Viração contrata: Coordenação Executiva

A Viração está em busca de profissional para atuar na coordenação geral da organização. Pessoas interessadas devem ter conhecimentos nas áreas de direitos humanos e políticas públicas da adolescência e da juventude, gerenciamento de projetos e de organizações, incluindo aspectos relativos à gestão financeira e administrativa, além de experiência em funções de coordenação. Inscrições através de formulário aberto até o dia 07 de março de 2021

A Viração Educomunicação, organização da sociedade civil sem fins lucrativos atua há 18 anos nas áreas de educomunicação, juventudes e mobilização social  sob o objetivo de mobilizar adolescentes e jovens para a promoção e defesa de seus direitos, possibilitando a construção de uma sociedade justa, participativa e plural, busca profissional para a Coordenação Executiva.

Objetivos do cargo

A/O profissional será responsável por coordenar o planejamento, implementação, avaliação e sistematização dos projetos, com base no planejamento estratégico da organização.

Perfil da/o profissional

Requisitos:

  • Graduação na área das ciências sociais e humanas;
  • Experiência de, no mínimo, cinco anos em coordenação de organizações sociais que atuam na área dos direitos humanos; 
  • Conhecimentos nas áreas de direitos humanos e políticas públicas da adolescência e da juventude;
  • Conhecimentos de avaliação e monitoramento de projetos;
  • Conhecimento qualificado sobre gerenciamento de projetos e de organizações, incluindo aspectos relativos à gestão financeira e administrativa;
  • Conhecimentos no pacote Office ou softwares livres similares; 
  • Boa comunicação oral e escrita; 
  • Compromisso e conhecimento da Declaração dos Direitos Humanos, Convenção dos Direitos da Criança, Estatuto da Criança e do Adolescente e Estatuto da Juventude. 
  • Desejável fluência em inglês ou espanhol, além de português.

Principais atividades

  • Coordenar as equipes de projetos e de comunicação institucional;
  • Coordenar a equipe administrativa na execução financeira dos projetos;
  • Planejar e acompanhar a execução técnica de projetos, ações e serviços da organização;
  • Estabelecer e manter relação com todas as partes integrantes e relacionadas com a organização, bem como financiadores de projetos em andamento;
  • Sistematizar ações, produzir relatórios técnicos e prestações de contas para parceiros e financiadores;
  • Prospectar novos projetos e articular parceiros institucionais e financiadores;
  • Representar a organização em reuniões de Conselhos, Fóruns e demais eventos relacionados à atuação institucional.

Informações adicionais

  • Regime de contratação: Prestação de serviços (Pessoa Jurídica)
  • Carga horária: 36 horas semanais
  • Remuneração: compatível com o setor, cargo e experiência 
  • Local de trabalho: No início em modalidade home-office e depois em formato híbrido (Sede da Viração em São Paulo)

 

Processo Seletivo

O processo seletivo para a contratação de profissional para Coordenação Executiva da Viração tem previsão para ocorrer no mês de março e contará, além da análise das respostas enviadas no formulário e currículos, com rodadas de entrevistas que serão realizadas através da plataforma zoom. Informações sobre datas e sobre o andamento do processo serão enviadas diretamente às pessoas selecionadas.

Adotamos uma política de ações afirmativas que apoia a seleção de pessoas pretas, pardas, indígenas, LGBTQIA ou mães solo. Por favor, indique em sua candidatura se você se considera como potencial beneficiária/o. Preencha o formulário até o dia 07 de março 2021 para participar da seleção!

 

Preencha o formulário e participe da seleção: http://bit.ly/CoordVira2021 

 

Acesse o edital em PDF aqui

Pra Brilhar: Confira o resultado da seleção para a turma 2021.1

Jovens selecionados tem até o dia 26/02, sexta-feira, para confirmar a participação no projeto, por meio de preenchimento de formulário enviado por e-mail. Ciclo formativo tem previsão de início em 08/03

Mais uma seleção de jovens para o projeto Pra Brilhar: 40 jovens foram selecionados na primeira chamada e receberão e-mail de contato para confirmar a participação no ciclo formativo que conta com oficinas temáticas sobre ISTs/Aids, prevenção, direitos humanos, sexualidades e comunicação.

Ao todo, tivemos 75 inscrições para compor a turma, que este semestre conta com apoio do CEU Navegantes. Do total de jovens inscrites, 45,3% (34) mora na Zona Sul, 25,3% (19) na Zona Leste, 13,3% (10) na Zona Norte, 8% (6) na Zona Oeste e 8% (6) no Centro. Quanto as identidades de gêneros, 41,3% (31) se consideram homens cis, 33,3% (25) se consideram mulheres cis, 12% (9) se consideram não binárias, 9,3% (7) mulheres trans e travestis, 4% (3) homem trans. Em consideração as sexualidades, 53,3% (40) se consideram homossexuais25,3% (19) bissexuais, 13,3% (10) heterossexual, 4% (3) pansexuais, 1,3% (1) aceflux, 1,3% (1) gosta de pessoas e 1,3% (1) não acredita em orientação sexual. Ao todo, 38,7% (29) de jovens inscrites consideram-se pardas/os, 36% (27) pretas/os, 24% (18) brancas/os e 1,3% (1) indígena. A renda familiar da maioria das/os jovens inscrites está na faixa de até 2 salários mínimos, representando 73,3% (55) do número total, 27,7% (17) apresenta renda entre 2 e 4 salários mínimos e 4% (3) apresenta renda superior a 4 salários mínimos.

Da/Dos jovens selecionades, 25 são residentes da Zona Sul, 9 da Zona Leste, 3 da Zona Norte e 3 da Zona Oeste. Quanto as identidades de gênero, 18 se consideram homens cis, 8 se consideram mulheres cis, 7 se consideram não binárias, 6 mulheres trans e travestis, 1 homem trans. Em consideração as sexualidades, 24 se consideram homossexuais7 bissexuais, 6 heterossexual, 2 pansexuais, 1 aceflux. Ao todo, 14 jovens selecionades consideram-se 22 pretas/os, pardas/os, 3 brancas/os e 1 indígena. A renda familiar da maioria das/os jovens selecionades está na faixa de até 2 salários mínimos, representando 36 do número total, 4 jovens apresentam renda entre 2 e 4 salários mínimos.

A partir de hoje, iniciamos também a seleção de até 30 jovens que terão direito a receber a ajuda de custo para acesso a internet durante o ciclo formativo, seguindo critérios de raça/cor (preferencialmente pessoas pretas e pardas), gênero (priorizando meninos gays cis, meninas trans e travestis) e vulnerabilidade social (renda familiar de até 2 salários mínimos).

As atividades estão previstas para ocorrer inicialmente de forma virtual, por conta da emergência sanitária provocada pela pandemia de coronavírus. 

Confira a lista completa

  • Augusto Luiz Borges Pereira de Oliveira
  • Bárbara Righetti
  • Brener da Costa Fonseca
  • Bruna Buubah Bernardo da Silva 
  • Bruna Pires
  • Caio Herbert Silva Fernandes
  • Dallas Martinez Guebara
  • Davi Izidoro Dias
  • David Rodrigues Moreira
  • Deborah Emilia Carvalho de Moraes
  • Diana Ferreira de Souza
  • Gelso Batista das Dores Junior
  • Guilherme Sousa Silva
  • Guilhermina de Paula Pinto
  • Izaque Vieira
  • Jaddy Andrade dos Santos
  • Jaqueline Lima da silva
  • João Marcos de Sousa Godoy 
  • Julio Cesar dos Santos Vieira 
  • Karoline Gonçalves Silva
  • Laura Santos Moura da Silva 
  • Leonardo Do Nascimento Rodrigues Da Silva
  • Maicol Freitas de Melo
  • Marina Gomes Silva 
  • Micaele Oliveira dos Santos
  • Mônica Isabela Maia
  • Raul Valério Graciano
  • Renan da Silva Domingos
  • Richard Alexandre Azevedo Santos 
  • Sidinéia Aparecida Chagas 
  • Stefany da Silva Santos
  • Thalia Bianca Muniz de Souza
  • Thiago Lopes Moreira
  • Ubirajara Sérgio Da Silva
  • Vaneic Nascimento das Gracas 
  • Victor Hugo Paulino Farias 
  • Victoria Pereira de Moraes Aisha
  • Vinícius Pereira Silva 
  • Wanderson dos Santos Silva
  • Willian Meira de Oliveira

Vaga para Educomunicador/a com foco em Prevenção Combinada ao HIV/Aids e outras ISTs para jovens LGBTQIA+

A Viração Educomunicação está a procura de uma/um educomunicadora para integrar a equipe do projeto Combinado Coletivo para Promoção da Saúde e Sexual LGBTQIA+” – API 021/2020, da Chamada Pública IPA 1629/2020 (UNESCO). A ONG localizada na República (Rua Araújo, 124, 2º andar), bem próxima ao metrô com o mesmo nome, abre as inscrições e pede as/aos candidatas/os que enviem seus currículos até o dia 23 de fevereiro de 2021. Em consonância com os valores da Viração, apoiamos e incentivamos a candidatura de pessoas LGBTQI, tendo como prioridade para efetivação da vaga a população trans e travesti.

 

Sobre o Projeto Combinado Coletivo

O projeto articula processos de educação, comunicação e intervenção comunitária com foco na promoção da saúde e prevenção combinada das IST e HIV/aids, voltados, prioritariamente, a jovens cis gays, meninas trans e travestis, e HSH, com idade de 15 a 24 anos, residentes da cidade de São Paulo, tendo prioridade jovens das zonas Sul, Leste e Centro, com recorte de raça/cor e classe, em consonância com os dados do boletim epidemiológico de hiv/aids de São Paulo e Censo Demográfico IGBE 2010.

Por meio destes eixos de atuação, pretende formar e capacitar jovens para criar e disseminar produtos e intervenções com informações confiáveis, acessíveis e criativas com potencial para impactar o público prioritário, além de sistematizar e difundir as metodologias testadas para a ação assertiva sobre prevenção com o público LGBTQIA+ e HSH.

 

Perfil do profissional:

  • Ensino médio completo;
  • Experiências em facilitação de atividades sobre saúde sexual e prevenção combinada ao HIV/aids e outras ISTs junto às juventudes;
  • Domínio de softwares de edição de texto e apresentação multimídia (proprietários ou livres) e internet;
  • Boa comunicação oral e escrita;
  • Capacidade de organização e cumprimento de metas e prazos;
  • Compromisso e conhecimento básico da Declaração dos Direitos Humanos, Políticas para LGBTI, Estatuto da Criança e do Adolescente e Estatuto da Juventude.

 

Pode ser um diferencial:

  • Formação concluída ou em andamento nas áreas de pedagogia, educomunicação, comunicação social, serviço social, assistência social e demais áreas relacionadas;
  • Atuar ou ter experiência em serviços de saúde especializados em ISTs;
  • Experiência em projetos relacionados a saúde e direitos sexuais de jovens LGBTQIA+

 

Atividades:

  • Apoiar processos de mobilização de adolescentes e jovens ao longo de todas as etapas do projeto Combinado Coletivo;
  • Elaborar e acompanhar, com apoio da coordenação, os planos pedagógicos educomunicativos para os ciclos formativos do projeto;
  • Facilitar os encontros formativos com o grupo de jovens participantes do projeto;
  • Colaborar com atividades de produção que forem necessárias para a realização de ações do projeto;
  • Apoiar a elaboração de relatórios técnicos, em conformidade com as orientações da Viração Educomunicação;
  • Apoiar a sistematização de metodologias do projeto para produção de publicação final;
  • Apoiar a coordenação na representação e articulação junto a parceiros, apoiadores do projeto e em espaços estratégicos na cidade onde se discutam políticas voltadas à população LGBTQIA+ e prevenção, diagnóstico e tratamento das ISTs e do HIV/aids.

 

Informações adicionais:

  • Carga horária: 15 horas semanais;
  • Regime de contratação: Pessoa Jurídica (MEI);
  • Tempo de vigência do contrato: 10 meses (fevereiro à dezembro de 2021);
  • Local de trabalho: Remoto (até normalização das medidas sanitárias referente ao COVID-19);
  • Previsão de início de atuação: 28/02/2021
      

     

Processo de seleção:

As/Os interessadas/os na vaga devem enviar currículo até dia 23 de fevereiro de 2021, mencionando a sigla “Edital_Educomunicadora/o_ 2021” no assunto da mensagem, para o e-mail: selecao@viracao.org

Sobre a Viração Educomunicação

www.viracao.org

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www.facebook.com/agenciajovem

twitter: @viracao

instagram: @viracaoeducom

Conanda Vive e Luta: Ato virtual marca mobilização pelo funcionamento do Conselho

Atividade será transmitida ao vivo, dia 12 de fevereiro, nas redes sociais do Conselho Federal de Psicologia, com entidades parceiras

Organizações da sociedade civil comprometidas com a defesa incondicional dos direitos de crianças e adolescentes promovem, na próxima sexta-feira (12), a partir das 14h30, o ato virtual “CONANDA Vive e Luta”. O ato manifesto visa a denunciar o desmonte e o não funcionamento do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e Adolescente (Conanda), instância máxima de formulação, deliberação e controle das políticas públicas para a infância e a adolescência na esfera federal. O ato virtual será realizado pelo Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (FNDCA) com apoio do Conselho Federal de Psicologia (CFP), entidade que esteve na presidência do CONANDA no biênio 2019/2020. 

Durante o ato será lançada a “Carta Manifesto em Defesa do CONANDA e da Eleição no Biênio 2021/2022”, porque a gestão do CFP se encerrou em dezembro e ainda não houve publicação no Diário Oficial da União da resolução sobre as eleições, mesmo com edital aprovado em plenária do Conanda. Sem gestão eleita não há funcionamento do Conselho.

Além da falta de eleição, o CONANDA tem sofrido fortes ataques na tentativa de extinguir os colegiados de participação e controle social, visando esvaziar seu sentido e modo de funcionamento. Para as entidades que organizam o ato, deixar o Conanda inativo viola a Constituição Federal com riscos à proteção dos mais de 65 milhões de crianças e adolescentes.

Serviço:

Ato virtual: Conanda Vive e Luta
Sexta-feira, 12 de fevereiro, às 14h30
Ao vivo, nas redes sociais do CFP e entidades parceiras
Confirme presença no evento do Facebook

➡️ Saiba mais aqui: http://bit.ly/2MOca1q

📺 Assista aqui: https://www.youtube.com/watch?v=UbRKshtRQH8

📲 Compartilhe nas redes: http://bit.ly/3oZ6iiU

🗓️ Confirme presença no evento do Facebook: http://bit.ly/371QA0d

Viração promove evento online sobre o uso da internet por crianças e adolescentes

A atividade será totalmente gratuita e reunirá especialistas para um debate. Durante o evento, serão lançados dois volumes de um guia sobre o tema e uma websérie com quatro episódios. As inscrições estão abertas

O webinário Crianças e adolescentes na internet: oportunidades, desafios e aprendizados acontecerá no dia 23 de fevereiro, das 15h às 17h, com transmissão ao vivo pelo canal da Viração no YouTube. Os participantes inscritos previamente receberão os dois volumes do Guia Tá na Rede! – o que vira é navegar com segurança, material produzido pela Viração que será lançado durante o evento.

A programação conta com a participação de Ana Claudia Mielke, jornalista especialista na regulação da mídia e cenário de convergência; Ismar de Oliveira Soares, presidente da ABPEducom; Juliana Cunha, diretora de projetos especiais da SaferNet e Rogério Vilhalva, indígena Guarani-Kaiowá, diretor de escola na aldeia Teyi’kue. Os especialistas e ativistas discutirão aspectos relacionados ao uso seguro, criativo e cidadão da internet e das tecnologias digitais por crianças e adolescentes, em diferentes contextos.

O evento acontece no âmbito do projeto Consulta Brasil, uma iniciativa da Viração que promoveu ações de mobilização, formação e pesquisa participativa com o público infantojuvenil a respeito do uso da internet e das tecnologias digitais, em dez cidades, nas cinco regiões do país. A partir disso, o projeto criou materiais didáticos em formato multimídias, que serão lançados durante o evento. Um deles é o Guia Tá na Rede. Além disso, também será lançada uma websérie com quatro episódios didáticos e bem humorados sobre o tema

O projeto pretende contribuir para a criação e fortalecimento de ações de educação digital para crianças e adolescentes no país: “Além de garantir o acesso gratuito e democrático aos guias educativos, nosso desejo é que os resultados do projeto sejam considerados para a elaboração e implementação de políticas públicas no país”, afirma Elaine Souza, coordenadora da Viração Educomunicação.

As inscrições podem ser feitas neste link: http://bit.ly/WebinarConsultaBrasil 

Especialistas participantes

Ana Claudia Mielke, é jornalista, especialista em História, Sociedade e Cultura pela PUC-SP e mestre em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.  Foi coordenadora executiva do Intervozes por cinco anos e secretária-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) de 2018/2020. Atualmente é professora convidada na Fundação Escola de Sociologia de São Paulo (FESPSP), onde leciona regulação da mídia no cenário de convergência.

 Juliana Cunha, Psicóloga, Psicanalista, mestre em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e membro da Associação Científica Campo Psicanalítico. Na SaferNet Brasil, é diretora de projetos especiais, com foco em empoderamento e segurança de crianças, adolescentes, jovens e mulheres. É responsável pelo HelpLine, serviço nacional que oferece orientação online sobre o uso seguro da Internet. Também desenvolve materiais pedagógicos e palestras de conscientização sobre uso cidadão da Internet no Brasil.  

Ismar de Oliveira Soares, Jornalista pela Cásper Líbero. Doutor em Ciências da Comunicação pela USP. Tem pós-doutorado pela Marquette University, nos EUA. Professor Titular Sênior da USP. Presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação. Chefiou o Departamento de Comunicações e Artes da ECA/USP) por dois mandatos, tendo implantado a Licenciatura em Educomunicação. Fundou o Núcleo de Comunicação e Educação (NCE/USP).

 Rogério Vilhalva Mota, indígena Guarani Kaiowá, da Aldeia Teyi’kue, é professor de matemática e diretor de escola. Responsável pela gestão de 4 escolas na aldeia Teyi’kue. 

Sobre o projeto Consulta Brasil

Iniciativa da Viração, o Consulta Brasil promove ações de mobilização, formação e diagnóstico participativo junto a crianças e adolescentes para criar metodologias e materiais capazes de apoiar famílias, educadores e meninas e meninos no uso da internet e das tecnologias digitais.

O Consulta Brasil é realizado via convênio com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, por meio da sua Diretoria de Promoção e Fortalecimento dos Direitos da Criança e do Adolescente. Também tem parceria com a Rede de Conhecimento Social, o Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo e instituições educacionais públicas e privadas de dez municípios brasileiros, onde foram implementadas parte das ações.

 

Anota aí

Webinário Crianças e adolescentes na internet: oportunidades, desafios e aprendizados

Quando: 23 de fevereiro, a partir das 15h

Onde: ao vivo pelo canal da Viração no YouTube: http://bit.ly/ViraNoYouTube 

Grátis

As pessoas que se inscreverem, manifestarem interesse e participarem do evento receberão o Guia Tá na Rede em dois volumes.

As inscrições podem ser feitas neste link: http://bit.ly/WebinarConsultaBrasil 

Informações para a imprensa:

Vânia Correia – Analista de Projeto 

Email: vania@viracao.org 

Jéssica Rezende – Analista de Comunicação 

E-mail: comunicacao@viracao.org

Já está disponível a versão digital da Revista Viração – Manifesto Antirracista

A Revista Viração, produzida por adolescentes e jovens participantes dos projetos da organização,  chega a sua edição 117 falando sobre o racismo estrutural e suas implicações na sociedade, no meio ambiente, no mercado de trabalho, na segurança pública, no sistema de saúde, nas manifestações culturais, na educação, entre outros campos.

Pensar questões raciais em um país que se estrutura por raça e gênero é um convite para discutir projetos de sociedade decolonizada que questione as perspectivas hegemônicas. 

No Brasil, 56,10% da população se autodeclara negra. Somos o país com maior população negra fora da África – mas isso não reflete a presença de pessoas negras em cargos com poder de decisão, seja nas empresas, governo e organizações sociais, seja nas profissões historicamente acessadas por pessoas com alto poder aquisitivo, como medicina e direito. Tampouco a população negra do Brasil está entre a maioria a publicar livros e a ocupar espaços nos programas considerados importantes da TV brasileira.

Acrescendo o componente de gênero à questão racial, mulheres, jovens, adolescentes e meninas são as que têm menos oportunidades, os menores salários e são vítimas de diversas violências. Estamos em 2020, ano em que o ECA completou 30 anos, mas crianças pretas seguem sendo as mais vulneráveis a violências.  Adolescentes e jovens pretos, a partir dos 15 anos, têm 3 vezes mais chances de serem assassinados do que brancos. Quando pensamos na população LGBTQIA+ preta, lembramos que os componentes sociais esperados pela sociedade hetorocispatriarcal não estão presentes. Isso significa pensar todas as violências lgbtfóbicas adicionadas às violências raciais. 

O povo preto não quer ser lembrado só em novembro. Por isso, a construção desta revista manifesto, diversa e multimídia, junto com tantas outras manifestações de diversos setores da sociedade, são de imensa importância e marcam o ano de 2020 na história das lutas antirracistas. 

Leia e compartilhe a revista-manifesto antirracista na íntegra através da página da Viração Educom na plataforma ISSUU

Se preferir, faça o download da revista em PDF

Inscrições abertas para a primeira turma Pra Brilhar de 2021

Arte em fundo rosa. Foto de um jovem negro apontando para a frente e colagens coloridas nos óculos, no cabelo e ao lado. Texto: Inscrições abertas! Turma 2021.1 Inscrições até 19 de fevereiro. Prazo de seleção até 24 de fevereiro. Início da jornada: 08 de março. Logos pra brilhar, viração Educom e programa municipal de IST/Aids da Prefeitura de São Paulo.

Adolescentes e jovens LGBTQIA+ com idades entre 16 e 29 anos da cidade de São Paulo podem se inscrever até 19 de fevereiro. Ciclo formativo começa em março. Confira aqui todos os detalhes da seleção

 

O Pra Brilhar!, um projeto executado pela Viração Educomunicação em parceria com Coordenadoria de IST/Aids da Cidade de São Paulo que trabalha com prevenção ao HIV/Aids e outras ISTs, está com inscrições abertas para selecionar mais uma turma de adolescentes e jovens LGBTQIA+ para participar do primeiro ciclo formativo de 2021.

Neste semestre o projeto vai selecionar até 40 jovens LGBTI+, prioritariamente meninos cis gays, meninas trans e travestis da cidade de São Paulo com idades entre 16 e 29 anos para participar da nossa jornada de formação na qual poderão aprender mais sobre produção de conteúdos e comunicação, explorando os temas: 

 

✨Gênero

✨Sexualidade

✨Direitos Humanos

✨Prevenção combinada ao HIV/Aids e outras ISTs

 

No final do percurso formativo, a galera vai criar produtos educomunicativos a partir dos resultados desta jornada – artes gráficas, produção audiovisual e artes do corpo! Ah, e também tem intervenções no território – mas, dessa vez, online porque estamos cibernetic@s 😉

As inscrições estão abertas até o dia 19 de fevereiro de 2021. É só preencher o formulário e aguardar o resultado do processo de seleção. Clique abaixo e se inscreva: http://bit.ly/InscricaoPraBrilhar2021 

Sobre os critérios de seleção

A inscrição no projeto Pra Brilhar é livre para todas as pessoas LGBT, de 16 a 29 anos de idade. O critério de seleção prioritário adotado é para jovens que se identificam como meninos cis gays e meninas trans e travestis, por compreender que essa população tem sido a que apresentou um maior índice de detecção de novos casos de HIV nos últimos anos. Além disso, damos prioridade para a população preta e de baixa renda, por entender suas vulnerabilidades diante da epidemia de HIV.

No entanto, é importante frisar que esses critérios não são excludentes, podendo quaisquer pessoas que se identificam como LGBT, que tenham de 16 a 29 anos de idade, se inscrever no projeto. 

O projeto Pra Brilhar! conta, neste semestre, com o apoio do CEU Navegantes.

Sobre a realização do projeto no contexto da pandemia

Devido à pandemia da Covid-19, os encontros estão programados para acontecer de forma on-line, garantindo a proteção de todes. Quando for seguro, encontros presenciais serão combinados com a turma.

Período da formação: encontros semanais de março a maio de 2021.

Os/As participantes receberão ajuda de custo para garantir conexão à internet / vale transporte e um lanche nos dias de encontro presenciais (quando for possível acontecer).

A seleção será realizada com critérios de classe e cor.

As datas dos encontros serão definidas junto com as/os jovens selecionades.

 

A VIRAÇÃO

 

Somos uma organização da sociedade civil e atuamos com comunicação, educação e mobilização social entre adolescentes, jovens e educadores.

O nosso objetivo é mobilizar essa galera para a promoção e a defesa dos direitos de adolescentes e jovens, possibilitando a construção de uma sociedade justa, participativa e plural. Como a gente faz isso? Através da educomunicação e da educação entre pares!

A educomunicação é o nosso jeitinho de se comunicar educando e educar se comunicando, contribuindo para a construção de um verdadeiro diálogo e uma real participação. Conceitualmente, a educomunicação é o conjunto de ações que busca ampliar a capacidade de expressão em espaços educativos e desenvolver o espírito crítico dos usuários dos meios de comunicação. Tudo de forma bem democrática.

 

Facebook: https://www.facebook.com/viracao.educomunicacao/  | https://www.facebook.com/prabrilharsp 

Instagram: https://www.instagram.com/viracaoeducom/ 

Pela absoluta prioridade das adolescentes no Sistema Socioeducativo

A Viração Educomunicação assinou, no final de dezembro de 2020, junto com mais de 250 coletivos, entidades, organizações da sociedade civil e movimentos sociais de todo o Brasil, um manifesto em apoio à imediata publicação da Resolução aprovada pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) diante dos ataques e interpretações equivocadas que visam desqualificar a atuação da sociedade civil na deliberação de políticas públicas e defesa intransigente de direitos de crianças e dos direitos fundamentais das adolescentes privadas de liberdade.

No dia 17 de dezembro o Conselho Nacional da Criança e do Adolescente (CONANDA) aprovou uma resolução que “estabelece diretrizes para o atendimento socioeducativo às adolescentes privadas de liberdade no Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE)”. O texto trata de maneira séria e responsável os direitos e garantias das meninas em privação de liberdade e da população LGBTQI+ à convivência familiar e comunitária, do direito da adolescente gestante e mãe, entre outros direitos fundamentais.

A Resolução além de constatar a falta de regulamentação a nível nacional sobre questões relacionadas ao gênero no SINASE, também refere sobre a baixa incorporação de parâmetros internacionais nas leis e regulamentos vigentes no que tange às adolescentes privadas de liberdade. Dessa forma, visa superar as violências a que meninas e adolescentes LGBTQI+ são submetidas em unidades socioeducativas em razão exclusivamente do seu gênero. Exemplo disso é o fato de lavarem as roupas de toda unidade socioeducativa e serem submetidas a cursos historicamente femininos como costura e cuidados do lar, conforme pesquisa realizada pelo Conselho Nacional de Justiça, ou ainda, serem submetidas a abusos sexuais, conforme foi identificado por meio de inspeções realizadas pelo Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT).

Ainda, pesquisa realizada pelo Instituo Anis, e por diversos estudos que demostram como a desigualdade de gênero no atendimento socioeducativo vem reproduzindo diversas violações de direitos e violências institucionais contra meninas cis e trans, a não observância de direitos também ocorre em relação às adolescentes gestantes, lactantes e mães.

Importante considerar ainda que o racismo – o relatório do MNPCT aponta que as meninas negras correspondiam 64% das meninas no meio fechado – e a desigualdade social são situações que agravam as condições das meninas no sistema socioeducativo, uma vez que a privação de liberdade e o afastamento familiar e comunitário, por si só, as colocam em situações de vulnerabilidades. Isso tudo em razão de serem uma população em em peculiar e intenso estágio de desenvolvimento que necessitam de cuidados próprios que apenas a garantia plena dos seus direitos, com absoluta prioridade, pode assegurar.

Em pesquisa realizada pela Plan International, Por ser Menina, foi possível identificar que 37% das meninas brasileiras acreditam que, na prática, as meninas e os meninos não têm os mesmos direitos. Assim, práticas institucionais que criam diferentes barreiras entre meninas e meninos aprofundam ainda mais a desigualdade socialmente imposta às meninas. É, portanto, fundamental o combate à desigualdade de gênero ainda na infância e adolescência para garantir que meninas e meninos tenham oportunidades iguais em termos educacionais e profissionais.

A Resolução recém aprovada pelo Conanda tem como objetivo denunciar o cenário de invisibilidade – em 2017 as meninas representavam 4% (1.046) da população em atendimento socioeducativo – e violência impostos às adolescentes, sobretudo com o intuito de assegurar a igualdade de direitos entre meninas e meninos em atendimento socioeducativo no acesso à educação, esportes, cursos profissionalizantes, à convivência familiar e comunitária, à saúde sexual, e o respeito às subjetividades do corpo feminnino sem qualquer violação, humilhação e constrangimento, superando toda lógica machista e patriarcal que constitui a estrutura da sociedade brasileira.

É importante destacar que não é verdade que a Resolução permite visita íntima para todas as meninas, mas sim reforça o que já está previsto em lei no artigo 68 da Lei do Sinase, ou seja, fica assegurada também às adolescentes casadas ou que vivam, comprovadamente, em união estável o direito à visita íntima. Assim, as informações que têm sido veiculadas com o objetivo de macular a imagem do CONANDA demonstram o desconhecimento das legislações nacionais e internacionais, inclusive do próprio SINASE, na tentativa de deslegitimação do espaço deliberativo em que se constitui o Conselho, que tem uma história marcada pela defesa intransigente dos direitos de crianças e adolescentes, por meio da deliberação de políticas públicas que reafirmam os princípios da prioridade absoluta e da proteção integral, constantes da nossa Constituição Federal de 1988.

Por fim, é importante destacar que a Resolução vai ao encontro dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), sobretudo os objetivos 5 – Igualdade de gênero -, que trata mulheres e homens de forma justa, com oportunidades iguais de crescimento profissional e equiparação, visando o respeito e apoio aos direitos humanos e combate toda e qualquer discriminação à diversidade; e o objetivo 16 – Paz, justiça e instituições eficazes -, que Identifica e toma medidas eficazes contra a corrupção e a violência, nas suas próprias operações e nas de sua cadeia de abastecimento.

Neste sentido, as entidades abaixo assinadas manifestam apoio ao CONANDA, às Conselheiras e Conselheiros, e requerem a imediata publicação da Resolução para que possa ser implementada de maneira absoluta em todos os estados brasileiros com o objetivo de resguardar os direitos fundamentais das adolescentes privadas de liberdade.  

Assinam:

1. AMAFAVV Espírito Santo

2. Agência de Iniciativas Cidadãs AIC

3. Agenda Nacional Pelo Desencarceramento

4. Aliança Canábica

5. Amankay Instituto de Estudos e Pesquisas

6. AMSK-AL

7. AMSK/ RJ

8. AMSK/BA

9. AMSK/DF

10. AMSK/SP

11. ANDI – Comunicação e Direitos

12. Anis – Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero

13. Articulação Brasileira de Lésbicas

14. Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil

15. Ass. Internacional Maylê Sara Kali AMSK/Brasil

16. Assessoria Popular Maria Felipa

17. Associação Beneficente São Martinho – CEDECA D. Luciano Mendes

18. Associação Brasileira de Antropologia

19. Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO)

20. Associação Comunitária Monte Azul

21. Associação De Amigos e Familiares de Pessoas em Privação de Liberdade/MG

22. Associação de Artistas e Produtores de Arte e Cultura de Carnaubais – AAPAC

23. Associação de Mães e Amigos da Criança e do Adolescente em Risco – AMAR

24. Associaçāo Deus Proverá

25. Associação dos Familiares e Amigos de Presos e Egressos do Estado do Rio de Janeiro – AFAPERJ

26. Associação Juízes para a Democracia

27. Associação Loucos por Você

28. Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos – ANADEP

29. Associação Pestalozzi de Canoas

30. ASSUMA

31. Avante Educação e Mobilização Social

32. Campanha Julho Negro

33. CAPSI Eliza Santa Roza

34. Casa de Cultura IAO

35. Central de Movimentos Populares

36. Centro de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos Marçal de Souza Tupã Ì

37. Centro de Defesa da Criança e do Adolescente de São Paulo – CEDECA Interlagos

38. Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará – CEDECA Ceará

39. Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Maria dos Anjos – RO

40. Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Yves de Roussan – CEDECA Bahia

41. Centro de Defesa de Direitos Humanos Helda Regina

42. Centro de Defesa de Direitos Humanos Heróis do Jenipapo

43. Centro de Defesa de Direitos Humanos Nenzinha Machado

44. Centro de Defesa de Direitos Humanos Teresinha Silva

45. Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Rio de Janeiro

46. Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Educação do Acre – CDDHEP

47. Centro de Estudos Integrados, Infância, Adolescência e Saúde Eisenstein

48. Centro de referência em direitos humanos do semiárido

49. Centro de Referência em Direitos Humanos Marcos Dionísio

50. Centro de Referência em Direitos Humanos/UFPB

51. Centro de Referência Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes – CECRIA

52. Centro de Referência Integral de Adolescentes – CRIA

53. Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social – CENDHEC

54. Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância

55. Cia Conexão Dançar África Brasil

56. Coletiva Cabras

57. Coletiva em Apoio às Mães Órfãs

58. Coletivo de Mães de Manaus

59. Coletivo Familiares e Amigos de Presos e Presas do Amazonas

60. Coletivo Mães da Dor

61. Coletivo Abrasme Maranhão

62. Coletivo das mães da maré

63. Coletivo de Familiares de Presos e Presas do Estado da Bahia

64. Coletivo de Mãos Dadas Contra Sistema

65. Coletivo de Mulheres de Feira de Santana – BA

66. Coletivo de Mulheres Negras as Carolinas

67. Coletivo Escuta Liberta

68. Coletivo feminino plural

69. Coletivo Feminista Daisy

70. Coletivo Filhas do Vento (PE)

71. Coletivo Liberta Elas

72. Coletivo Mães de Brumado Salvado

73. Coletivo Pão e Tinta

74. Coletivo Rosas no Deserto de familiares, egressas(os) e amigas(os) do sistema prisional DF.

75. Comissão de Advocacia Popular da OAB PE

76. Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da OABSP

77. Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo CDHPF

78. Comissão de Política Criminal e Penitenciária da OAB/SP

79. Comissão Especial da Verdade sobre a Escravidão Negra no Brasil da OABSP

80. Comitê da Marcha Mundial das Mulheres de Uberlândia/MG – COMMM UDI MULHERES

81. Comitê Estadual Contra Tortura Estado do Rio Grande do Sul

82. Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos do Piauí – CEEDHPI

83. Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes do Amapá

84. Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura do RN

85. Comitê Estadual para Prevenção e Combate à Tortura do RJ

86. Comitê Nacional de Enfrentamento a Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes

87. Comuna Rubro-negra

88. Comunicarte

89. Comunidade Cigana Romano Ligara/DF

90. Conectas Direitos Humanos

91. Conselho de Direito da Criança e do adolescente de Bannach/PA

92. Conselho de Leigos da Arquidiocese de São Paulo – CLASP

93. Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos de Minas Gerais

94. Conselho Estadual de Direitos Humanos e Cidadania do Rio Grande do Norte

95. Conselho Estadual de Direitos Humanos e Cidadania do Rio Grande do Norte

96. Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de Alagoas (CEDCA/AL)

97. Conselho Federal de Serviço Social – CFESS

98. Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Guaratinguetá/SP

99. Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente do Rio de Janeiro

100. Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP SP)

101. Conselho Regional de Serviço Social DF, 8 Região

102. Descobrir Brincando

103. Despatologiza – Movimento pela Despatologização da Vida

104. Educafro Rio

105. Escola de Gente

106. ESSOR Brasil

107. Federação das Associações de Moradores e Entidades Comunitárias de Alagoas

108. FORTSUAS Baixada Santista

109. Fórum Cearense da Luta Antimanicomial

110. Fórum DCA/AL

111. Fórum DCA/AP

112. Fórum DCA/DF

113. Fórum DCA/PR

114. Fórum de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Estado de Rondônia

115. Fórum de Mulheres de Pernambuco

116. Fórum de Saúde Mental de Maceió

117. Fórum dos Direitos da Criança e do Adolescente do Pará – FÓRUM DCA/PA

118. Fórum Estadual DCA da Paraíba

119. Fórum Estadual DCA Piauí

120. Fórum Estadual DCA RJ

121. Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador de Alagoas – FETIPAT/AL

122. Fórum Grita Baixada – FGB

123. Fórum Mineiro de Saúde mental

124. Fórum Social de Manguinhos

125. Frente Distrital Pelo Desencarceramento

126. Frente dos Coletivos Carcerários do Rio Grande do Sul

127. Frente Estadual de Rondônia Contra a Redução da Idade Penal

128. Frente Estadual do Rio de Janeiro Contra a Redução da Idade Penal

129. Frente Estadual em Defesa da Saúde Mental e da luta antimanicomial do Maranhão

130. Frente Estadual pelo Desencarceramento de Goiás

131. Frente Estadual pelo Desencarceramento da Paraíba

132. Frente Estadual pelo Desencarceramento de Rondônia

133. Frente Estadual pelo Desencarceramento de Salvador

134. Frente Estadual pelo Desencarceramento de Minas Gerais

135. Frente Estadual pelo Desencarceramento do Acre

136. Frente Estadual pelo Desencarceramento do Amazonas

137. Frente Estadual pelo Desencarceramento do Espírito Santo

138. Frente Estadual pelo Desencarceramento do Rio de Janeiro

139. Frente Estadual pelo Desencarceramento do Rio Grande do Norte

140. Fundação Jari

141. Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares – GAJOP

142. Grupo Alteridade Psicanálise e Educação – GAP(E) – UFF

143. Grupo Amazônico de Estudos e Pesquisas em Psicologia e Educação (GAEPPE)

144. Grupo Arruaça de Teatro

145. Grupo Curumim

146. Grupo de Estudo, Pesquisa e Extensão sobre Crianças, Adolescentes e Famílias /GCAF

147. Grupo de estudos Caixa de Ferramentas para a Liberdade – CAFELI

148. Grupo de Estudos e pesquisas em gênero, sexualidades e interseccionalidades

149. Grupo de Estudos sobre Violência e Administração de Conflitos/ UFSCar

150. Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão DiV3rso: Saúde Mental, Redução de Danos e Direitos Humanos Unifesp BS

151. Grupo de Mulheres Bordadeiras da Coroa

152. Grupo de Pesquisa Psicologia e Ladinidades/UnB

153. Grupo de Pesquisa sobre Cidadania, Violência e Administração da Justiça – CiVAJ/Unifesp

154. Grupo de Pesquisa Violência e Cidadania/UFRGS

155. Grupo de Trabalho Desencarcera

156. Grupo de Trabalho Gênero e Diversidade do Vale do Aço

157. Grupo Robeyoncé de Extensão Universitária

158. Guajajara Filmes

159. IDEAS – ASSESSORIA POPULAR

160. Ile Ase Opo Iya Afonja

161. Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial-Baixada Fluminense/RJ

162. Instituto Alana

163. Instituto Brasileiro de Ciências Criminais – IBCCRIM

164. Instituto Brasiliana

165. Instituto Co-Labore de Desenvolvimento e Participação Social

166. Instituto da Advocacia Negra Brasileira – IANB

167. Instituto da Infância – IFAN

168. Instituto Dakini

169. Instituto de Capoeira Cordão de Ouro/MS

170. Instituto de Cultura e Consciência Negra Nelson Mandela

171. Instituto de Defensores de Direitos Humanos – DDH

172. Instituto de Estudos da Religião – ISER

173. Instituto Diálogos do ECA – IDECA

174. Instituto Márcia Maia

175. Instituto Memória e Resistência

176. Instituto Motivação

177. Instituto Mundo Aflora

178. Instituto Pro Bono

179. Instituto PROMUNDO

180. Instituto Samara Sena – ISENA

181. Instituto Sedes Sapientiae

182. Instituto Silvia Lane

183. Instituto Sou da Paz

184. Instituto Terra, Trabalho e Cidadania – ITTC

185. ISBET

186. Justiça Global

187. Laboratório de Direitos Humanos da UFRJ

188. Laboratório de Intervenção Social e Desenvolvimento Comunitário – LABINS

189. Laboratório de Pesquisa e Extensão em Subjetividade e Segurança Pública – LAPSUS

190. Laboratório de teoria social filosofia e psicanálise – LATESFIP/USP

191. LGBT+Movimento

192. Liga Brasileira de Lésbica LBL

193. lle Ase Opolya Olodoyde

194. Mães de Maio do Nordeste

195. Mães de Manguinhos

196. Mães e familiares do Curió

197. Mães e Familiares Vítimas da Chacina da Baixada

198. Mães em luto da zona leste

199. Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate à Tortura de Rondônia – MEPCT/RO

200. Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate à Tortura do Rio de Janeiro – MEPCT/RJ

201. Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate à Tortura na Paraíba – MEPCT/PB 

202. Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura – MNPCT

203. Meu Recife

204. Movimenta Caxias

205. Movimento D’ELLAS

206. Movimento Candelária Nunca Mais

207. Movimento Cultural Boca do Lixo

208. Movimento de Mães e Familiares do Curió

209. Movimento Estadual de Direitos Humanos/TO

210. Movimento mães de Acari

211. Movimento Mães de Maio do Cerrado

212. Movimento Moleque

213. Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH Brasil

214. Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua dá Paraíba

215. Movimento pela Proteção Integral de Crianças e Adolescentes

216. Movimento pró saúde mental/DF

217. Movimento República de Emaus – CEDECA – Emaus

218. MST

219. N’ZINGA Coletivo de Mulheres Negras

220. NECA – Associação de pesquisadores e formadores da área da criança e do adolescente

221. Negras que Movem

222. Núcleo Cearense de Estudos e Pesquisas sobre a Criança – Nucepec /UFC –

223. Núcleo de Mães Vitímas de Violência/RJ

224. Núcleo de Assessoria Jurídica Universitária Popular Luiza mahin – UFRJ

225. Núcleo de Estudos de Violência da Universidade de São Paulo – NEV-USP

226. Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Crianças e Adolescentes- NCA-SGD-NEPGSS/PUCSP

227. Núcleo de Estudos pela Superação dos Manicômios NESM/BA

228. Núcleo de Extensão e Pesquisa em Direitos Humanos, Infância, Juventude e Serviço Social/Universidade Federal Fluminense

229. Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas de Saúde Mental do Instituto de Psiquiatria da UFRJ

230. Núcleo de Pesquisas e Estudos sobre o Desenvolvimento da Infância e Adolescência – NUPEDIA

231. Observatório da Democracia e dos Direitos da Unifesp

232. Observatório de Favelas

233. Observatório de Mujeres Gitanas

234. Observatório Popular de Direitos Humanos de Pernambuco

235. Ocupação Valente

236. ODH Projeto Legal

237. Ong Acauā-RN

238. ONG Eu Sou Eu – Reflexo de uma vida na prisão

239. Paiol da Paz / Sino da Paz

240. PARE DE nós MATA /RJ

241. Plan International Brasil

242. Plataforma 4daddy

243. Por Nós

244. Portal Terceira Idade

245. Programa de Educação contra a Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente – Peteca

246. Programa de Investigação Epidemiológica em Violência Familiar (PIEVF-IMS/UERJ)

247. Programa de Pós graduação em Serviço Social e Políticas Sociais da UNIFESP

248. Projeto Amoras

249. Projeto Sonhe alto, pretinha!

250. Projeto Uere

251. Rede de comunidade e movimento contra violência

252. Rede de Apoio a Egressos do Sistema Prisional do RN – RAESP RN

253. Rede de Mães e Familiares Vítimas de Violência da Baixada Fluminense

254. Rede de Mulheres Negras de Pernambuco

255. Rede de Pesquisas em Saúde Mental de Crianças e Adolescentes no Estado do Rio de Janeiro

256. Rede de Proteção e Resistência ao genocídio

257. Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe

258. Rede Esperança Garcia de Proteção aos Defensores e Defensoras de Direitos Humanos do Piauí

259. Rede Feminista de Juristas – deFEMde

260. Rede Justiça Criminal

261. Rede Mães de Luta MG

262. Rede Municipal de Enfrentamento a Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes de Porto Velho/Rondônia

263. Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares de Pernambuco

264. Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas

265. Rede Nacional de Mães e Familiares de Vítimas do Terrorismo do Estado

266. Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (RENILA)

267. Rede Nacional Primeira Infância – RNPI

268. Rede Não Bata, Eduque

269. Rede Rio Criança

270. Roda de homens negros do DF

271. Secretaria Estadual do Trabalho e Bem Estar Social

272. Ses/dasca

273. Sindicato dos Psicólogos do Estado de São Paulo – SINPSI

274. Sociedade Maranhense de Direitos Humanos SMDH

275. Tempojunto

276. Uiala Mukaji Sociedade das Mulheres Negras de Pernambuco

277. Usina da Imaginação

278. Viração Educomunicação

279. Vozes de Mães e Familiares do Sistema Socioeducativo e Prisional do Ceará

Plataforma de tecnologia móvel para refugiados e migrantes é lançada no Brasil

Ferramenta U-Report Uniendo Voces fornece informações e amplifica as vozes de adolescentes e jovens da Venezuela. Mais de 260 mil venezuelanos vivem hoje no Brasil, como refugiados ou residentes

  

Brasília, 17 de dezembro de 2020 – Jovens refugiados e migrantes da Venezuela têm a partir de hoje acesso gratuito a uma ferramenta com conteúdos exclusivos e para se manifestar sobre assuntos que os dizem respeito. A plataforma U-Report Uniendo Voces é um ponto de conexão de adolescentes e jovens naquele que é um dos maiores fluxos de deslocamento do mundo: mais de cinco milhões de pessoas deixaram a Venezuela desde o início das crises social e econômica no país vizinho, e mais de 260 mil pediram refúgio ou residência no Brasil.  

 Através da interação com o chatbot apelidado de “Gigante”, adolescentes e jovens podem acessar conteúdos atualizados sobre direitos e serviços disponíveis para refugiados e migrantes. Eles também podem participar de enquetes – anônimas e voluntárias – cujos resultados ficarão disponíveis publicamente.  

 A comunicação é feita através do Whatsapp ou Facebook Messenger. Basta iniciar a interação para ter acesso aos conteúdos.  

 A iniciativa do projeto, que usa o software de código aberto Rapid Pro, é da Plataforma Regional de Coordenação Interagências para Refugiados, Refugiadas e Migrantes da Venezuela (R4V, na sigla em inglês), que une agências das Nações Unidas e organizações da sociedade civil para apoiar os governos da América Latina, incluindo do Brasil, na resposta ao fluxo de deslocamento da Venezuela, o maior da história recente da região.  

 A implementação do U-Report Uniendo Voces no país é coordenada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em parceria com a Viração Educomunicação.  

O U-Report Uniendo Voces é um espaço para dar voz a adolescentes e jovens da Venezuela através dos canais que eles já utilizam, as redes sociais. Além de responder a enquetes, eles poderão no futuro se manifestar sobre os serviços a que têm acesso, de forma anônima. A ferramenta procura tornar os adolescentes e jovens agentes de mudanças”, afirma Florence Bauer, Representante do UNICEF. 

 Para o Representante do ACNUR no Brasil, José Egas, é importante lembrar que o conteúdo da plataforma é feito especialmente para a população venezuelana refugiada e migrante em situação de vulnerabilidade:

“Vamos dar acesso a informação de qualidade, de forma simples, em canais utilizados pelos jovens e que demandam pouco uso de dados de internet, sobre temas como regularização e o sistema de asilo, trabalho e acesso a direitos como saúde e educação”, destaca.

  Já o chefe de missão da OIM no Brasil, Stéphane Rostiaux, afirma que a ferramenta será importante para todos os parceiros envolvidos na resposta ao fluxo migratório venezuelano.  

“Os resultados das enquetes e consultas ficarão disponíveis publicamente, para permitir que gestores e organizações de todos os setores foquem e direcionem melhor seus esforços e políticas públicas para essa população”, diz. 

 No Brasil, a resposta humanitária para refugiados e migrantes venezuelanos é coordenada pelo Governo Federal por meio da Operação Acolhida, com apoio da plataforma R4V – Resposta a Venezuelanos. As atividades dividem-se em três eixos: ordenamento de fronteira, abrigamento e interiorização. 

Uma pesquisa realizada em 2019 pelo Grupo de Trabalho de Comunicação com as Comunidades da plataforma R4V revelou que 65% dos refugiados e migrantes da Venezuela no Brasil têm acesso a um celular, e que 80% acessa a Internet por meio de diferentes aparelhos. No entanto, 42% afirmou não se sentir informado sobre seus direitos e os serviços disponíveis – um problema que a nova plataforma, lançada hoje, busca resolver. 

 – 

SERVIÇO 

U-Report Uniendo Voces

Canais para interação: 

Messenger 

http://m.me/ureportuniendovoces

Whatsapp 

http://wa.me/556130351947 

Outros canais:

Website  

https://uniendovoces-br.ureport.in 

Facebook 

https://www.facebook.com/ureportuniendovoces 

Quem é Gigante 

Gigante é o simpático robô que conversa com os adolescentes e jovens refugiados e migrantes da Venezuela, que são o público alvo do U-Report Uniendo Voces. Os diálogos são em espanhol ou português – de acordo com a preferência do usuário, na hora da interação e do registro.  

 Tanto o visual quanto o nome de Gigante, assim como o conteúdo da plataforma, foram construídos em consultas com grupos de jovens atendidos pela Operação Acolhida.  

 Sobre o U-Report 

U-Report é uma ferramenta criada em 2011 pelo UNICEF para empoderar as comunidades, com foco nos jovens. Ela garante que aqueles que se cadastram tenham acesso à informação, possam falar sobre questões que afetam a si e suas comunidades e participem do desenvolvimento cidadão. Existe uma comunidade de mais de 12 milhões de U-Reporters em todo o mundo, com 75 países oferecendo a ferramenta.

Já o projeto U-Report Uniendo Voces adapta a plataforma existente para o contexto de refugiados e migrantes e está sendo implementada pela plataforma R4V no Brasil, Equador e Bolívia, podendo incluir mais países futuramente. A participação é sempre voluntária, anônima e gratuita. 

 Sobre o R4V 

A Plataforma R4V – Resposta a Venezuelanos é uma coordenação interagencial do sistema das Nações Unidas e da sociedade civil. A Plataforma R4V é composta por um conjunto de parceiros e tem como objetivo responder ao fluxo de venezuelanos na América Latina e Caribe. No Brasil, a Plataforma R4V é composta por mais de 40 integrantes, entre agências das Nações Unidas e organizações da sociedade civil. 

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 Para mais informações: 

Pedro Neves Fonseca

E-mail: pedro@viracao.orgCel: (11) 99421-0063 

5 mitos sobre Direitos Humanos

arte em fundo preto com grafismos. Texto: "cinco mitos. derrubando cinco mitos sobre direitos humanos" logo viração

Durante a Segunda Guerra Mundial, milhões de pessoas foram mortas, enfrentaram situações precárias, fome e viveram situações degradantes em vários sentidos. Com o fim da guerra, mais de 50 países se reuniram para pensar a criação de uma organização que coordenasse premissas comuns a todos os povos para garantir justiça e alguns direitos básicos.

Foi nesse contexto que surgiu a Organização das Nações Unidas e a Declaração Universal dos Direitos Humanos. O documento, que contém 30 artigos, foi instituído no dia 10 de dezembro de 1948, três anos após o fim da guerra. Desde então a data ficou conhecida como o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Os Direitos Humanos são assegurados a todos os seres humanos, sem distinção de raça, cor, gênero, classe, crença religiosa, estado civil ou qualquer outro marcador social. São Direitos Humanos o direito à vida, à liberdade, à dignidade, à presunção de inocência e à defesa, à educação e à saúde, entre outros.

Apesar da evidente importância desses artigos para a proteção, a justiça e a dignidade de todas as pessoas, em todo o mundo ainda presenciamos diversas violações aos direitos humanos, sua aplicação enfrenta muitos mitos, desinformação e fake news e quem trabalha em defesa destes direitos sofre inúmeras violências.

Derrubando 5 mitos sobre Direitos Humanos

Selecionamos cinco mitos bastante difundidos sobre direitos humanos para desfazer. Acompanhe a lista:

#01 – “Bandido bom é bandido morto!”

Essa ideia foi consolidada no imaginário social, passando a mensagem de que “se os direitos dessa pessoa que infringiu a lei não tivessem sido defendidos, ela não teria praticado o crime”. O discurso parece convincente, mas é uma armadilha que se apoia no medo legítimo das pessoas para que a polícia tenha ‘passe livre’ para atuar com abordagens truculentas – mas isso não resolve o problema.

Em 2019, a polícia brasileira foi responsável por 5.084 mortes – se tornando a polícia que mais mata no mundo. No mesmo ano, foram 159 oficiais assassinados em serviço. Em 2018, 104 policiais cometeram suicídio. Isso reforça a ideia de que só a violência é capaz de manter a ordem, mas essa conta não fecha!

Fonte: G1 e Exame.

#02 – “Direitos Humanos para humanos direitos!”

Segundo a ONU, os direitos humanos incluem o direito à vida e à liberdade, à liberdade de opinião e de expressão, o direito ao trabalho e à educação (além de alguns outros).

Ou seja, todas as pessoas merecem estes direitos – sem discriminação, independentemente de qualquer diferenciação de gênero, classe, raça, religião e opinião política.

#03 – “Direitos Humanos é coisa da esquerda!”

Maíra Cardoso Zapater – doutora em Direitos Humanos – explica que os direitos que hoje chamamos de “direitos humanos” têm origem histórica em revoluções e movimentos sociais tanto de esquerda quanto de direita. Ou seja, ambos os sistemas são compatíveis com a democracia e com a garantia de direitos humanos, apenas apontando caminhos diversos e priorizando problemas diferentes.

Fonte: Observatório do Terceiro Setor.

#04 – “A redução da maioridade penal reduz a criminalidade”

Existem várias justificativas que contradizem essa afirmação.

1. Os presídios se encontram superlotados para os maiores de 18 anos. Ou seja, a redução da idade penal implicaria, em particular ao Poder Executivo, maiores gastos com a ampliação do número de vagas.

2. É mais eficiente educar do que punir.

3. O índice de reincidência nas prisões brasileiras é relativamente alto.

4. Crianças e adolescentes estão em um patamar de desenvolvimento psicológico diferente dos adultos.

#05 – “Feminismo é machismo ao contrário”

Uma pesquisa simples por dicionários já é o suficiente para desmistificar esta afirmação. No Dicionário Online de Português, por exemplo, a palavra “Feminismo” está descrita como: “movimento que combate a desigualdade de direitos entre mulheres e homens”. Ou seja, não tem nada a ver com uma suposta doutrina que prega a supremacia da mulher em relação ao homem. Não caia nesse papo furado!

Quer se aprofundar no tema?

A #ViraIndica leituras para expandir os horizontes:

Sejamos todas feministas – Chimamanda Ngozi Adichie

Quem tem medo do feminismo negro? – Djamila Ribeiro

Mulheres, raça e classe – Angela Davis