Resultado da seleção da nova turma do Pra Brilhar

Jovens têm até 01 de agosto para responder e-mail de confirmação. Ciclo formativo começa dia 09

É hora de brilhar! Saiu a lista de selecionades pra nossa nova turma:

  • Ângela Ferreira da Silva
  • Azul Marinha Silva Lima
  • Bruna Ady Becker
  • Bruno Henrique de Carvalho
  • Celso Serafim de Araujo
  • Emily
  • Felipa Rodrigues da Silva
  • Gleyce Kelly Barreto
  • Guilhermeson Macedo
  • Helio dos Santos Silva Junior
  • Jefferson Messias Tavares de Brito
  • João Lucas Gomes do Nascimento
  • João Rodolfo lobo dos Santos
  • Kaique da Silva Gollo
  • Kaique Salomé Ribeiro
  • Kennedy Davi Pereira
  • Leonardo da Silva Passos
  • Leonardo de Freitas e Silva
  • Leonardo Gonçalves
  • Luan Kevin de Queiroz
  • Luana Nascimento Rocha Simão
  • Marcondes Douglas Felipe de Miranda Silva
  • Marcos Paulo Donato do Nascimento
  • Marie Claire de Oliveira Rodrigues
  • Pandora pereira da silva
  • Pérola rios
  • Pietra Aparecida Ferreira de Oliveira
  • Rafaelly Domingos leite de jesus
  • Richard Felix Ribeiro campos
  • Roberta da Silva Fernandes
  • Sollar Cassiano Nunes
  • Thiago Araujo da Conceição Santos
  • Thiago Marcolino da Silva
  • Vinicios Gomes Ferreira
  • Vitor Hugo Fonseca Costa
  • Wender Gomes de Campos
  • Wender Santana serra
  • Yago Balsamo do Nascimento
  • Yasmin bispo
  • Yris Silva Souto Franco

Jovens selecionades receberão uma mensagem por e-mail com um formulário de confirmação, que deve ser respondido até 01 de agosto pra garantir a sua vaga.

Essa galera vai participar da nossa jornada de formação e poderão aprender e compartilhar saberes sobre produção de conteúdos e comunicação, explorando os temas:

  • Gênero
  • Sexualidade
  • Direitos Humanos
  • Prevenção combinada ao HIV/Aids e outras ISTs

Teremos 20 selecionadas/es/os para receber ajuda de custo de R$ 100,00 (Cem Reais) mensais para acesso à internet e às atividades durante o ciclo formativo (agosto a novembro de 2021). A seleção vai levar em consideração os critérios de raça/cor (preferencialmente pret@s e pard@s), gênero (priorizando meninos gays cis, meninas trans e travestis) e vulnerabilidade social (renda familiar de até 2 salários mínimos). Essa divulgação será publicada em 04 de agosto.

De olho nas próximas etapas:

  • Divulgação da seleção: 28 de julho de 2021
  • Confirmação de Participação: 28 de julho a 01 de agosto de 2021
  • Seleção de Bolsas de Ajuda de Custo: 02 e 03 de agosto de 2021
  • Divulgação Bolsistas Selecionades: 04 de agosto de 2021
  • Início das atividades: 09 de agosto de 2021 (segunda-feira), das 17h as 20h
 

Tereza de Benguela, símbolo da luta das mulheres negras

Tereza de Benguela, a Rainha Tereza, foi uma líder quilombola que desafiou o sistema escravocrata no Brasil do século XVIII, liderando o Quilombo do Quariterê, na região onde hoje é o Vale do Guaporé, no Mato Grosso.

Tereza de Benguela assumiu o comando do Quilombo Quariterê após a morte de seu companheiro, José Piolho. Ela coordenava a estrutura política, econômica, administrativa e social da comunidade, que contava com mais de 100 pessoas, entre negros e indígenas.

Durante ao menos duas décadas, Tereza garantiu a resistência do quilombo adotando uma espécie de parlamento e com a criação de um sistema de defesa, além de coordenar o cultivo de alimentos como milho, feijão, mandioca e banana, além do algodão, que era usado para produção de tecidos.

O Quilombo do Quariterê resistiu até o final do século XVIII. Existem dois relatos sobre o destino da Rainha Tereza: no primeiro, ela teria sido assassinada pelo Exército; no segundo, ela teria se suicidado ao ser capturada pelo exército português.

Desde 2014, o dia 25 de julho é o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A data é um símbolo de resistência das mulheres negras, instituído pela Lei Ordinária 12987/2014. No texto do projeto, Tereza de Benguela é reconhecida como um exemplo que “serve de espelho para as mulheres negras que continuam a lutar contra um contexto adverso e discriminatório”.

Apesar da decisão de dedicar a data à Rainha Tereza, sua história ainda sofre apagamento pelo sistema e estrutura racista herdados do tempo colonial. Reconhecer a importância da sua história, atuação política e resistência é inspirar a existência, as lutas e a força das mulheres negras e de todo o povo preto do Brasil.

O dia 25 de julho é marcado também por ser o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, uma referência ao 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, que aconteceu em 1992, na República Dominicana. O evento foi organizado para mobilizar e dar visibilidade à luta das mulheres negras contra a opressão de gênero, a exploração e o racismo na América Latina e das discussões foi criada a Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-Caribenhas. 

A Rede articulou junto à ONU o reconhecimento do dia 25 de julho como o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha.

Referências: Portal Geledés, ONU Mulheres, Oxfam e Jornal Brasil de Fato.

Viração contrata estagiárie para área administrativa

Vaga exclusiva para pessoas trans, travestis e não bináries. Inscrições até 31/07

A Viração contrata estagiárie em educomunicação. Esta vaga é exclusiva para pessoas trans, travestis ou não bináries.

Requisitos:

Cursando graduação, tecnólogo ou técnico em Administração de Empresas, Finanças, Contabilidade ou áreas afins;

Principais responsabilidades:

  • Suporte para área financeira: contas a pagar e receber;
  • Suporte para as atividades de tesouraria;
  • Garantir que os documentos relacionados aos pagamentos sejam organizados e arquivados de forma confiável;
  • Apoio as rotinas administrativas: preenchimento de contratos; organização dos arquivos físicos e digitais da área administrativa e de projetos; digitalização de documentos; compra de material; encomenda/ compra de comidas e bebidas para oficinas; acompanhamento do estoque (material de escritório, de limpeza e pedagógico); acompanhamento da regularidade fiscal e jurídica por meio de certidões;
  • Atender e realizar outras atividades profissionais correlatas e inerentes ao cargo, conforme orientação e solicitação do Superior imediato.

 

Conhecimentos específicos:

  • Conhecimento intermediário no pacote office
  • Vivência no 3° setor será um diferencial

 

Informações adicionais

Regime de contratação: Estágio

Carga horária: 20h semanais

Bolsa de estágio + vale transporte e auxílio alimentação.
Local de trabalho: Sede da Viração – República, São Paulo -SP. 

(Home office durante o momento de distanciamento social em função da COVID-19) 

 

Processo seletivo:

Envio de currículo e carta de apresentação para o e-mail selecao@viracao.org até 31/07/ 2021 com o assunto ‘’Estágio em área administrativa” 

O processo seletivo ocorrerá entre os meses de julho e agosto de 2021 e contará, além da análise de currículo e carta de apresentação, com entrevista a ser realizada pela plataforma Zoom ou Google Meet. Informações sobre datas de entrevistas e o andamento do processo serão enviadas diretamente às pessoas selecionadas.

Baixe o edital em PDF

 

Sobre a Viração Educomunicação

Criada como projeto em 2003, a Viração hoje é uma Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos que tem como objetivo mobilizar adolescentes, jovens, educadores(as) e educomunicadores(as), por meio da educomunicação, para a promoção e defesa dos direitos de adolescentes e jovens, possibilitando a construção de uma sociedade justa, participativa e plural.

 

Para saber mais sobre a Viração: 

https://viracao.org/

https://www.instagram.com/viracaoeducom/

Viração contrata Estagiárie em Educomunicação

Vaga é exclusiva para pessoas trans, travestis ou não binárias. Inscreva-se até 31/07 conforme instruções do edital

A Viração contrata estagiárie em educomunicação. Esta vaga é exclusiva para pessoas trans, travestis ou não binárias.

Requisitos:

Cursando graduação no campo das Humanidades, preferencialmente em Educomunicação, Comunicação e áreas afins. 

 

Principais responsabilidades:

  • Auxílio na produção, edição e distribuição de conteúdos educomunicativos para os diferentes projetos e programas da Viração Educomunicação;
  • Auxílio na mobilização e manutenção de uma rede de colaboradores para a AJN e revista Viração;
  • Auxílio na produção de conteúdo para as redes sociais;
  • Auxílio a educomunicadores na implementação de oficinas educomunicativas com adolescentes e jovens;
  • Apoio na criação das campanhas educomunicativas;
  • Apoio na elaboração de novos projetos.

 

Conhecimentos específicos:

  • Compromisso e conhecimento da Declaração dos Direitos Humanos, Convenção dos Direitos da Criança, Estatuto da Criança e do Adolescente e Estatuto da Juventude;
  • Boa redação;
  • Domínio no Pacote Office ou software livre/ open source.
  • Ter conhecimento em produção de conteúdo de audiovisual, fotografia ou podcast, será um diferencial;
  • Afinidade pelas temáticas de direitos humanos, mobilização social, comunicação colaborativa e juventudes;

Informações adicionais

Regime de contratação: Estágio

Carga horária: 30h semanais

Bolsa de estágio + Vale transporte e auxílio alimentação.
Local de trabalho: Sede da Viração – República, São Paulo -SP. 

(Home office durante o momento de distanciamento social em função da COVID-19) 

 

Processo seletivo:

Envio de currículo e carta de apresentação para o e-mail selecao@viracao.org até 31/07/ 2021 com o assunto ‘’Estágio educomunicação’’ 

O processo seletivo ocorrerá entre os meses de julho e agosto de 2021 e contará, além da análise de currículo e carta de apresentação, com entrevista a ser realizada pela plataforma Zoom ou Meet. Informações sobre datas de entrevistas e o andamento do processo serão enviadas diretamente às pessoas selecionadas.

Baixe o edital em PDF aqui

 

Sobre a Viração Educomunicação

Criada como projeto em 2003, a Viração hoje é uma Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos que tem como objetivo mobilizar adolescentes, jovens, educadores(as) e educomunicadores(as), por meio da educomunicação, para a promoção e defesa dos direitos de adolescentes e jovens, possibilitando a construção de uma sociedade justa, participativa e plural.

Para saber mais sobre a Viração: 

https://viracao.org/

https://www.instagram.com/viracaoeducom/

 

Mais de 60% de adolescentes e jovens que menstruam já deixaram de ir à escola ou a outro lugar que gostam por causa da menstruação, alertam UNICEF e UNFPA

Enquete realizada via plataforma U-Report Brasil com 1,7 mil pessoas revela  experiências, impressões e desafios de adolescentes e jovens no Brasil sobre a menstruação

 

A menstruação, por mais que seja um processo natural, ainda é um tabu que afasta adolescentes e jovens da escola e causa constrangimento. É o que mostra uma enquete sobre saúde e dignidade menstrual, realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), por meio da plataforma U-Report, em todo o Brasil. Embora não seja uma pesquisa com rigor metodológico, a enquete traz a visão de mais de 1.730 pessoas, a maioria entre 13 e 24 anos, que responderam voluntariamente. Entre elas, 82% menstruam e 18% não.

 

A experiência de menstruar é vista como algo muito difícil por 2 em cada 10 participantes da enquete que menstruam. Para 45%, é uma experiência mais ou menos difícil e 34% afirmam que “levam de boa”.

 

Entre quem menstrua, 62% afirmam que já deixaram de ir à escola, ou outros lugares por causa da menstruação. Além disso, 73% dizem que  já se sentiram constrangidas na escola ou em outro lugar público por conta menstruação. 

 

O constrangimento é também notado por quem não menstrua: 58% disseram que já presenciaram essas situações de constrangimento.

 

“A dignidade menstrual é um direito de cada adolescente e jovem que menstrua. É essencial retirar o tabu em relação ao tema. As escolas têm um papel fundamental nesse processo. Cabe a elas acolher todas as pessoas que menstruam, e contribuir para transformar o ambiente escolar em um espaço acolhedor, sem bullying, e que respeite a todas e todos”, defende Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil.

 

Dignidade menstrual

 

Entre adolescentes e jovens que menstruam, 35% afirmaram que já passaram por alguma dificuldade por não ter acesso a absorventes, copinhos, água ou outra forma de cuidar da higiene menstrual. 

 

“A experiência de menstruar tem sido algo difícil para muitas pessoas que menstruam, seja pela falta de insumos, como absorventes, seja pelas condições estruturais, como água e banheiro. Na enquete, ouvimos pessoas que, na falta de recursos mínimos, relataram uso de fralda, pano e até sabugo de milho no período menstrual. Isso tem um impacto profundo no direito de ir e vir, na construção de autoestima e confiança corporal, e na dignidade de pessoas que menstruam”, afirma Astrid Bant, representante do UNFPA no Brasil.

 

Educação sobre o tema

As informações sobre menstruação ainda não fazem parte da vida escolar. Entre as pessoas que menstruam, 71% disseram que nunca tiveram aulas, palestras ou rodas de conversa sobre cuidados na menstruação na escola. Entre quem não menstrua, 58% nunca tiveram. 

 

As mães aparecem como as principais responsáveis por introduzir o assunto às pessoas que menstruam; em 55% dos casos, foram elas as primeiras a trazer informações sobre o tema. Entre as pessoas que não menstruam, as mães também possuem posição de destaque (27%), ficando atrás somente de começar a aprender por conta própria (30%).

 

A enquete é um recado que adolescentes e jovens estão dando à sociedade, por meio do U-Report. É essencial garantir espaços seguros de diálogo nas escolas e nas famílias para garantir que os direitos menstruais sejam respeitados. 

Sobre a enquete

As enquetes do U-Report são realizadas via internet, utilizando WhatsApp, SMS e Messenger do Facebook, em parceria com a Viração Educomunicação, com mais de 95 mil adolescentes e jovens inscritos. Não se trata de pesquisas com rigor metodológico, mas de consultas rápidas por meio de redes sociais entre pessoas, principalmente de 13 a 24 anos, cadastradas na plataforma. Esta enquete apresenta a opinião de 1,7 mil adolescentes e jovens e não pode ser generalizada para a população brasileira como um todo. Os resultados da enquete completa estão disponíveis em: https://www.ureportbrasil.org.br/opinion/2351/

Sobre o UNICEF

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) trabalha em alguns dos lugares mais difíceis do planeta, para alcançar as crianças mais desfavorecidas do mundo. Em 190 países e territórios, o UNICEF trabalha para cada criança, em todos os lugares, para construir um mundo melhor para todos. Saiba mais em www.unicef.org.br

Acompanhe nossas ações no Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e LinkedIn.

Você também pode ajudar o UNICEF em suas ações. Faça uma doação agora.

Sobre o UNFPA

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) é a agência de desenvolvimento internacional da ONU que trata de questões populacionais. Desde sua criação, em 1969, tem sido um ator-chave nos programas de desenvolvimento populacional relacionados com os temas de saúde sexual, reprodutiva e igualdade de gênero. Saiba mais em https://brazil.unfpa.org/.

Acompanhe do UNFPA em Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e Linkedin

Informações para imprensa 

UNICEF

Elisa Meirelles Reis – ereis@unicef.org – (61) 98166 1649

Luiza Maia – luiza.maia@loures.com.br – (21) 97220-8325 

João Suckow – joao.suckow@loures.com.br

UNFPA

Fabiane Guimarães – imprensa.brasil@unfpa.org – (61) 99998 3100

Adolescentes apontam violências cotidianas na Grande São Paulo

O Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios na Adolescência, em parceria técnica com a Rede Conhecimento Social, ouviu mais de 700 adolescentes sobre o tema e aponta urgência por políticas de proteção. Lançamento da pesquisa acontece em live no canal do Unicef Brasil no YouTube

Múltiplas violências, em múltiplos ambientes, fazem parte da vida cotidiana de adolescentes e jovens da Grande São Paulo. A grave situação é apontada por 747 adolescentes e jovens, entre 12 e 19 anos, moradores da Região Metropolitana de São Paulo, ouvidos no período de janeiro a fevereiro de 2021. Lançada nesta semana, a escuta “Violências no cotidiano de adolescentes na Grande São Paulo” foi realizada por iniciativa do Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios na Adolescência (CPPHA) em parceria técnica com a Rede Conhecimento Social. O material completo pode ser acessado abaixo:

A escuta revela que as violências contra as(os) adolescentes se repetem nos mais diversos ambientes da vida diária – incluindo aqueles que deveriam ser espaços de proteção. Oito em cada dez adolescentes consultados indicam ter visto pelo menos uma situação de violência contra adolescentes na escola; três em cada dez, nos serviços de saúde; e um em cada dez, nos serviços de assistência social. A própria casa foi indicada por três de cada dez adolescentes ouvidos. Já viram violência contra adolescentes na internet e nas ruas cerca de nove entre cada dez entrevistados.

São várias as experiências de violência marcando o cotidiano dos adolescentes. De forma extrema, um em cada cinco entrevistados indica ter perdido alguém próximo, de até 19 anos, vítima de homicídio. Abuso sexual, agressão física, bullying, racismo e LGBTfobia são violações conhecidas por muitos das(os) adolescentes.

“O homicídio é muitas vezes o desfecho extremo de uma série de violências e violações de direitos. Não podemos deixar as múltiplas violências paralisarem os jovens, fazendo com que eles deixem de se desenvolver e de aproveitar oportunidades. Estar na escola ou acessar um serviço de saúde ou assistência deveria ser sempre sinônimo de proteção. Se não é, precisamos urgentemente mudar isso”, afirma a deputada estadual Marina Helou (Rede), que preside o CPPHA.

Racismo e violência de gênero

O estudo confirma também as desigualdades: ser adolescente negro, mulher ou LGBTQIA+ intensifica ainda mais a vivência de violências na Grande São Paulo. Ao todo 25% das mulheres e 37% dos entrevistados que se identificam como LGBTQIA+ reportam já ter sofrido violência sexual (entre homens, são 8%). Ao mesmo tempo, 40% dos respondentes LGBTQIA+ apontam ter sido vítimas de agressão verbal de alguém da família.

O recorte racial, por sua vez, deixa claro o quanto a vida pública é mais violenta para adolescentes negros: 36% dos jovens respondentes que se declaram pretos dizem já ter sido seguidos ou abordados no supermercado, algo que só 11% dos respondentes brancos relata. Ao todo, 57% dos respondentes que se declaram pretos reportam já ter sofrido racismo. O racismo também marca a relação com os agentes de segurança pública. Nos primeiros dois meses de 2021, 10% dos respondentes negros foram abordados pela polícia, duas vezes e meia mais do que entre os respondentes brancos.

“É essencial reconhecer que adolescentes negros, mulheres, LGBTQIA+ são sistematicamente mais afetados pelas violências cotidianas. Precisamos ouvir com atenção os próprios adolescentes e avançar em políticas concretas para superar o racismo estrutural e a violência baseada em gênero. Precisamos construir cidades que protegem e dão oportunidades a cada adolescente”, alerta Adriana Alvarenga, chefe do escritório do UNICEF em São Paulo.

A escuta foi realizada de forma inovadora para subsidiar o trabalho do Comitê e de seus parceiros na prevenção da violência letal contra adolescentes, amplificando a voz dos jovens sobre sua própria situação. Foi usada a metodologia PerguntAção, que promove a construção participativa de todas as etapas de uma pesquisa, por meio de oficinas práticas, trazendo o próprio público pesquisado como coautor dessa produção de conhecimento.

“É muito potente ter os adolescentes não só como consultados, mas também como pesquisadores dessa temática, trabalhando conosco desde o planejamento até a análise dos resultados. É um processo que dialoga diretamente com um dos dados mais marcantes dessa escuta: 91% dos adolescentes concordam que, apesar de ser um assunto chato, é preciso falar sobre a violência que os afeta duramente; ou seja, adolescentes têm necessidade de falar sobre o tema, querem e precisam se ouvir uns aos outros e ser mais ouvidos”, afirma Marisa Villi, diretora executiva da Rede Conhecimento Social.

O relatório final com os resultados da perguntAção será lançado em transmissão ao vivo programada para o dia 08 de julho, a partir de 15h30, no canal do Unicef Brasil no YouTube, com a participação de Adriana Alvarenga (Unicef), Marina Helou (Deputada Estadual e presidente do CPPHA), Marisa Villi (Rede Conhecimento Social) e jovens pesquisadores da consulta.

Busca de soluções

Para além de reportar as violências, os adolescentes e jovens ouvidos pela consulta apontam soluções. Para 43%, é necessário investir mais em campanhas contra o racismo e 37% defendem campanhas pela igualdade de gênero, questões que se refletem nas diversas formas de violência. O acesso a oportunidades também é essencial para os jovens para a prevenção das violências. Dezenove por cento afirmam ser importante a oferta de vagas de emprego para áreas periféricas e não somente nas regiões centrais e 34% defendem a criação de espaços para que os adolescentes possam se reconhecer e apresentar suas ideias.

A partir dessas soluções apontadas, torna-se possível um cotidiano com menos violências e mais propício para a construção de um futuro, pois 49% dos respondentes sonham em trabalhar com o que gostam. E, apesar do medo de não se inserir no mercado de trabalho (33%) ou não ter qualificação suficiente (21%), 92% dos adolescentes e jovens acreditam que vão realizar seus sonhos relativos à educação e ao trabalho.

Perfil Marina Helou

Deputada Estadual de primeiro mandato em São Paulo pela Rede Sustentabilidade. Administradora Pública, formada pela EAESP-FGV (Fundação Getúlio Vargas) e especialista em negócios e sustentabilidade pela Fundação Dom Cabral/Cambridge University. Trabalhou na Natura, onde foi responsável pela criação da área de diversidade. Fundadora da Rede Empresarial de Inclusão Social e do movimento Vote Nelas.

Fez parte dos movimentos RenovaBR e RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade). Tem 32 anos, é mãe do Martin e da Lara. Suas principais pautas são: Primeira Infância, Meio Ambiente,
desenvolvimento sustentável, Prevenção de Homicídios na Adolescência e mais mulheres na política.

Sobre o Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios na Adolescência

O Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios na Adolescência (CPPHA) é uma iniciativa tripartite e suprapartidária que tem como partícipes a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Governo do Estado de São Paulo, representado pela Secretaria de Justiça e Cidadania, e que visa à prevenção da violência fatal de crianças e adolescentes de 10 a 19 anos no estado de São Paulo.

Sobre a Rede Conhecimento Social

A Rede Conhecimento Socialé uma organização sem fins lucrativos que concebe, planeja e implementa diferentes abordagens de construção de conhecimento por meio de colaboração, cocriação e compartilhamento de saberes, utilizando estratégias participativas e metodologias desenvolvidas pela multiplicidade de pessoas que compõem a rede. Atendimento à imprensa: Jéssica Costa: (11) 99158 4482 – jessica.costa@conhecimentosocial.org.

Sobre o UNICEF

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) trabalha em alguns dos lugares mais difíceis do planeta, para alcançar as crianças mais desfavorecidas do mundo. Em 190 países e territórios, o UNICEF trabalha para cada criança, em todos os lugares, para construir um mundo melhor para todos.

Atendimento à imprensa:

  • Gabriela Clemente – Gabinete Deputada Marina Helou (11 9 9541 3452 –
    imprensa@marinahelou.com.br)
  • Jéssica Costa – Rede Conhecimento Social (11 9 9158-4482 –
    jessica.costa@conhecimentosocial.org)
  • Mayara Barbosa – UNICEF (12 98825 7385 – mdealmeida@unicef.org)

Série educomunicativa aborda autocuidado e saúde emocional

Jovens reunidos pela Asec Brasil participaram de oficinas sobre produção de conteúdo educomunicativo e criaram materiais para redes sociais abordando os temas da Caixa de Ferramentas do projeto Promover para Prevenir. Navegue pelos conteúdos

Um grupo de jovens participantes do projeto Promover para Prevenir, iniciativa da Asec Brasil – Movimento Saber Lidar, em parceria com o Unicef Brasil produziram uma série educomunicativa para redes sociais abordando temas do autocuidado e saúde emocional.

Após o encerramento do ciclo formativo temático com profissionais da Asec Brasil, a Viração Educom foi convidada para mediar oficinas de produção de conteúdo educomunicativo com jovens líderes do projeto. Após a primeira oficina, que abordou os conceitos de educomunicação e educação entre pares, a turma foi convidada a participar de encontros temáticos e desenvolver, com a mediação dos profissionais da Viração, uma série de conteúdos pautados nas reflexões que fizeram do material da Caixa de Ferramentas do projeto Promover para Prevenir.

Nestes encontros, a turma trouxe mensagens importantes sobre autocuidado e saúde mental. Nas oficinas, as e os jovens foram convidados a desenvolver coletivamente os produtos educomunicativos, desde o roteiro até a finalização. O resultado pode ser visto em vídeos depoimentos, entrevista, carrossel com dicas de autocuidado, uma roda de conversa em podcast e um vídeo poesia.

  • A Yasmim, participante da Caixa de Ferramentas, comenta no vídeo o que é Saúde Mental
    para ela e quais são os desafios para falar sobre o tema com outros jovens. Assista aqui.
  • Em um carrossel para redes sociais, a turma selecionou 6 práticas que fazem a diferença em dias difíceis. Acesse aqui.
  • A Maria Eduarda, participante da Caixa de Ferramentas, conversou com Sheila Querido, monitora da Asec Brasil, sobre o trabalho com os jovens durante o ciclo formativo do projeto. Assista aqui.
  • A Juliana, de 16 anos, participou dos encontros da Caixa de Ferramentas no projeto Promover para Prevenir e falou sobre saúde mental em um vídeo para Instagram. Assista aqui.
  • No podcast, a turma foi convidada a promover uma roda de conversa sobre autocuidado como fator de proteção para nossa Saúde Mental. Ouça aqui.
  • Encerrando a série, a jovem Luddymilla Fernandes escreveu uma poesia a partir das reflexões provocadas pelas discussões do ciclo formativo, que também foi transformada em vídeo. Assista aqui.

Todos os materiais contaram com supervisão e revisão da equipe da Asec Brasil e curadoria da Viração Educom, e podem ser vistos e compartilhados a partir dos canais das duas organizações nas redes sociais.

Abertas as inscrições para a turma 2021.2 do Pra Brilhar

Estão abertas até o dia 25 de julho de 2021 as inscrições para a segunda turma do projeto Pra Brilhar, que dialoga prevenção combinada a ISTs/Aids e educomunicação com jovens entre 16 a 29 anos da cidade de São Paulo.

Para participar, basta se inscrever pelo formulário: bitly.com/prabrilhar20212

Neste semestre vamos selecionar até 40 jovens LGBTI+, prioritariamente meninos cis gays, meninas trans e travestis da cidade de São Paulo com idades entre 16 e 29 anos para participar da nossa jornada de formação na qual poderão aprender mais sobre produção de conteúdos e comunicação, explorando os temas:

✨Gênero
✨Sexualidade
✨Direitos Humanos
✨Prevenção combinada ao HIV/Aids e outras ISTs

No final do percurso formativo, a galera vai criar produtos educomunicativos a partir dos resultados desta jornada – artes gráficas, produção audiovisual e artes do corpo! Ah, e também tem intervenções no território – mas, dessa vez, online porque estamos cibernetic@s 😉

As inscrições estão abertas até o dia 25 de JULHO de 2021: bitly.com/prabrilhar20212

Teremos 20 selecionadas/es/os para receber ajuda de custo de R$ 100,00 (Cem Reais) mensais para acesso à internet e às atividades durante o ciclo formativo (agosto a novembro de 2021). A seleção vai levar em consideração os critérios de raça/cor (preferencialmente pret@s e pard@s), gênero (priorizando meninos gays cis, meninas trans e travestis) e vulnerabilidade social (renda familiar de até 2 salários mínimos).

É só preencher o formulário e aguardar o resultado do processo de seleção. Vamos juntes porque gente é Pra Brilhar com foco no aprendizado e na prevenção 🤩

Siga o Pra Brilhar nas redes sociais:

Site: prabrilhar.org
Facebook: fb.com/prabrilharsp 👍🏾👍🏾👍🏾

O ‘Pra Brilhar’ é um projeto executado pela Viração Educomunicação em parceria com Coordenadoria de IST/Aids da Cidade de São Paulo. Nesse semestre, também contamos com o apoio do Centro de Referência a Diversidade Brunna Valin.

#PraBrilhar #IST/Aids #Prevencao #Sexualidade #Genero #DireitosHumanos

MAIS INFORMAÇÕES

 

– Devido à pandemia da Covid-19, os primeiros encontros estão programados para acontecer de forma on-line, garantindo a proteção de todes. Quando for possível, encontros presenciais serão combinados com a turma, respeitando as orientações da OMS e Ministério da Saúde.
– Período da formação: encontros semanais de agosto a novembro de 2021
– DAs/DEs/DOs 40 participantes selecionades, 20 receberão, durante os meses da formação, uma bolsa ajuda de custo mensal (R$ 100,00), levando em consideração os critérios de raça/cor (preferencialmente pret@s e pard@s), gênero (priorizando meninos gays cis, meninas trans e travestis) e vulnerabilidade social (renda familiar de até 2 salários mínimos).

– A seleção será realizada com critérios de classe e cor/raça
✅ Período de inscrição: 05 a 25 de julho de 2021
✅ Período de seleção: 26 e 27 de julho de 2021
✅ Divulgação da seleção: 28 de julho de 2021
✅ Confirmação de Participação: 28 de julho a 01 de agosto de 2021
✅ Seleção de Bolsas de Ajuda de Custo: 02 e 03 de agosto de 2021
✅ Divulgação Bolsistas Selecionades: 04 de agosto de 2021
✅ Início das atividades: 09 de agosto de 2021 (segunda-feira), das 17h as 20h

 

LAB Jovens – Defensoras e Defensores do Oceano e dos Rios

Prêmios, oficinas e mentorias para jovens brasileiros

Já estão abertas as inscrições para o Lab Jovens, um projeto inovador que prepara a construção de uma rede nacional permanente de jovens ativistas do meio ambiente. O combate à poluição das águas e a luta contra os microplásticos é o tema do programa deste ano, organizado por um grupo de entidades brasileiras e internacionais.

O Lab Jovens é gratuito e aberto a jovens de 18 a 26 anos que participarão de webinários, oficinas e encontros orientados para o desenvolvimento de projetos que poderão sair do papel e ganhar mares e rios, Brasil afora. A L’Oréal, a Delegação da União Europeia e a Embaixada da França irão financiar iniciativas desenvolvidas durante o Lab Jovens com um fundo semente de até 5 mil reais para cada uma.

Inscreva-se aqui

 

Inscrições abertas até o dia 10 de junho

O LAB Jovens acolherá até 200 participantes na primeira etapa, que prevê uma série de eventos sobre a poluição e a proteção dos rios e oceanos.

Nas etapas seguintes, que se estendem até o fim do ano, os novos ativistas aprenderão como planejar e colocar em prática um projeto, como buscar financiamento e defender sua ideia em público. O LAB Jovens capacitará os participantes, fornecendo as ferramentas e o acompanhamento necessários, com apoio de mentores, troca de experiências e criação de uma comunidade de jovens ativistas.

Essa comunidade já começa a se reunir no perfil @labjovens no Instagram. As inscrições podem ser feitas pelo site: debatesideias.com.br/labjovens

 

Campos de atuação

O LAB Jovens celebrará a diversidade de atuação, e apoiará e premiará projetos e iniciativas que abordam o ativismo sob diferentes perspectivas – comunitária, científica, artística, jornalística, e internacional.

Inovador no formato e ambicioso quanto aos resultados, esse projeto vem atender a uma urgência que se impõe atualmente. 70% da superfície de nosso planeta é coberta pelos oceanos que são responsáveis por, pelo menos, 50% de nosso oxigênio produzido na Terra. Entretanto, 40% dos oceanos são considerados fortemente afetados pela atividade humana. O Lab Jovens acredita que a criação de uma rede permanente de jovens ativistas pode mudar isso por meio da conscientização e da ação.

 

Coletivo de organizadores:

  • Embaixada da França;
  • Câmara de Comércio França Brasil;
  • Delegação da União Europeia no Brasil;
  • Fondation Tara Océan;
  • Fundo Casa;
  • Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento – IRD;
  • Instituto Serrapilheira;
  • Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente;
  • UNESCO Brasil.

O LAB Jovens faz parte do projeto mais amplo, o FrancEcoLab Brasil, que visa sensibilizar escolas e jovens ativistas sobre o meio ambiente. Este ano, mais de 3.500 alunos de 50 escolas de todo o Brasil – do ensino fundamental ao médio – estão trabalhando conteúdos sobre a preservação do planeta e seus ecossistemas. A eles, se juntam agora os 200 jovens do LAB Jovens.

A Viração Educom e a Agência Jovem de Notícias são parceiras desse projeto.

Resultado da seleção de bolsa-auxílio | Combinado Coletivo

Inhaí, bunite! Saiu o resultado da seleção da bolsa-auxílio da turma do Combinado Coletivo!

Dentre as 40 pessoas pessoas selecionadas para participar do ciclo formativo, 20 jovens foram contemplades para receber a ajuda de custo. A seleção levando em consideração os critérios de raça/cor (preferencialmente pretes e pardes), gênero (priorizando meninos gays cis, meninas trans e travestis) e vulnerabilidade social (renda familiar de até 2 salários mínimos).

Abaixo segue  a lista completa: 

  • Amanda de lima vieira
  • Beatriz de Oliveira Ribeiro
  • Brenno Carneiro da Silva
  • Daniela Santos Silva
  • Davi Manoel
  • Jean Almeida de Souza
  • Jennifer Rabelo de Almeida
  • Jonata Eduardo Barbosa Nascimento
  • Karoline Aparecida da Silva de Oliveira
  • Leandro de Souza Lira
  • Lucas Adriel da Silva Andrade
  • Mayara Aparecida Chagas
  • Melicia Gabrielly da Silva
  • Sandra Miranda
  • Stefania da Silva Oliveira
  • Thabhatha marques Freire
  • Thales Góes Gouveia de Souza
  • Valentina Souza
  • Victor Hugo de Paulo
  • Weyla Yue Mazarin Lazulli Lopes

 

Todes selecionades serão informades também por e-mail.

A turma começa a formar as redes coletivas de apoio e amparo para a saúde sexual na próxima semana, dia 26 de maio. Acompanhe o Combinado Coletivo nas redes sociais: 

Esta publicação tem a cooperação da UNESCO no âmbito do Projeto 914BRZ1138, o qual tem o objetivo de contribuir para eficiência da gestão por resultado, aprimoramento da governança, da resposta nacional às IST, aids, hepatites virais, com foco na prevenção e educação em saúde, bem como na ampliação do acesso e qualidade dos serviços prestados às populações vulneráveis. As indicações de nomes e a apresentação do material não implicam a manifestação de qualquer opinião por parte da UNESCO a respeito da condição jurídica de qualquer país, território, cidade, região ou de suas autoridades, tampouco da delimitação de suas fronteiras ou limites. As ideias e opiniões expressas nesta publicação são as dos autores e não refletem obrigatoriamente as da UNESCO nem comprometem a Organização.