Gênero e Sexualidade

Inscrições abertas para a primeira turma da Agência Educomunicativa Pra Brilhar

A Agência é um desdobramento do projeto É Pra Brilhar, iniciativa da Viração em parceria com a Coordenadoria de IST/Aids da cidade de São Paulo com foco na prevenção combinada ai HIV/Aids e no enfrentamento aos estigmas relacionados ao HIV; jovens com idades entre 16 e 29 anos podem se inscrever para participar do primeiro ciclo formativo até 27 de março

 

Estão abertas as inscrições para a primeira turma da Agência Educomunicativa PositHIVa Pra Brilhar – um desdobramento do projeto É pra brilhar: prevenção combinada, gênero e sexualidade que, desde 2017, atua junto a jovens LGBTQIA+ e HSH com foco na prevenção combinada e outros temas correlatos ao HIV/aids e as IST, de forma transversal a questões de gênero, raça e outros marcadores de diferença. Surge para consolidar as práticas de produção midiática educomunicativa como forma de ampliar e fortalecer a expressão de adolescentes e jovens no debate sobre HIV/aids.

A Agência Pra Brilhar pretende contribuir para fortalecer a expressão juvenil e sua participação no debate público sobre HIV/aids  e outras ISTs, no enfrentamento do estigma, preconceito e discriminação, que é um dos principais entraves para a prevenção, diagnóstico, tratamento e qualidade de vida das pessoas que vivem com o HIV, bem como contribuir para a promoção da saúde integral e demais direitos da população juvenil, em especial adolescentes e jovens vivendo com HIV, LGBTQIA+ e HSH, por meio de ações, processos e produtos de comunicação, mobilização social e advocacy que visem ao enfrentamento do estigma e preconceito relacionados ao HIV.

Através de trilhas de aprendizado focadas em prevenção combinada, enfrentamento aos estigmas e produção midiática, jovens de 16 a 29 anos serão convidados a pensar e produzir comunicação sobre os macrotemas do projeto, utilizando-se de técnicas da Educomunicação para fomentar a educação entre pares.

Neste semestre, serão selecionades 10 jovens LGBTQIAP+ da cidade de São Paulo, com idades entre 16 e 29 anos para participar da nossa jornada de formação com trilhas de aprendizado interseccionais com foco em:

✨Saúde sexual e Prevenção Combinada ao HIV/Aids e outras ISTs 

✨Enfrentamento aos estigmas associados ao HIV/Aids

✨Direitos Humanos

✨Produção midiática

Ao longo de todo o ciclo formativo, a turma da Agência Educomunicativa Pra Brilhar vai participar de oficinas temáticas, reuniões de pauta, cine-debates, visitas guiadas a parceiros técnicos e equipamentos culturais, tudo para colocar a mão na massa e criar produtos de comunicação – artes gráficas, artigos, reportagens e fotorreportagens, vídeos, entrevistas, podcasts e coberturas de eventos sobre os temas que vamos discutir ao longo da formação.

O percurso de Formação e Criação acontece de forma presencial, na sede da Viração, no centro de São Paulo, e cada participante vai receber uma bolsa-auxílio de R$250,00 por mês, durante os 4 meses do percurso de Formação e Criação, além de auxílio transporte de R$ 10,00 / dia e lanche durante as atividades na sede da Viração.

A seleção vai levar em consideração os critérios de raça/cor (preferencialmente pretes e pardes), gênero e vulnerabilidade social (renda familiar de até 2 salários mínimos) para formar a turma.

Período da formação: 2 encontros semanais com 3 horas de duração – terças e quintas, de 09h às 12h – entre abril e julho de 2022. Para participar, basta preencher o formulário online até o dia 27 de março:

https://bit.ly/AgenciaPraBrilharCiclo1 

Acompanhe as atividades do projeto nas redes sociais:

Site: prabrilhar.org 

Facebook: /agenciaprabrilhar 

Instagram: @agenciaprabrilhar

Devido à pandemia da Covid-19, adotamos como protocolo o uso de máscara durante todas as atividades na sede da Viração e na rede parceira. Todes deverão apresentar comprovante de vacinação para a covid-19 para participar das atividades.

Para informações sobre o projeto, fale com

Monise Berno | coordenação: monise@viracao.org

Audre Verneck | Educomunicadora: audre@viracao.org

Para o enfrentamento da violência de gênero

Você já sofreu violência por causa do seu gênero?

Nem sempre a violência está na agressão física, no xingamento. A violência de gênero acontece em várias formas, na internet e no mundo físico: Assédio, estupro, importunação sexual, bullying e ciberbullying, vazamento de dados, mensagens e nudes, calúnia e difamação, chantagem.

Estes crimes são carregados de discurso de ódio e misoginia, que é a repulsa, desprezo ou ódio contra mulheres e aquilo que é visto como feminino. Está nas bases da nossa sociedade, formada pelo racismo, pelo machismo e pelo patriarcado.

Apesar de ainda vivermos numa sociedade pautada pelo machismo estrutural, tivemos avanços. Hoje existem algumas leis que apoiam o enfrentamento da violência de gênero. A gente lista aqui algumas delas:

  1. Nudes – Lei 13.718/2018

Divulgar foto, vídeo de nudez ou cena de sexo sem o consentimento da pessoa que aparece nas imagens é crime. Se quem vazar o nude tem ou teve alguma relação com a pessoa exposta, é um agravante. 

  1. Pornografia Infantil –  Lei 11.829/2008

adquirir, possuir ou armazenar, oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou com nudez de menores de idade. Simular a participação de criança ou adolescente em montagens de fotos e vídeos também é crime.

  1. Aliciamento sexual – Lei 12.015/2009

Quando alguém alicia, assedia, instiga ou constrange uma criança ou adolescente para praticar ato libidinoso. Quando objetiva ganho financeiro, há também o crime de exploração sexual.

  1. Estupro – Lei 12.015/2009

Obrigar uma pessoa, usando violência ou ameaça, a fazer sexo ou qualquer outro ato contra a dignidade sexual. Inclui crianças, adolescentes, portadores de deficiência e pessoas com menor possibilidade de defesa. 

  1. Importunação sexual – Lei 13.718/18

Qualquer prática de cunho sexual realizada sem o consentimento da vítima, geralmente em locais públicos, como a rua e o transporte coletivo. É um dos tipos de violência sexual e de gênero que mais atingem meninas adolescentes e jovens.

Outras leis que apoiam o enfrentamento da violência de gênero foram criadas a partir de casos que tiveram grande repercussão na mídia:

  • Lei ‘Lola’ – 13.642/2018. Atribuiu à polícia federal a investigação de crimes cibernéticos que espalhem conteúdo misógino.
  • Lei ‘Carolina Dieckman’ – 12.737/2012. Foi criada para inibir crimes cibernéticos, independentemente do gênero da vítima.
  • Lei Maria da Penha – 11.340/06. para pessoas que sofrem / sofreram violência doméstica e familiar e também pode ser aplicada no contexto digital.

Transfobia 

O STF decidiu, em 2019, que – “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito” em razão da orientação sexual ou do gênero – pode ser, assim como a homofobia, considerada crime de racismo, até que o Legislativo aprove uma lei específica. Ainda não há uma lei específica que tipifique a transfobia no Brasil.

Como denunciar casos e acolher vítimas de violência de gênero

Ninguém vai acabar com a violência de gênero de forma individual. Mas em rede a gente consegue enfrentar a cultura misógina e apoiar quem sofre com esse tipo de violência.

É sempre bom deixar claro que a culpa nunca é da vítima!

Acolhimento é fundamental para que as pessoas tenham coragem para denunciar e romper ciclos de violência de gênero com a mínima proteção.

A gente sabe que é importante denunciar.

Mas é importante também lembrar dos riscos de expor agressores sem recorrer a órgãos especializados no apoio ao enfrentamento da violência de gênero. Por isso, antes de fazer a denúncia:

  1. Reúna provas

Prints, links e registros de imagem podem ser usados como provas em processos que incluem pedidos de medidas protetivas.

  1. Registre o caso

  • Nas delegacias especializadas – da mulher e de crimes cibernéticos, que têm, normalmente, uma equipe preparada para atender melhor esses casos. 
  • No Conselho Tutelar – se o agressor for um familiar ou responsável legal de vítimas menores de 18 anos, o órgão pode ajudar a encaminhar a denúncia.
  • Na Safernet – recebe e encaminha denúncias de crimes e violações de direitos humanos, discriminação contra mulheres, racismo e homofobia na internet.

ATENÇÃO

Menores de 18 anos não podem fazer denúncias de casos de violência sem a companhia de uma pessoa adulta ou responsável legal. Se você conhece alguém que pode estar passando por alguma situação de violência de gênero, na internet ou fora dela:

  1. Preste atenção nos sinais!
  2. Não julgue: acolha!
  3. Ouça e ajude na busca por soluções!

Se você puder, busque apoio da escola e da família. Procure dialogar sobre o que está acontecendo com pais, professores e orientadores pedagógicos. Sempre procure ajuda profissional para acompanhamento médico, psicossocial e jurídico.

referência principal: guia meninas em rede da safernet.

Mais de 60% de adolescentes e jovens que menstruam já deixaram de ir à escola ou a outro lugar que gostam por causa da menstruação, alertam UNICEF e UNFPA

Enquete realizada via plataforma U-Report Brasil com 1,7 mil pessoas revela  experiências, impressões e desafios de adolescentes e jovens no Brasil sobre a menstruação

 

A menstruação, por mais que seja um processo natural, ainda é um tabu que afasta adolescentes e jovens da escola e causa constrangimento. É o que mostra uma enquete sobre saúde e dignidade menstrual, realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), por meio da plataforma U-Report, em todo o Brasil. Embora não seja uma pesquisa com rigor metodológico, a enquete traz a visão de mais de 1.730 pessoas, a maioria entre 13 e 24 anos, que responderam voluntariamente. Entre elas, 82% menstruam e 18% não.

 

A experiência de menstruar é vista como algo muito difícil por 2 em cada 10 participantes da enquete que menstruam. Para 45%, é uma experiência mais ou menos difícil e 34% afirmam que “levam de boa”.

 

Entre quem menstrua, 62% afirmam que já deixaram de ir à escola, ou outros lugares por causa da menstruação. Além disso, 73% dizem que  já se sentiram constrangidas na escola ou em outro lugar público por conta menstruação. 

 

O constrangimento é também notado por quem não menstrua: 58% disseram que já presenciaram essas situações de constrangimento.

 

“A dignidade menstrual é um direito de cada adolescente e jovem que menstrua. É essencial retirar o tabu em relação ao tema. As escolas têm um papel fundamental nesse processo. Cabe a elas acolher todas as pessoas que menstruam, e contribuir para transformar o ambiente escolar em um espaço acolhedor, sem bullying, e que respeite a todas e todos”, defende Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil.

 

Dignidade menstrual

 

Entre adolescentes e jovens que menstruam, 35% afirmaram que já passaram por alguma dificuldade por não ter acesso a absorventes, copinhos, água ou outra forma de cuidar da higiene menstrual. 

 

“A experiência de menstruar tem sido algo difícil para muitas pessoas que menstruam, seja pela falta de insumos, como absorventes, seja pelas condições estruturais, como água e banheiro. Na enquete, ouvimos pessoas que, na falta de recursos mínimos, relataram uso de fralda, pano e até sabugo de milho no período menstrual. Isso tem um impacto profundo no direito de ir e vir, na construção de autoestima e confiança corporal, e na dignidade de pessoas que menstruam”, afirma Astrid Bant, representante do UNFPA no Brasil.

 

Educação sobre o tema

As informações sobre menstruação ainda não fazem parte da vida escolar. Entre as pessoas que menstruam, 71% disseram que nunca tiveram aulas, palestras ou rodas de conversa sobre cuidados na menstruação na escola. Entre quem não menstrua, 58% nunca tiveram. 

 

As mães aparecem como as principais responsáveis por introduzir o assunto às pessoas que menstruam; em 55% dos casos, foram elas as primeiras a trazer informações sobre o tema. Entre as pessoas que não menstruam, as mães também possuem posição de destaque (27%), ficando atrás somente de começar a aprender por conta própria (30%).

 

A enquete é um recado que adolescentes e jovens estão dando à sociedade, por meio do U-Report. É essencial garantir espaços seguros de diálogo nas escolas e nas famílias para garantir que os direitos menstruais sejam respeitados. 

Sobre a enquete

As enquetes do U-Report são realizadas via internet, utilizando WhatsApp, SMS e Messenger do Facebook, em parceria com a Viração Educomunicação, com mais de 95 mil adolescentes e jovens inscritos. Não se trata de pesquisas com rigor metodológico, mas de consultas rápidas por meio de redes sociais entre pessoas, principalmente de 13 a 24 anos, cadastradas na plataforma. Esta enquete apresenta a opinião de 1,7 mil adolescentes e jovens e não pode ser generalizada para a população brasileira como um todo. Os resultados da enquete completa estão disponíveis em: https://www.ureportbrasil.org.br/opinion/2351/

Sobre o UNICEF

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) trabalha em alguns dos lugares mais difíceis do planeta, para alcançar as crianças mais desfavorecidas do mundo. Em 190 países e territórios, o UNICEF trabalha para cada criança, em todos os lugares, para construir um mundo melhor para todos. Saiba mais em www.unicef.org.br

Acompanhe nossas ações no Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e LinkedIn.

Você também pode ajudar o UNICEF em suas ações. Faça uma doação agora.

Sobre o UNFPA

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) é a agência de desenvolvimento internacional da ONU que trata de questões populacionais. Desde sua criação, em 1969, tem sido um ator-chave nos programas de desenvolvimento populacional relacionados com os temas de saúde sexual, reprodutiva e igualdade de gênero. Saiba mais em https://brazil.unfpa.org/.

Acompanhe do UNFPA em Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e Linkedin

Informações para imprensa 

UNICEF

Elisa Meirelles Reis – ereis@unicef.org – (61) 98166 1649

Luiza Maia – luiza.maia@loures.com.br – (21) 97220-8325 

João Suckow – joao.suckow@loures.com.br

UNFPA

Fabiane Guimarães – imprensa.brasil@unfpa.org – (61) 99998 3100

Abertas as inscrições para a turma 2021.2 do Pra Brilhar

Estão abertas até o dia 25 de julho de 2021 as inscrições para a segunda turma do projeto Pra Brilhar, que dialoga prevenção combinada a ISTs/Aids e educomunicação com jovens entre 16 a 29 anos da cidade de São Paulo.

Para participar, basta se inscrever pelo formulário: bitly.com/prabrilhar20212

Neste semestre vamos selecionar até 40 jovens LGBTI+, prioritariamente meninos cis gays, meninas trans e travestis da cidade de São Paulo com idades entre 16 e 29 anos para participar da nossa jornada de formação na qual poderão aprender mais sobre produção de conteúdos e comunicação, explorando os temas:

✨Gênero
✨Sexualidade
✨Direitos Humanos
✨Prevenção combinada ao HIV/Aids e outras ISTs

No final do percurso formativo, a galera vai criar produtos educomunicativos a partir dos resultados desta jornada – artes gráficas, produção audiovisual e artes do corpo! Ah, e também tem intervenções no território – mas, dessa vez, online porque estamos cibernetic@s 😉

As inscrições estão abertas até o dia 25 de JULHO de 2021: bitly.com/prabrilhar20212

Teremos 20 selecionadas/es/os para receber ajuda de custo de R$ 100,00 (Cem Reais) mensais para acesso à internet e às atividades durante o ciclo formativo (agosto a novembro de 2021). A seleção vai levar em consideração os critérios de raça/cor (preferencialmente pret@s e pard@s), gênero (priorizando meninos gays cis, meninas trans e travestis) e vulnerabilidade social (renda familiar de até 2 salários mínimos).

É só preencher o formulário e aguardar o resultado do processo de seleção. Vamos juntes porque gente é Pra Brilhar com foco no aprendizado e na prevenção 🤩

Siga o Pra Brilhar nas redes sociais:

Site: prabrilhar.org
Facebook: fb.com/prabrilharsp 👍🏾👍🏾👍🏾

O ‘Pra Brilhar’ é um projeto executado pela Viração Educomunicação em parceria com Coordenadoria de IST/Aids da Cidade de São Paulo. Nesse semestre, também contamos com o apoio do Centro de Referência a Diversidade Brunna Valin.

#PraBrilhar #IST/Aids #Prevencao #Sexualidade #Genero #DireitosHumanos

MAIS INFORMAÇÕES

 

– Devido à pandemia da Covid-19, os primeiros encontros estão programados para acontecer de forma on-line, garantindo a proteção de todes. Quando for possível, encontros presenciais serão combinados com a turma, respeitando as orientações da OMS e Ministério da Saúde.
– Período da formação: encontros semanais de agosto a novembro de 2021
– DAs/DEs/DOs 40 participantes selecionades, 20 receberão, durante os meses da formação, uma bolsa ajuda de custo mensal (R$ 100,00), levando em consideração os critérios de raça/cor (preferencialmente pret@s e pard@s), gênero (priorizando meninos gays cis, meninas trans e travestis) e vulnerabilidade social (renda familiar de até 2 salários mínimos).

– A seleção será realizada com critérios de classe e cor/raça
✅ Período de inscrição: 05 a 25 de julho de 2021
✅ Período de seleção: 26 e 27 de julho de 2021
✅ Divulgação da seleção: 28 de julho de 2021
✅ Confirmação de Participação: 28 de julho a 01 de agosto de 2021
✅ Seleção de Bolsas de Ajuda de Custo: 02 e 03 de agosto de 2021
✅ Divulgação Bolsistas Selecionades: 04 de agosto de 2021
✅ Início das atividades: 09 de agosto de 2021 (segunda-feira), das 17h as 20h

 

Pra Brilhar: Confira o resultado da seleção para a turma 2021.1

Jovens selecionados tem até o dia 26/02, sexta-feira, para confirmar a participação no projeto, por meio de preenchimento de formulário enviado por e-mail. Ciclo formativo tem previsão de início em 08/03

Mais uma seleção de jovens para o projeto Pra Brilhar: 40 jovens foram selecionados na primeira chamada e receberão e-mail de contato para confirmar a participação no ciclo formativo que conta com oficinas temáticas sobre ISTs/Aids, prevenção, direitos humanos, sexualidades e comunicação.

Ao todo, tivemos 75 inscrições para compor a turma, que este semestre conta com apoio do CEU Navegantes. Do total de jovens inscrites, 45,3% (34) mora na Zona Sul, 25,3% (19) na Zona Leste, 13,3% (10) na Zona Norte, 8% (6) na Zona Oeste e 8% (6) no Centro. Quanto as identidades de gêneros, 41,3% (31) se consideram homens cis, 33,3% (25) se consideram mulheres cis, 12% (9) se consideram não binárias, 9,3% (7) mulheres trans e travestis, 4% (3) homem trans. Em consideração as sexualidades, 53,3% (40) se consideram homossexuais25,3% (19) bissexuais, 13,3% (10) heterossexual, 4% (3) pansexuais, 1,3% (1) aceflux, 1,3% (1) gosta de pessoas e 1,3% (1) não acredita em orientação sexual. Ao todo, 38,7% (29) de jovens inscrites consideram-se pardas/os, 36% (27) pretas/os, 24% (18) brancas/os e 1,3% (1) indígena. A renda familiar da maioria das/os jovens inscrites está na faixa de até 2 salários mínimos, representando 73,3% (55) do número total, 27,7% (17) apresenta renda entre 2 e 4 salários mínimos e 4% (3) apresenta renda superior a 4 salários mínimos.

Da/Dos jovens selecionades, 25 são residentes da Zona Sul, 9 da Zona Leste, 3 da Zona Norte e 3 da Zona Oeste. Quanto as identidades de gênero, 18 se consideram homens cis, 8 se consideram mulheres cis, 7 se consideram não binárias, 6 mulheres trans e travestis, 1 homem trans. Em consideração as sexualidades, 24 se consideram homossexuais7 bissexuais, 6 heterossexual, 2 pansexuais, 1 aceflux. Ao todo, 14 jovens selecionades consideram-se 22 pretas/os, pardas/os, 3 brancas/os e 1 indígena. A renda familiar da maioria das/os jovens selecionades está na faixa de até 2 salários mínimos, representando 36 do número total, 4 jovens apresentam renda entre 2 e 4 salários mínimos.

A partir de hoje, iniciamos também a seleção de até 30 jovens que terão direito a receber a ajuda de custo para acesso a internet durante o ciclo formativo, seguindo critérios de raça/cor (preferencialmente pessoas pretas e pardas), gênero (priorizando meninos gays cis, meninas trans e travestis) e vulnerabilidade social (renda familiar de até 2 salários mínimos).

As atividades estão previstas para ocorrer inicialmente de forma virtual, por conta da emergência sanitária provocada pela pandemia de coronavírus. 

Confira a lista completa

  • Augusto Luiz Borges Pereira de Oliveira
  • Bárbara Righetti
  • Brener da Costa Fonseca
  • Bruna Buubah Bernardo da Silva 
  • Bruna Pires
  • Caio Herbert Silva Fernandes
  • Dallas Martinez Guebara
  • Davi Izidoro Dias
  • David Rodrigues Moreira
  • Deborah Emilia Carvalho de Moraes
  • Diana Ferreira de Souza
  • Gelso Batista das Dores Junior
  • Guilherme Sousa Silva
  • Guilhermina de Paula Pinto
  • Izaque Vieira
  • Jaddy Andrade dos Santos
  • Jaqueline Lima da silva
  • João Marcos de Sousa Godoy 
  • Julio Cesar dos Santos Vieira 
  • Karoline Gonçalves Silva
  • Laura Santos Moura da Silva 
  • Leonardo Do Nascimento Rodrigues Da Silva
  • Maicol Freitas de Melo
  • Marina Gomes Silva 
  • Micaele Oliveira dos Santos
  • Mônica Isabela Maia
  • Raul Valério Graciano
  • Renan da Silva Domingos
  • Richard Alexandre Azevedo Santos 
  • Sidinéia Aparecida Chagas 
  • Stefany da Silva Santos
  • Thalia Bianca Muniz de Souza
  • Thiago Lopes Moreira
  • Ubirajara Sérgio Da Silva
  • Vaneic Nascimento das Gracas 
  • Victor Hugo Paulino Farias 
  • Victoria Pereira de Moraes Aisha
  • Vinícius Pereira Silva 
  • Wanderson dos Santos Silva
  • Willian Meira de Oliveira

Divulgada a lista de selecionados para a nova turma do projeto Pra Brilhar 2020

Pessoas selecionadas respondem questionário online até 05/08. A previsão de início da jornada na segunda quinzena de agosto

Na última sexta-feira, 31 de julho, foi divulgada no site, no Facebook e nos canais da Viração nas redes sociais a lista de selecionados para a nova turma do projeto Pra Brilhar, um projeto executado pela Viração Educomunicação em parceria com o Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo. Nesse semestre, também contamos com o apoio do Centro de Referencia e Defesa da Diversidade (CRD) e do Pela Vidda SP.

Para a segunda turma, que prevê um ciclo de atividades à distância em virtude da pandemia de Covid-19, foram 153 pessoas inscritas e 40 selecionadas. A seleção respeitou critérios de raça/cor, identidades de gênero e vulnerabilidade social. 

As pessoas selecionadas receberam um e-mail e foram convidadas a preencher um formulário de interesse, confirmando sua participação na segunda turma do Pra Brilhar 2020, com prazo até 05 de agosto. Em caso de desistência/impossibilidade de participação dos selecionados, o cronograma prevê chamada para vagas remanescentes. 

A partir de agora, a equipe do projeto fará a seleção de jovens que terão direito a receber a ajuda de custo para acesso a internet, seguindo os mesmos critérios mencionados acima. Serão selecionados 30 jovens para o recebimento da ajuda de custo de R$ 70,00, durante o período do ciclo formativo.

Confira a lista completa:

  • Caio Henrique Freitas Oliveira
  • Lucas Rafael Bezerra Pereira
  • Raphael luan da silva siqueira
  • Jonatas Cardozo Borges
  • Raquel dos santos correia
  • Giovanna de Meneses Machado
  • Luna Souza
  • Oliver Antônio Guimarães de Santana
  • Danilo Henrique Rocha Dos Santos
  • Jady Cesarino Quadros
  • Lune Luz Trancoso
  • Nicoli de Jesus Maraça
  • Joyce aparecida Santos almeida
  • Jennifer Rabelo de Almeida
  • Ricardo Martins Domingos
  • Ygor Vinicius Silva de Oliveira
  • Kleberson douglas costa
  • Lucas Gomes Valentim Silva
  • Kayke Silva Campos
  • Paulo Ricardo de Souza Silva
  • Victor Rafael Alves de Oliveira Carriel José
  • Natália de Lima Firmino Moraes Da
  • Anthony Caetano dos Santos
  • Geison dos reis Goulart
  • Bruno Mendes Pontes
  • Francine da Silva
  • Ricardo Natã Oliveira da Silva
  • Jonas Cardoso da Silva
  • Jonatan Costa de Lima
  • Taylor Lima dos Santos
  • Ariane Alves Gomes
  • Everton Estevão Arruda
  • Julieth Polomo Hiltom
  • Alexsandro de Souza Santos
  • Rogério da Silva Pereira
  • Bruna Pires
  • Kassandra Dias Lemos
  • Ricardo de Melo Silva
  • Valentina Souza
  • Azul Silvestre Akes

No site do Pra Brilhar é possível conhecer mais sobre as atividades desenvolvidas e os produtos educomunicativos das turmas anteriores, bem como notícias e o cronograma completo de seleção da nova turma de 2020. 

Inscrições abertas para a nova turma do Pra Brilhar 2020

Projeto executado pela Viração Educomunicação em parceria com o Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo abre inscrições para jornada de formação no segundo semestre

O Pra Brilhar, projeto executado pela Viração Educomunicação focado em discussões de comunicação e expressão, gênero e na prevenção combinada ao HIV/Aids e outras ISTs, abriu na última quinta-feira (18) as inscrições para selecionar jovens LGBTI+ para sua próxima turma.

A jornada de aprendizado é composta por 14 encontros, nos quais a turma discute os macro temas com o apoio de facilitadores de diversos coletivos e organizações parceiras, enquanto são estimulados a criar produtos educomunicativos coletivamente, que são publicados no final do ciclo no site do projeto e nas redes sociais.

São artes gráficas, produção audiovisual e performances de artes do corpo, além de intervenções no território. 

Devido à pandemia da Covid-19, os primeiros encontros estão programados para acontecer de forma on-line, garantindo a proteção de todes. Quando for seguro, encontros presenciais serão combinados com a turma.

– Período da formação: encontros semanais de agosto a novembro de 2020

– Os/As participantes receberão ajuda de custo para garantir conexão à internet / vale transporte e um lanche nos dias de encontro presenciais (quando for possível acontecer).

– A seleção será realizada com critérios de classe e cor.

– As datas dos encontros serão definidas junto com as/os jovens selecionades.

Serão selecionades até 40 jovens LGBTI+, prioritariamente meninos cis gays, meninas trans e travestis da cidade de São Paulo com idades entre 16 e 29 anos para participar da jornada de formação na qual poderão aprender mais sobre produção de conteúdos e comunicação, explorando os temas:

  • Gênero
  • Sexualidade
  • Direitos Humanos
  • Prevenção combinada ao HIV/Aids e outras ISTs

As inscrições estão abertas até o dia 15 de julho e para participar a pessoa interessada deve preencher o seguinte formulário: https://bit.ly/InscricaoPraBrilhar

O prazo final para a seleção é dia 31 de julho e o início das atividades está previsto para meados de agosto.

O ‘Pra Brilhar’ é um projeto executado pela Viração Educomunicação em parceria com o Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo. Nesse semestre, o Pra Brilhar também conta com o apoio do Centro de Referencia e Defesa da Diversidade (CRD) e do Pela Vidda SP.

Acompanhe o Pra Brilhar através da página do projeto no Facebook e pelo Instagram da Viração.

Foto: Brunessa Candance / Cintia Rizoli

Prática de sexo sem camisinha com parceiros casuais encontrados em aplicativos é maior entre jovens gays

Por Juliane Cruz, da Redação

Os aplicativos mobile, cada vez mais presentes nos smartphones dos jovens, apareceram como fonte de encontro para sexo casual sem camisinha em 100% dos casos entre jovens gays, número maior que entre homens que fazem sexo com homens e mulheres.

Entender as diferentes formas de se viver e experienciar a sexualidade é um dos caminhos para se pensar a prevenção e o combate ao HIV/aids de forma efetiva, estando de acordo com o que se faz presente nas diferentes realidades brasileiras.

Buscando traçar esse caminho, nasceu o Projeto Pra Brilhar, idealizado pela Viração e executado com apoio do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo, com o objetivo de aperfeiçoar a ação coletiva e as políticas públicas para o combate ao HIV/aids na cidade entre os jovens gays e homens que fazem sexo com homens (HSH), visto que é o grupo de pessoas que enfrenta um crescimento exponencial na ocorrência de novos casos.

O projeto reúne jovens selecionados por critério de classe e cor, que se encontram semanalmente para debater sobre gênero, sexualidade e prevenção combinada em intersecção com raça e classe, buscando refletir sobre e realizar o combate ao HIV/aids numa abordagem interseccional e educomunicativa.

Entre as atividades realizadas, aconteceu a pesquisa intitulada “Práticas e culturas sexuais de jovens frequentadores do Arouche”, realizada no Largo do Arouche, em junho deste ano. As questões foram desenvolvidas pelos jovens do projeto e trouxeram como resultado dados interessantes. Foram entrevistados 20 jovens, dos quais 19 se identificam como homens. Confira os resultados da pesquisa.

Segundo Tulio Bucchioni, educador responsável pelo projeto, a abordagem entre pares é uma dimensão importante do Pra Brilhar. “Idealizada e realizada no âmbito do projeto Pra Brilhar, a pesquisa adotou a perspectiva de educação entre pares contando, portanto, com a participação da juventude do projeto em todas essas etapas”.

Além disso, o educador explica que a abordagem entre pares possibilita dialogar com públicos que muitas vezes o sistema de saúde não atinge, com proximidade, empatia e uma linguagem mais acessível.

Cenário geral

A maioria dos entrevistados (55%) afirma ter transado sem camisinha no primeiro semestre de 2018. Ainda que o sexo sem camisinha aconteça com parceiros fixos em pouco mais da metade dos casos (54,5%), 45,5% dos jovens afirmam ter transado sem camisinha com parceiros casuais.

Ainda que a maioria dos entrevistados afirme transar com homens, a prática sexual com mulheres e homens é relevante entre os entrevistados: dentre eles, 65% afirmaram fazer sexo apenas com homens e, pouco mais de um terço (35%), com homens e mulheres. Dentre os entrevistados que afirmam transar com homens e mulheres, a maioria (57,1%) afirma não ter transado sem camisinha em 2018.

Já entre os entrevistados que fazem sexo apenas com homens, a maioria (61,5%), afirma ter transado sem camisinha em 2018. Ainda que a maior parte desses entrevistados tenha transado sem camisinha com um parceiro fixo (62,5%), entre os que fizeram sexo sem camisinha com um parceiro casual, 100% afirmam ter conhecido esse parceiro via aplicativos.

Uma pesquisa feita pelo CONECTAí Express, que reuniu respostas de 2.000 internautas, revela que 20% dos brasileiros tem um aplicativo de relacionamento instalado em seu celular, onde buscam novos parceiros para relacionamentos sérios ou relações casuais por meio virtual. Isso mostra como as formas de se viver a sexualidade mudam e se constroem de acordo com o contexto histórico, e, com elas, a necessidade de se pensar novas abordagens de prevenção e combate ao HIV/aids.

O resultado da pesquisa sugere que pessoas que transam exclusivamente com homens têm mais chances de transar sem camisinha quando comparadas a pessoas que transam com homens e mulheres, o que talvez seja resultado da Educação Sexual pensada apenas pelo viés da reprodução dentro dos espaços educativos. De todo modo, o dado reforça a necessidade de se continuar pesquisando o papel dos aplicativos nas culturas e práticas sexuais de jovens gays e HSH, assim como a de pensar sobre prevenção.

Viração lança manual de enfrentamento à LGBTfobia na escola

Por Redação

Relatos de exclusão, isolamento, agressão verbal e violência física na escola são comuns entre alunos e alunas LGBT. No entanto, ainda são poucos os consensos sobre o que pode ser considerado violência e como enfrentá-la na escola.

Assim, a Viração Educomunicação criou o Manual de incentivo à não omissão das violências LGBTfóbicas, que tem como objetivo apoiar educadores/as e jovens na identificação e enfrentamento de violências vivenciadas por adolescentes e jovens em espaços educativos.

Para Paula Bonfatti, Analista de Comunicação e Marketing da Viração e responsável pela organização do material, estabelecer um consenso sobre o que é e o que não é violência é essencial para seu enfrentamento. “Primeiro, é preciso expôr as diferentes formas de violência, que não estão claras nem para os alunos e alunas, nem para a comunidade escolar. A partir daí, é preciso pensar em formas de agir, tanto para remediar quanto para prevenir a recorrência dessas violências”, conta.

Segundo a Pesquisa Nacional sobre o Ambiente Educacional no Brasil (2016), 60% dos estudantes LGBT se sentiram inseguros na escola no último ano por causa de sua orientação sexual, 73% foram agredidos verbalmente e 27% fisicamente. Sobre as medidas tomadas pela escola, 54% dos estudantes afirmaram que a instituição não agiu.

Além dos tipos de violência vivenciadas por adolescentes e jovens LGBT, o manual lista os agentes perpetradores e inúmeras ações, como campanhas educativas e seminários de formação para educadores/as, como formas eficientes de enfrentá-las. “A mensagem final é: ‘não se omita diante de uma violência, aja. Aqui estão algumas ferramentas que você pode usar para enfrentá-la’”, conclui Paula.

O manual pode ser baixado neste link, de forma gratuita.

As violências acometem adolescentes LGBT da mesma forma?

Por Tulio Bucchioni, Antropólogo e pesquisador na área de gênero e sexualidade 

Interseccionalidade. Você já ouviu falar nesse conceito? Essa palavra enorme tem uma história ainda mais longa: sua origem remete ao movimento feminista negro norte-americano das décadas de 70 e 80. A ideia de que a identidade e a nossa experiência no mundo são marcadas por fatores múltiplos e interseccionais, relativos a nossa posição de classe, nossa raça/cor, nossa sexualidade, nossa geração ou nacionalidade, entre outros aspectos, deu origem ao termo interseccionalidade.

A especificidade da intersecção de categorias é o que faz as vivências, o campo de possibilidades, as referências e a trajetória de vida de um jovem gay, negro e pobre serem muito diferente daquelas de um jovem gay, branco, de classe média. Nesse sentido, acreditamos que para combater efetivamente as desigualdades, é preciso se pensar interseccionalmente. Não basta combater a LGBTfobia se não combatemos o racismo em nossos ambientes escolares e espaços educativos – um jovem LGBT branco não está imune de reproduzir atitudes e pensamentos racistas, ainda que saiba o que significa ser oprimido.

A todo momento associamos a diversidade com a população LGBT. Na maioria das vezes, essa associação diz respeito a expressões e vivências de identidade de gênero e da sexualidade não-normativas, não heteronormativas. Mas, e quanto a diferenças raciais e diferenças sociais entre a população LGBT? É fundamental aprofundar a discussão sobre a experiência do que é ser gay ou lésbica e negro, do que significa ser uma pessoa trans e ter sua renda e capacidade de sobrevivência impactada pelas condições desafiadoras de estudo e de empregabilidade no Brasil, por exemplo.

Nesse sentido, acreditamos que o conceito de interseccionalidade é uma ferramenta fundamental para todas as pessoas que trabalham com educação. Para encorajar você a compreender melhor essa ideia, sugiro duas leituras acadêmicas que abordam o assunto:

MOUTINHO, Laura. Diferenças e desigualdades negociadas: raça, sexualidade e gênero em produções acadêmicas recentes. Cadernos Pagu, Campinas, 2014, n.42, p. 15. Clique aqui e acesse a fonte. Acesso em: dezembro de 2015.

PISCITELLI, Adriana. Interseccionalidades, categorias de articulação e experiências de migrantes brasileiras. Sociedade e Cultura, Goiania, v.11, n.2, jul/dez. 2008. Clique aqui e acesse a fonte.