Jovens Investigadores: um olhar geracional sobre a saúde

Revista marca a divulgação dos resultados das pesquisas do grupo de jovens participantes do projeto da Fiocruz; produção teve coordenação editorial da equipe da Viração Educomunicação e o resultado final está disponível no formato digital no site da Fiocruz e no ISSUU da Viração

Já pensou como seria divulgar pesquisas científicas de um jeito diferente?

Foi essa a proposta da revista ‘Jovens Investigadores: um olhar geracional sobre a saúde’, produzida pela Fiocruz com coordenação editorial da Viração. A partir de técnicas da educomunicação, os jovens pesquisadores foram convidados a lançar um olhar diferente do usual sobre a divulgação das conclusões de seus trabalhos científicos.
 
A edição reúne a produção de jovens pesquisadores daquela instituição em forma de textos que apresentam os resultados dos trabalhos acadêmicos produzidos pelo grupo, que teve suas atividades diretamente impactadas pela chegada da pandemia no Brasil.

“Das pesquisas científicas aos serviços públicos, a relação entre saúde e juventude pode ser vista por múltiplos olhares. No atendimento aos agravos que mais acometem essa população em suas demandas por cuidado, profissionais da atenção em saúde posicionados em diferentes instituições, operam distintas formas de ver, abordar e classificar os comportamentos juvenis.

A percepção de jovens também é diversa: se no senso comum certa visão limitada ainda compreende saúde como ausência de doenças e, sendo a juventude representada socialmente como uma fase de vitalidade (logo pouco adoece), o envolvimento de jovens com a área é permeado por distanciamentos e aproximações. Até o ponto em que os registros epidemiológicos e socioantropológicos demonstram quais são as principais causas, fatores socioeconômicos e culturais determinantes que os fazem recorrer aos equipamentos de saúde. 

Na esteira da ampliação do acesso ao ensino superior de uma geração que chegou à universidade nas duas últimas décadas, estão aqueles que também se movem por causas distintas. Por meio de organizações, grupos, coletivos e movimentos sociais, estes jovens criam seus repertórios de ação; e a despeito dos conflitos inerentes à convivência de modos distintos de pensamento no espaço público, oferecem novas lentes para a produção de conhecimento ao refletirem analiticamente seus engajamentos e suas trajetórias.

Não se trata de supervalorizar o “lugar de fala”; antes disso, se posicionar na arena de disputa de sentidos com outros atores, ou seja, falar, escutar, divergir e/ou construir consensos sobre qual sociedade vivemos e a que queremos seguir construindo.

E nela, como se deve tratar a relação entre jovens e saúde. Por isso, outra premissa desta iniciativa é a importância da intergeracionalidade: ao colocar em contato pesquisadores da Fiocruz e os jovens ativistas investigadores, verificamos importantes aprendizados para ambos, o que fortalece a percepção de que criado um ambiente propício ao compartilhamento, atores posicionados de maneiras distintas no tempo social e histórico apuram suas formas de ver.”

Podemos apreciar o resultado desse rico processo nesta publicação, disponível para download no Portal da Fiocruz e para leitura no canal da Viração no ISSUU.