullying e cyberbullying nas escolas
2.3. Convivência escolar

ATIVIDADE DE FIXAÇÃO

3. A Escola e seus desafios (50 horas)
3.1. A função social da Escola
3.2. Escola e Família
3.3. Diagnóstico participativo e plano de ação
3.4. Metodologia de pesquisa 2

Fechamento (síncrono)

TRABALHO DE CONCLUSÃO DO CURSO


Equipe docente

Ana Paula da Silva

Pesquisadora no Programa de Estudos e Políticas sobre juventudes, educação e gênero: violência e resistência – Flacso Brasil. Doutoranda em Educação DDSE/UFF. Mestre em Educação, Comunicação e Cultura em Periferias Urbanas (FEBF/Uerj). Bacharel em Comunicação Social, habilitação Jornalismo. Educomunicadora em mídias, educação e comunicação em direitos humanos para adolescentes e jovens desde 2003. Jornalista, Pesquisadora e Produtora cultural. Consultora de comunicação na Secretaria Nacional de Juventude pela Unesco entre os anos de 2014 e 2015. Ativista e militante em juventudes. Pesquisadora nas linhas da educação não-formal; políticas públicas de/para/com juventudes; violência nas escolas; direito à comunicação; cultura política; cultura digital; juventudes periféricas e periferias urbanas.

Eleonora Figueiredo

Pedagoga, pesquisadora no Programa de Estudos e Políticas sobre juventudes, educação e gênero: violência e resistência – Flacso Brasil, Mestrado em Educação (FGV), Especialista em Educação (PUC-RJ), Especialista em Responsabilidade Social Corporativa (UFF/LATEC), Coach Executiva (IBC), Auditora de Sistemas de Gestão da Qualidade – NBR ISO 9001:2008 (HGB). Docência em cursos de pós-graduação/MBA em Gestão de Pessoas (Universidade Federal Fluminense/LATEC), MBA QSMS – Qualidade, Segurança, Meio Ambiente e Saúde e Engenharia Ambiental (Universidade Castelo Branco) e MBA Gestão nas áreas de Operações / Qualidade e Recursos Humanos (Fundação Getúlio Vargas – Cademp). Assessora na Unesco. Docência em cursos de Gestão da Qualidade e Gestão de Pessoas na Escola de Administração do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro – ESAJ (parceria TJ/Fundação Euclides da Cunha/UFF). Coautora de artigos.

Miriam Abramovay

Doutora em Ciências da Educação – Université Lumiere Lyon 2 – França – École Doctorale EPIC – Education Psychologie Information et Communication. Possui graduação em Sociologia – Universite de Paris VIII (1975), graduação em Ciência da Educação – Université de Paris VIII (1975) e mestrado em Educação: História, Política, Sociedade pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1986). É Coordenadora do Programa de Estudos e Políticas sobre juventudes, educação e gênero: violência e resistência – Flacso Brasil; Membro da Rede Ibero americana de Infância e Juventude do CLACSO. Foi coordenadora/pesquisadora de diversos organismos (UNICEF, BID, INEAM, FNUAP, UNIFEM), professora da Universidade Católica de Brasília, Vice Coordenadora do Observatório de Violências nas Escolas (Convênio UCB/Unesco), coordenou várias pesquisas da Unesco, Conselheira do CONJUVE (Conselho Nacional de Juventude), Coordenadora de pesquisas da RITLA (Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana). É autora e co-autora de vários livros e artigos no tema de Juventudes, Violências nas Escolas, Gênero e Ciências Sociais. Tem experiência e é autora e co-autora de vários livros e artigos na área de Ciências Sociais, com ênfase em Sociologia, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, gênero, violências nas escolas, violência e juventude, juventude e políticas públicas, gangues e segregação social.

Entre os professores convidados estão Antonio Gois, Bernard Charlot, Carolina Haber, Célio da CunhaEliane RibeiroJosé Henrique Paim Fernandes, Luciene Regina Paulino Tognetta, Maria Rebeca Otero Gomes, Mary Garcia Castro, Paulo Carrano, Pedro Abramovay,  Telma Pileggi Vinha e Paulo Lima, jornalista e educomunicador, fundador e diretor executivo da Viração Educomunicação e Empreendedor Social da Ashoka. Graduado em Filosofia, Teologia e Jornalismo. Especialização em Comunicação (Studio Paolino Internazionale di Comunicazione/ Roma).

Faça sua inscrição

 

Para mais informações, acesse a página do curso no site da Flacso Brasil.

Jovens negras levam a pauta antirracista no combate às mudanças climáticas à COP26

Jovens brasileiras já estão em Glasgow para acompanhar a COP26; a ativista Amanda Costa está credenciada pela Viração Educomunicação para fazer a cobertura das atividades pela Agência Jovem de Notícias e canais de coletivos e organizações parceiras.

Amanda Costa, Mahryan Sampaio, Ellen Monielle e Vitória Pinheiro são as jovens mulheres negras brasileiras que estão em Glasgow, na Escócia, para participar da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, a COP26, que acontece de 31 de outubro a 12 de novembro. Unidas pelo mesmo propósito, as jovens apresentarão suas visões sobre como a luta antirracista e contra a opressão aos povos subalternizados do mundo pode ajudar a combater às mudanças climáticas, democratizar o conhecimento sobre clima, meio ambiente e igualdade de direitos.  

O ativismo climático é a bandeira da Amanda Costa, jovem negra da periferia da Zona Norte de São Paulo, que fundou o Instituto Perifa Sustentável, empenhada na luta pela democratização das pautas socioambientais para as juventudes brasileiras, principalmente para jovens pretas(os), periféricas(os) e de comunidades tradicionais. Através de uma chamada em redes sociais, Amanda conseguiu viabilizar sua ida e de mais 3 jovens para participarem da COP26. 

O resultado da atuação de Amanda pelo Perifa Sustentável é a ida da comitiva de jovens mulheres pretas em um dos mais importantes eventos para discutir as mudanças climáticas do planeta. “É incrível esse feito de irmos em uma comitiva para a COP. Vamos juntas contribuir para que as soluções para o combate às mudanças climáticas no mundo passem pelo nosso ponto de vista descolonizado e trazendo questões importantes como o racismo ambiental e a proteção dos direitos dos povos tradicionais”, diz Costa.  

Durante a COP26, Amanda e as demais jovens representantes do Perifa Sustentável ampliarão as parcerias para cooperação Sul-Sul, participarão de debates sobre a importância de traduzir as grandes discussões mundiais sobre o clima para as populações mais vulneráveis. “Além de termos uma das maiores reservas de floresta do mundo e, por isso, uma posição estratégica nos diálogos globais, nós também temos conhecimentos ancestrais trazido pelo povo da diáspora africana e dos nossos povos originários que podem contribuir muito nas soluções para a crise climática”, ressalta a ativista.

Parceiros – O financiamento para a participação das jovens  veio através do Projeto “JuventudesNegrasnaCop26” e tem como apoiadores o Clube de Criação, Côrtes e Companhia, Escritório Daniel, Fundação Tide Setubal e Zentys Medical. Todas as organizações apoiadoras possuem mulheres como dirigentes, líderes, CEO’s e presidentes.

A Viração Educomunicação articulou as credenciais de acesso de Amanda Costa para a cobertura das atividades pela Agência Jovem de Notícias e canais de coletivos e organizações parceiras. Durante o evento, o Coletivo Atlântica, grupo de comunicação da periferia, dará suporte às ativistas para que elas contem tudo o que está rolando de mais interessante na conferência a partir de uma visão jovem, periférica e descolonizada. 

Quem são as jovens ativistas:    

Amanda Costa    

Ativista climática, jovem embaixadora da ONU, delegada do Brasil no G20 Youth Summit e em 2021 entrou para a lista #Under30 da revista Forbes. Formada em Relações Internacionais, Amanda empreende no PerifaSustentavel, atua como vice-curadora da comunidade Global Shapers (WEF), é colunista da Agência Jovem de Notícias e do Um só Planeta. Entusiasta pela Agenda 2030, tem o objetivo de mobilizar jovens para construírem um mundo inclusivo, colaborativo e sustentável. Amanda também é ativista pelo movimento negro, justiça climática e desenvolvimento sustentável, através das redes Engajamundo, Muvuca (Nossas), Embaixadores da Juventude da UNODC, Climate Reality Project, Global Shapers Community e United People Global.   

  Ellen Monielle   

Graduada em Relações internacionais pela Universidade Potiguar, graduanda em Gestão Ambiental pelo Instituto Federal da Paraíba e mestranda em Gestão Pública e Cooperação Internacional pela Universidade Federal da Paraíba. Desde cedo, focou seus estudos em pautas ecológicas, alimentares e amazônicas, sendo seu tema do mestrado relacionado à diplomacia indígena, mudanças climáticas e COPs. Foi diretora geral do projeto Ambientalize e atualmente é voluntária de comunicação do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), é redatora independente do La Proleta e é criadora de conteúdo digital no Instagram @eco.fada.   

  Vitória Pinheiro   

Jovem trans afroindigena, nascida e crescida no Bairro Zumbi dos Palmares, uma periferia da Cidade de Manaus, onde descobriu no ativismo e na organização comunitária formas de construir justiça social, atua na intersecção dos direitos humanos, inovação social e tecnologias e hoje é uma ativista climática no Muvuca, programa de ativismo climático do Nossas e se dedica à construção de iniciativas como a Palmares, uma think and DO tank jovem, foi Ponto Focal para América Latina e Caribe da Habitat III no UN MGCY, sendo uma Land Champion reconhecida pela USAID. Estudou Políticas Públicas e Desenvolvimento Rural na UFRGS e compõe redes de ativismo e liderança como o Global Shapers e Women Deliver.   

  Mahryan Sampaio  

Embaixadora da ONU, ativista e feminista negra, trabalha promovendo os direitos humanos de minorias sociais. Graduanda em Relações Internacionais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo (FEBASP), atua na área de Direitos Humanos, com foco em Migração e Refúgio, Juventude, Gênero, Raça e Meio Ambiente.   

É membro da diretoria da ONG I Know My Rights (IKMR), ajudando a transformar a realidade de crianças refugiadas no Brasil, através de projetos de educação, arte e cultura. É Coordenadora do Projeto #RefuTeen, financiado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), iniciativa que capacita jovens migrantes e refugiados para atuarem como mobilizadores pelos direitos humanos.  

Integrou a delegação brasileira no 10º ECOSOC Youth Forum – Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, trazendo perspectivas sobre como combater a violência estrutural direcionada às mulheres e meninas a partir de parcerias multissetoriais. É uma das Vozes Que Inspiram da multinacional americana Procter & Gamble (P&G) e Vital Voices Global Partnership, evidenciada como uma jovem mulher latino-americana que exerce o papel de líder social, impactando positivamente o mundo.  

Trabalhou na Coordenação de Assuntos Internacionais Multilaterais da Secretaria Municipal de Relações Internacionais (SMRI) de São Paulo, com os temas de migração e refúgio, gênero, educação, meio ambiente, economia circular, tecnologia e inovação, desenvolvimento estratégico urbano e smart cities.  

Reconhecida como uma liderança jovem, foi nomeada Embaixadora da Juventude da ONU pelo United Nations Office of Drugs and Crime (UNODC), passando a atuar como multiplicadora dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 em espaços sociais e políticos.

Para o enfrentamento da violência de gênero

Você já sofreu violência por causa do seu gênero?

Nem sempre a violência está na agressão física, no xingamento. A violência de gênero acontece em várias formas, na internet e no mundo físico: Assédio, estupro, importunação sexual, bullying e ciberbullying, vazamento de dados, mensagens e nudes, calúnia e difamação, chantagem.

Estes crimes são carregados de discurso de ódio e misoginia, que é a repulsa, desprezo ou ódio contra mulheres e aquilo que é visto como feminino. Está nas bases da nossa sociedade, formada pelo racismo, pelo machismo e pelo patriarcado.

Apesar de ainda vivermos numa sociedade pautada pelo machismo estrutural, tivemos avanços. Hoje existem algumas leis que apoiam o enfrentamento da violência de gênero. A gente lista aqui algumas delas:

  1. Nudes – Lei 13.718/2018

Divulgar foto, vídeo de nudez ou cena de sexo sem o consentimento da pessoa que aparece nas imagens é crime. Se quem vazar o nude tem ou teve alguma relação com a pessoa exposta, é um agravante. 

  1. Pornografia Infantil –  Lei 11.829/2008

adquirir, possuir ou armazenar, oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou com nudez de menores de idade. Simular a participação de criança ou adolescente em montagens de fotos e vídeos também é crime.

  1. Aliciamento sexual – Lei 12.015/2009

Quando alguém alicia, assedia, instiga ou constrange uma criança ou adolescente para praticar ato libidinoso. Quando objetiva ganho financeiro, há também o crime de exploração sexual.

  1. Estupro – Lei 12.015/2009

Obrigar uma pessoa, usando violência ou ameaça, a fazer sexo ou qualquer outro ato contra a dignidade sexual. Inclui crianças, adolescentes, portadores de deficiência e pessoas com menor possibilidade de defesa. 

  1. Importunação sexual – Lei 13.718/18

Qualquer prática de cunho sexual realizada sem o consentimento da vítima, geralmente em locais públicos, como a rua e o transporte coletivo. É um dos tipos de violência sexual e de gênero que mais atingem meninas adolescentes e jovens.

Outras leis que apoiam o enfrentamento da violência de gênero foram criadas a partir de casos que tiveram grande repercussão na mídia:

  • Lei ‘Lola’ – 13.642/2018. Atribuiu à polícia federal a investigação de crimes cibernéticos que espalhem conteúdo misógino.
  • Lei ‘Carolina Dieckman’ – 12.737/2012. Foi criada para inibir crimes cibernéticos, independentemente do gênero da vítima.
  • Lei Maria da Penha – 11.340/06. para pessoas que sofrem / sofreram violência doméstica e familiar e também pode ser aplicada no contexto digital.

Transfobia 

O STF decidiu, em 2019, que – “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito” em razão da orientação sexual ou do gênero – pode ser, assim como a homofobia, considerada crime de racismo, até que o Legislativo aprove uma lei específica. Ainda não há uma lei específica que tipifique a transfobia no Brasil.

Como denunciar casos e acolher vítimas de violência de gênero

Ninguém vai acabar com a violência de gênero de forma individual. Mas em rede a gente consegue enfrentar a cultura misógina e apoiar quem sofre com esse tipo de violência.

É sempre bom deixar claro que a culpa nunca é da vítima!

Acolhimento é fundamental para que as pessoas tenham coragem para denunciar e romper ciclos de violência de gênero com a mínima proteção.

A gente sabe que é importante denunciar.

Mas é importante também lembrar dos riscos de expor agressores sem recorrer a órgãos especializados no apoio ao enfrentamento da violência de gênero. Por isso, antes de fazer a denúncia:

  1. Reúna provas

Prints, links e registros de imagem podem ser usados como provas em processos que incluem pedidos de medidas protetivas.

  1. Registre o caso

  • Nas delegacias especializadas – da mulher e de crimes cibernéticos, que têm, normalmente, uma equipe preparada para atender melhor esses casos. 
  • No Conselho Tutelar – se o agressor for um familiar ou responsável legal de vítimas menores de 18 anos, o órgão pode ajudar a encaminhar a denúncia.
  • Na Safernet – recebe e encaminha denúncias de crimes e violações de direitos humanos, discriminação contra mulheres, racismo e homofobia na internet.

ATENÇÃO

Menores de 18 anos não podem fazer denúncias de casos de violência sem a companhia de uma pessoa adulta ou responsável legal. Se você conhece alguém que pode estar passando por alguma situação de violência de gênero, na internet ou fora dela:

  1. Preste atenção nos sinais!
  2. Não julgue: acolha!
  3. Ouça e ajude na busca por soluções!

Se você puder, busque apoio da escola e da família. Procure dialogar sobre o que está acontecendo com pais, professores e orientadores pedagógicos. Sempre procure ajuda profissional para acompanhamento médico, psicossocial e jurídico.

referência principal: guia meninas em rede da safernet.

Jovens Investigadores: um olhar geracional sobre a saúde

Revista marca a divulgação dos resultados das pesquisas do grupo de jovens participantes do projeto da Fiocruz; produção teve coordenação editorial da equipe da Viração Educomunicação e o resultado final está disponível no formato digital no site da Fiocruz e no ISSUU da Viração

Já pensou como seria divulgar pesquisas científicas de um jeito diferente?

Foi essa a proposta da revista ‘Jovens Investigadores: um olhar geracional sobre a saúde’, produzida pela Fiocruz com coordenação editorial da Viração. A partir de técnicas da educomunicação, os jovens pesquisadores foram convidados a lançar um olhar diferente do usual sobre a divulgação das conclusões de seus trabalhos científicos.
 
A edição reúne a produção de jovens pesquisadores daquela instituição em forma de textos que apresentam os resultados dos trabalhos acadêmicos produzidos pelo grupo, que teve suas atividades diretamente impactadas pela chegada da pandemia no Brasil.

“Das pesquisas científicas aos serviços públicos, a relação entre saúde e juventude pode ser vista por múltiplos olhares. No atendimento aos agravos que mais acometem essa população em suas demandas por cuidado, profissionais da atenção em saúde posicionados em diferentes instituições, operam distintas formas de ver, abordar e classificar os comportamentos juvenis.

A percepção de jovens também é diversa: se no senso comum certa visão limitada ainda compreende saúde como ausência de doenças e, sendo a juventude representada socialmente como uma fase de vitalidade (logo pouco adoece), o envolvimento de jovens com a área é permeado por distanciamentos e aproximações. Até o ponto em que os registros epidemiológicos e socioantropológicos demonstram quais são as principais causas, fatores socioeconômicos e culturais determinantes que os fazem recorrer aos equipamentos de saúde. 

Na esteira da ampliação do acesso ao ensino superior de uma geração que chegou à universidade nas duas últimas décadas, estão aqueles que também se movem por causas distintas. Por meio de organizações, grupos, coletivos e movimentos sociais, estes jovens criam seus repertórios de ação; e a despeito dos conflitos inerentes à convivência de modos distintos de pensamento no espaço público, oferecem novas lentes para a produção de conhecimento ao refletirem analiticamente seus engajamentos e suas trajetórias.

Não se trata de supervalorizar o “lugar de fala”; antes disso, se posicionar na arena de disputa de sentidos com outros atores, ou seja, falar, escutar, divergir e/ou construir consensos sobre qual sociedade vivemos e a que queremos seguir construindo.

E nela, como se deve tratar a relação entre jovens e saúde. Por isso, outra premissa desta iniciativa é a importância da intergeracionalidade: ao colocar em contato pesquisadores da Fiocruz e os jovens ativistas investigadores, verificamos importantes aprendizados para ambos, o que fortalece a percepção de que criado um ambiente propício ao compartilhamento, atores posicionados de maneiras distintas no tempo social e histórico apuram suas formas de ver.”

Podemos apreciar o resultado desse rico processo nesta publicação, disponível para download no Portal da Fiocruz e para leitura no canal da Viração no ISSUU.

Saúde mental além do setembro amarelo

Setembro é o mês da saúde mental e o mês de prevenção ao suicídio. Aqui nesse texto a gente te dá algumas dicas de como lidar com questões como essas, para além do mês de setembro. Aqui tem indicações de espaços que oferecem acolhida e atendimento psicossocial gratuitamente ou com tarifa social em São Paulo e ABC

 

Por Pra Brilhar e Combinado Coletivo

De acordo com o Ministério da Saúde, são registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 1 milhão no mundo. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais.

O suicídio encontra-se entre as três principais causas de morte em indivíduos com idade entre 15 e 29 anos no mundo.

O Brasil é um país com taxas crescentes, apesar da escassez de indicadores epidemiológicos, corresponde a mais de 5% das mortes por causas externas.

Os impactos da pandemia e do isolamento social necessário para o controle sanitário, mas muitas vezes impossível para muites de nós, estão deixando feridas profundas em nossa saúde emocional.

A saúde mental e a prevenção ao suicídio não são apenas questões de saúde. É necessária uma atuação em rede para garantir que, além da atenção e acompanhamento psicossocial, nossa juventude tenha acesso a emprego, educação, moradia digna e outros direitos básicos que contribuem grandemente para o bem-estar e o desenvolvimento pleno de todas as pessoas.

O suicídio é um fenômeno complexo que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero. Mas o suicídio pode ser prevenido com atenção psicossocial e tratamento. Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo.

Diante de uma pessoa com risco de suicídio, o que você pode fazer:

• Encontre um momento apropriado e um lugar calmo para falar sobre suicídio com essa pessoa. Deixe-a saber que você está lá para ouvir, ouça-a com a mente aberta e ofereça seu apoio.
• Incentive a pessoa a procurar ajuda de um profissional, como um médico, profissional de saúde mental, conselheiro ou assistente social. Ofereça-se para acompanhá-la a uma consulta.
• Se você acha que essa pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha. Procure ajuda
de profissionais de serviços de emergência, um serviço telefônico de atendimentos a crises, um profissional de saúde, ou consulte algum familiar dessa pessoa.
• Se a pessoa que com quem você está preocupado (a) vive com você, assegure-se de que ela (a) não tenha acesso a meios para provocar a própria morte (por exemplo, pesticidas, armas
de fogo ou medicamentos) em casa.
• Fique em contato para acompanhar como a pessoa está passando e o que está fazendo.

Diante de uma pessoa com risco de suicídio, o que você não deve fazer:

• Condenar/ julgar:
“Isso é covardia ”.
“É loucura”.
“É fraqueza”.

• Banalizar:
“É por isso que quer morrer?
Já passei por coisas bem piores
e não me matei”.

• Opinar:
“Você quer chamar a atenção”.
“Te falta Deus”.
“Isso é falta de vergonha
na cara”.

• Dar sermão:
“Tantas pessoas com problemas
mais sérios que o seu, siga em
frente”.

• Frases de incentivo:
“Levanta a cabeça, deixa disso”.
“Pense positivo”.
“A vida é boa”.

Onde buscar ajuda

• Serviços de saúde | CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde).
• Centro de Valorização da Vida – CVV | Telefone: 141 (ligação paga) ou www.cvv.org.br para chat, Skype, e-mail e mais informações sobre ligação gratuita.
• Emergência | SAMU 192, UPA, Pronto Socorro e Hospitais.

🟡 A saúde mental precisa ser vista de forma integral e entendida como um direito fundamental, para além das – importantes – discussões que vemos no setembro amarelo. A gente sabe que às vezes as coisas ficam difíceis. Mas é importante saber que você não precisa segurar essa pressão sem apoio!

🟡 A galera do Combinado Coletivo selecionou alguns grupos e projetos de São Paulo e no ABC que promovem acolhida e acompanhamento psicossocial para pessoas LGBTQIA+ com faixas gratuitas ou com tarifa social.

Salva esse post pra consultar quando precisar, e encaminhe para a sua rede!
💛 Busque ajuda profissional 💛
 
Clínica escola de psicologia da Universidade Paulista: https://bit.ly/PsicoUnipLGBT
Canto Baobá Psicologia: https://www.cantobaoba.com.br/
Vale conhecer também o Projeto Sobreviver: https://bit.ly/SobreviverABC

CENTENÁRIO DE PAULO FREIRE É TEMA DE PROGRAMA DO CANAL FUTURA

Episódio do programa Debate celebrou os 100 anos do patrono da educação brasileira, com participação do diretor internacional da Viração. Assista

O programa Debate, da grade do Canal Futura, celebrou o centenário de Paulo Freire em um episódio especial que reuniu Ângela Antunes, diretora pedagógica do Instituto Paulo Freire, Mariana Rosa, ativista pelos direitos PcD’s e o diretor internacional e fundador da Vira, Paulo Lima.

No episódio foram discutidos o legado de Paulo Freire para a educação, a experiência de Angicos e a importância de uma pedagogia que seja coerente com a concepção de mundo e a vida prática das pessoas, para garantirmos uma sociedade cada vez mais democrática e emancipadora. O diretor da Viração apresentou o trabalho da organização e suas interseções com as teorias freireanas presentes na educomunicação.

E como saber se as ideias de Paulo Freire estão presentes na escola? 

Para ser significativa, é preciso que a escola conheça a vida dos educandos. Isso se faz através de uma gestão democrática da escola, da criação de espaços de escuta e participação política dentro da escola e que atendam também toda a comunidade escolar, da valorização da diversidade e da comunicação sem autoritarismos e muitos outros pontos presentes nas ideias de Paulo Freire frequentemente presentes na escola.

O episódio especial foi ao ar por ocasião do aniversário de Freire e está disponível gratuitamente.

Assista aqui e compartilhe:

https://canaisglobo.globo.com/assistir/futura/debate/t/7qDDbrqg8h/

Acompanhe o XII Encontro Internacional do Fórum Paulo Freire

As atividades acontecem entre 16 e 19 de setembro, em Paris, com transmissão ao vivo; diretor internacional da Viração participa de uma das conferências falando sobre ‘A Educomunicação e os direitos dos jovens e adolescentes’. Saiba como se inscrever;

Entre 16 e 19 de setembro acontece o XII Encontro Internacional do Fórum Paulo Freire, na cidade de Paris, com diversas discussões relacionadas ao tema “Educação, Gênero e Migração: ameaças e oportunidades em um contexto de crescentes discursos de ódio on-line”.

O evento, que seria realizado em 2020 mas foi adiado por conta do agravamento da pandemia, terá as atividades transmitidas ao vivo e é dividido em duas etapas:

  • Uma sessão acadêmica, entre os dias 16 e 17 de setembro (quinta e sexta feira), com o tema “Educação, gênero e migração no contexto do discurso de ódio on-line”, com o objetivo de discutir problemas relacionados à propagação do discurso de ódio na internet, particularmente com os recortes de gênero e relacionados às migrações em diferentes países do mundo.

Seu objetivo é mostrar como a educação crítica na mídia, inspirada em Paulo Freire, pode ajudar a combater o discurso de ódio online. 

  • Um Fórum de Educação Social, agendado para os dias 18 e 19 de setembro (sábado e domingo), que reunirá associações de educação popular, sindicatos e outros grupos da sociedade civil de todo o mundo que se identifiquem com o legado de Paulo Freire e suas vertentes feministas (notadamente os vistos na obra de bell hooks) e seu engajamento com os chamados ‘oprimidos’.

Paulo Lima, fundador e atual diretor internacional da Viração participa do Fórum na conferência “Educação à Distância e a pedagogia Freiriana – abordagens e práticas”, juntamente com outros convidados, falando sobre educomunicação e os direitos de adolescentes e jovens. 

Marque na agenda:

Educação à Distância e pedagogia freiriana – abordagens e práticas – XII Fórum Internacional Paulo Freire – Conferência do XII Encontro Internacional do Fórum Paulo Freire.

DATA – 16/09 – de 16h às 17h30 – horário de Paris | 21h no Brasil

 Conferencistas : 

  • Prof. Dr. Paulo Roberto Padilha – EaD frerirana – experiências e práticas do IPF – Brasil.
  • Prof. Dr. Pier Cesare Rivoltella-  Università Cattolica del S. Cuore di Milano – Italia – Media Education e pedagogia crítica de Freire.
  • Prof. Dra. Angela Antunes – Projeto digital de Alfabetização Cidadã.
  • Prof. Paulo Lima –Diretor da ONG – Viração Educomunicação – A Educomunicação e os direitos dos jovens e adolescentes.

Faça sua inscrição para acompanhar o evento! As instruções de acesso serão enviadas pelos organizadores por e-mail:

Clique aqui para se inscrever no XII Encontro Internacional do Fórum Paulo Freire

 

O evento está repleto de atividades em português. Para conhecer a programação completa do evento, acesse o site oficial: https://forumfreire2020.sciencesconf.org/